Cristo Nossa Esperança

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Leitura do livro

Profetas e Reis, páginas 80-81

“Por isso não reprimirei a minha boca;
falarei na angústia do meu espírito,
queixar-me-ei na amargura da minha alma.”
“Pelo que a minha alma escolheria [...]
Antes a morte do que estes meus ossos.
A minha vida abomino, pois não viverei para sempre;
retira-Te de mim, Pois vaidade são os meus dias”.

Jó 7:11, 15, 16.

Mas embora cansado da vida, a Jó não foi permitido morrer. Foram-lhe indicadas as possibilidades do futuro, e deu-se-lhe a mensagem de esperança:

“Estarás firme e não temerás.
Porque te esquecerás dos trabalhos,
e te lembrarás deles como das águas que já passaram.
E a tua vida mais clara se levantará do que o meio-dia;
ainda que haja trevas, será como a manhã.
E terás confiança, porque haverá esperança. [...]
E deitar-te-ás, E ninguém te espantará;
muitos acariciarão o teu rosto.
Mas os olhos dos ímpios desfalecerão,
e perecerá o seu refúgio;
e a sua esperança será o expirar da alma”.

Jó 11:15-20.

Das profundezas do desencorajamento e desânimo Jó se levanta para as alturas da implícita confiança na misericórdia e o poder salvador de Deus. Triunfantemente declarou:

“Ainda que Ele me mate, nEle esperarei; [...]
Também isto será a minha salvação”.

Jó 13:15, 16.

“Por que eu sei que o meu Redentor vive,
e que por fim Se levantará sobre a Terra.
E depois de consumida a minha pele,
ainda em minha carne verei a Deus.
Vê-Lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos,
e não outros, O verão”.

Jó 19:25-27.

“Depois disto o Senhor respondeu a Jó dum redemoinho” (Jó 38:1), e revelou a Seu servo a força do Seu poder. Quando Jó teve um vislumbre de seu Criador, abominou-se a si mesmo, e se arrependeu no pó e na cinza. Então o Senhor pôde abençoá-lo abundantemente, e fazer os seus últimos dias os melhores de sua vida.

Esperança e coragem são essenciais ao perfeito serviço para Deus. Esses são frutos da fé. O desânimo é pecaminoso e irrazoável. Deus está em condições e disposto a outorgar a Seus servos “mais abundantemente” a força de que necessitam para a tentação e prova. Os planos dos inimigos de Sua obra podem parecer bem assentados e firmemente estabelecidos; mas Deus pode subverter os mais fortes deles. E isto Ele faz em seu devido tempo e maneira, quando vê que a fé de Seus servos foi suficientemente testada.

Para o desalentado há um seguro remédio — fé, oração e trabalho. Fé e atividade proverão segurança e satisfação que hão de aumentar dia após dia. Estais tentados a dar guarida a sentimentos de ansiedade ou obstinado desânimo? Nos dias mais negros, quando as aparências parecem mais agressivas, não temais. Tende fé em Deus. Ele conhece vossas necessidades; possui todo o poder. Seu infinito amor e compaixão são incansáveis.

Não temais que Ele deixe de cumprir Sua promessa. Ele é eterna verdade. Jamais mudará o concerto que fez com os que O amam. E concederá a Seus fiéis servos a medida de eficiência que suas necessidades requerem. O apóstolo Paulo testificou: “E disse-me: A Minha graça te basta, porque o Meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. [...] Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Deus. Porque quando estou fraco, então sou forte”. 2 Coríntios 12:9, 10.

Abandonou Deus a Elias em sua hora de provas? Oh, não! Ele não amava menos Seu servo quando este se sentiu abandonado de Deus e dos homens, do que quando, em resposta a sua oração, flamejou fogo do céu e iluminou o topo do monte. E agora, havendo Elias adormecido, um suave toque e delicada voz o despertou. Ele se ergue aterrado, como quem vai fugir, temendo que o inimigo o tivesse descoberto. Mas a face compassiva que se inclinava sobre ele não era a de um inimigo, mas de um amigo. Deus tinha enviado um anjo do Céu com alimento para Seu servo. “Levanta-te e come”, disse o anjo. “E olhou, e eis que à sua cabeceira estava um pão cozido sobre as brasas e uma botija de água”. 1 Reis 19:5, 6.

Depois de haver-se servido do alimento para ele preparado, Elias deitou-se de novo e adormeceu. Pela segunda vez veio o anjo. Tocando o exausto homem, disse com terna piedade: “Levanta-te e come, porque mui comprido te será o caminho. Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus” (1 Reis 19:7, 8), onde encontrou refúgio numa caverna.

Profetas e Reis · Ellen G. White

Passagem bíblica

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