Cristo Nossa Redenção
Plano Encontro 3 Dia 293
Este plano não foi iniciado. Marque a leitura como lida para iniciá-lo hoje.
Leitura do livro
Patriarcas e Profetas, páginas 457-458
a convocar uma assembléia para serviço religioso, e mediante sacrifício rogar o auxílio divino. Deus tinha determinado que unicamente os que eram consagrados ao ofício deviam apresentar sacrifícios diante dEle. Mas ordenou Saul “trazei-me aqui um holocausto”; e, cingido como estava de armaduras e armas de guerra, aproximou-se do altar, e ofereceu sacrifício diante de Deus.
“E sucedeu que, acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar”. 1 Samuel 13:9, 10. Samuel viu de pronto que Saul tinha procedido contrariamente à expressa instrução que lhe havia sido dada. O Senhor tinha falado pelo Seu profeta que nesta ocasião Ele revelaria o que Israel deveria fazer em tal crítica situação. Se Saul tivesse satisfeito as condições sob as quais fora prometido auxílio divino, o Senhor teria operado um maravilhoso livramento para Israel, com os poucos que eram fiéis ao rei. Mas Saul estava tão satisfeito consigo mesmo e com sua obra, que saiu ao encontro do profeta como alguém que devesse ser elogiado em vez de reprovado.
O semblante de Samuel estava cheio de ansiedade e angústia; mas, à sua pergunta — “Que fizeste?” — Saul apresentou desculpas de seu ato presunçoso. Disse ele: “Porquanto via que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados, e os filisteus já se tinham ajuntado em Micmas, eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do Senhor não orei. E violentei-me, e ofereci holocausto.
“Então disse Samuel a Saul: Obraste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou; porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o Senhor para Si um homem segundo o Seu coração, e já lhe tem ordenado o Senhor, que seja chefe sobre o Seu povo. [...] Então se levantou Samuel, e subiu de Gilgal a Gibeá de Benjamim”. 1 Samuel 13:11, 13-15.
Ou Israel deixaria de ser o povo de Deus, ou deveria ser mantido o princípio sobre o qual fora fundada a monarquia, e a nação seria governada por um poder divino. [...] Se Israel quisesse ser inteiramente do Senhor, se a vontade do que é humano e terrestre se mantivesse em sujeição à vontade de Deus, Ele continuaria a ser o governador de Israel. Enquanto o rei e o povo se conduzissem subordinados a Deus, poderia Ele ser a sua defesa. Mas monarquia alguma poderia prosperar em Israel se não reconhecesse em todas as coisas a autoridade suprema de Deus.
Se Saul tivesse mostrado consideração para com as ordens de Deus nesse tempo de provação, Deus poderia ter cumprido Sua vontade por meio dele. Seu fracasso provou agora que ele não era apto para ser o representante de Deus ao Seu povo. Ele transviaria Israel. Sua vontade, em vez da de Deus, seria força dominante. Se Saul tivesse sido fiel, seu reino teria sido estabelecido para sempre; mas, visto que fracassara, o propósito de Deus
deveria cumprir-se por meio de um outro. O governo de Israel deveria ser confiado a alguém que governasse o povo segundo a vontade do Céu.
Não sabemos que grandes interesses podem estar em jogo em provarmos a Deus. Não há segurança alguma a não ser na obediência estrita à Palavra de Deus. Todas as Suas promessas são feitas sob condição de fé e obediência, e uma falta de conformação com as Suas ordens elimina de nós a plena utilização dos abundantes recursos providos nas Escrituras. Não devemos seguir nossos impulsos, tampouco confiar nos juízos dos homens; devemos olhar para a vontade revelada de Deus, e andar em conformidade com o Seu definido mandamento, sejam quais forem as circunstâncias que nos rodeiem. Deus cuidará dos resultados; pela fidelidade à Sua Palavra podemos em tempo de provações demonstrar perante os homens e os anjos que o Senhor pode depositar confiança em nós nas situações difíceis a fim de executar a Sua vontade, honrar o Seu nome, e abençoar o Seu povo.
Saul estava no desagrado de Deus, e no entanto indisposto a humilhar o coração em arrependimento. O que lhe faltava em piedade verdadeira, experimentava realizar pelo seu zelo nas formas de religião. Saul não ignorava a derrota de Israel quando a arca de Deus foi levada ao acampamento, por Hofni e Finéias; entretanto, sabendo de tudo isto, resolveu mandar buscar a sagrada arca e seu sacerdote assistente. Se ele pudesse por este meio inspirar confiança no povo, esperava reunir de novo seu exército esparso, e dar batalha aos filisteus. Dispensaria então a presença e o apoio de Samuel, e assim se livraria da crítica e das importunas reprovações do profeta.
O Espírito Santo havia sido concedido a Saul para lhe iluminar o entendimento e abrandar o coração. Recebera fiel instrução e reprovação do profeta de Deus. E no entanto quão grande era a sua perversidade! A história do primeiro rei de Israel apresenta um triste exemplo do poder dos maus hábitos nos verdes anos. Em sua mocidade Saul não amou nem temeu a Deus; e aquele espírito impetuoso, não adestrado à submissão em seus primeiros anos, estava sempre pronto para rebelar-se contra a autoridade divina. Aqueles que em sua juventude acalentam uma santa consideração pela vontade de Deus, e que fielmente cumprem os deveres de seu cargo, estarão preparados para o serviço mais elevado na vida posterior. Mas não podem os homens durante anos perverter as faculdades que Deus lhes deu, e então, quando quiserem efetuar uma mudança em si, encontrar tais faculdades frescas e desembaraçadas para seguirem um caminho inteiramente oposto.
Os esforços de Saul para despertar o povo mostraram-se inúteis. Encontrando sua força reduzida a seiscentos homens, ele partiu de Gilgal, e retirou-se para a fortaleza de Geba, tomada recentemente dos filisteus. Esta fortaleza estava do lado do sul de um vale profundo e escabroso, ou garganta, alguns quilômetros ao norte do local de Jerusalém. Ao lado do
Patriarcas e Profetas · Ellen G. White