Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 21
Este plano não foi iniciado. Marque a leitura como lida para iniciá-lo hoje.
Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 13-15
emblema da igreja viva de Deus na Terra, a qual tem sido edificada através dos séculos segundo o modelo divino, com material que se tem comparado ao “ouro, prata e pedras preciosas”, “lavradas como colunas de um palácio”. Deste templo espiritual Cristo “é a principal pedra de esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor”. Efésios 2:20, 21.
Afinal o templo planejado pelo rei Davi e construído por seu filho Salomão estava concluído. “Tudo quanto Salomão intentou fazer na casa do Senhor e na sua casa, prosperamente o efetuou”. 2 Crônicas 7:11. E agora, para que o palácio que coroava as elevações do Monte Moriá pudesse ser, sem dúvida, como Davi havia desejado, um lugar de habitação não “para homem, senão para o Senhor Deus” (1 Crônicas 29:1), restava a solene cerimônia da dedicação formal a Jeová e Seu culto.
O local em que o templo fora construído era, havia muito, considerado sagrado. Foi ali que Abraão, o pai dos fiéis, revelara sua disposição de sacrificar seu único filho, em obediência à ordem de Jeová. Ali renovara Deus com Abraão o concerto de bênção, que incluía a gloriosa promessa messiânica feita à espécie humana, de libertamento por meio do sacrifício do Filho do Altíssimo. Foi ali que, quando Davi ofereceu sacrifícios queimados e ofertas pacíficas para deter a espada punitiva do anjo destruidor, Deus lhe respondeu com fogo enviado do Céu. 1 Crônicas 21. E agora os adoradores de Jeová mais uma vez ali estavam, para encontrar-se com seu Deus e renovar-Lhe os votos de fidelidade.
O tempo escolhido para a dedicação fora o mais favorável — o sétimo mês, quando o povo de todas as partes do reino estava acostumado a reunir-se em Jerusalém para celebrar a Festa dos Tabernáculos. Esta festa era preeminentemente uma ocasião de regozijo. Os labores da colheita haviam findado, as atividades do novo ano ainda não começara, o povo estava livre de cuidados e podia abandonar-se às influências sagradas, jubilosas do momento.
No tempo indicado, as tribos de Israel, com representantes de muitas nações estrangeiras ricamente vestidos, reuniram-se nos átrios do templo. A cena era de esplendor incomum. Salomão, com os anciãos de Israel, e os mais influentes homens dentre o povo, retornaram de outra parte da cidade, de onde haviam trazido a arca do testamento. Do santuário nos altos de Gibeom tinha sido transferida a antiga “tenda da congregação, com todos os vasos sagrados, que estavam na tenda” (2 Crônicas 5:5); e esses queridos relicários das mais remotas experiências dos filhos de Israel durante seu vaguear no deserto e a conquista de Canaã, encontravam agora uma morada permanente no esplêndido edifício que fora construído para ocupar o lugar da estrutura portátil.
Levando ao templo a arca sagrada que continha as duas tábuas de pedra em que, pelo dedo de Deus, haviam sido escritos os preceitos do
decálogo, Salomão seguira o exemplo de seu pai Davi. A cada seis passos oferecia sacrifícios; e com canto e música e com grande cerimônia, “trouxeram os sacerdotes a arca do concerto do Senhor ao seu lugar, ao oráculo da casa, à santidade das santidades”. 2 Crônicas 5:7. Ao penetrarem no interior do santuário, tomaram os lugares que lhes eram designados. Os cantores — levitas vestidos de linho branco, com címbalos, e com alaúdes, e com harpas — permaneceram de pé para o oriente do altar, e com eles até cento e vinte sacerdotes que tocavam as trombetas. 2 Crônicas 5:12.
“Eles uniformemente tocavam as trombetas, e cantavam para fazerem ouvir uma só voz, bendizendo e louvando ao Senhor; e levantando eles a voz com trombetas, e címbalos, e outros instrumentos músicos, e bendizendo ao Senhor, porque era bom, porque a Sua benignidade durava para sempre, a casa se encheu de uma nuvem, a saber, a casa do Senhor, e não podiam os sacerdotes ter-se em pé, para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor encheu a casa de Deus”. 2 Crônicas 5:13, 14.
Compreendendo o significado desta nuvem, Salomão declarou: “O Senhor tem dito que habitaria nas trevas. E eu Te tenho edificado uma casa para morada, e um lugar para a Tua eterna habitação”. 2 Crônicas 6:1, 2.
“O Senhor reina; Tremam as nações;
Ele está entronizado entre os querubins; comova-se a Terra.
O Senhor é grande em Sião, e mais elevado que todas as nações.
Louvem o Teu nome, grande e tremendo, pois é santo. [...]
Exaltai ao Senhor nosso Deus, e prostrai-vos diante do escabelo de Seus pés, porque Ele é santo”.
“No meio do pátio” do templo havia sido erguida “uma base de metal”, ou plataforma, “de cinco côvados de comprimento, e de cinco côvados de largura, e de três côvados de altura”. Sobre esta base Salomão pôs-se em pé, e com as mãos erguidas abençoou a vasta multidão que tinha diante de si. “E toda a congregação de Israel estava em pé”. 2 Crônicas 6:13, 3.
“Bendito seja o Senhor Deus de Israel”, exclamou Salomão, “que falou pela Sua boca a Davi meu pai, e pelas Suas mãos o cumpriu, dizendo: Escolhi Jerusalém, para que ali estivesse o Meu nome”. 2 Crônicas 6:4, 6.
Salomão pôs-se então de joelhos na plataforma, e aos ouvidos de todo o povo ofereceu a oração dedicatória. Levantando as mãos para o céu, enquanto a congregação permanecia ajoelhada com a face para o chão, o rei suplicou: “Senhor Deus de Israel, não há Deus semelhante a Ti, nem nos Céus nem na Terra; que guardas o concerto e a beneficência aos Teus servos que caminham perante Ti de todo o seu coração”.
“Mas verdadeiramente habitará Deus com os homens na Terra? Eis que o Céu e o Céu dos Céus não Te podem conter, quanto menos esta casa que tenho edificado? Atende pois à oração do Teu servo, e à sua súplica, ó Senhor meu Deus, para ouvires o clamor, e a oração que o Teu
servo ora perante Ti. Que os Teus olhos estejam dia e noite abertos sobre este lugar, de que dissestes que ali porias o Teu nome, para ouvires a oração que o Teu servo orar neste lugar. Ouve, pois, as súplicas do Teu servo, e do Teu povo Israel, que fizerem neste lugar; e ouve Tu do lugar da Tua habitação, desde os Céus; ouve pois, e perdoa. [...]
“Quando também o Teu povo Israel for ferido diante do inimigo, por ter pecado contra Ti, e eles se converterem, e confessarem o Teu nome, e orarem, e suplicarem perante Ti nesta casa, então ouve Tu desde os Céus, e perdoa os pecados de Teu povo Israel; e faze-os tornar à terra que lhes tens dado a eles e a seus pais.
“Quando os céus se cerrarem, e não houver chuva, por terem pecado contra Ti, e orarem neste lugar, e confessarem Teu nome, e se converterem dos seus pecados, quando Tu os afligires, então ouve Tu desde os Céus, e perdoa o pecado de Teus servos, e do Teu povo Israel, ensinando-lhes o bom caminho, em que andem; e dá chuva sobre a Tua terra, que deste ao Teu povo em herança.
“Havendo fome na terra, havendo peste, havendo queimadura dos trigos, ou ferrugem, gafanhotos, ou lagarta, cercando-a algum dos seus inimigos nas terras das suas portas, ou quando houver qualquer praga, ou qualquer enfermidade, toda a oração, e toda a súplica, que qualquer homem fizer, ou todo o Teu povo Israel, conhecendo cada um a sua praga e a sua dor, e estendendo as suas mãos para esta casa, então ouve Tu desde os Céus, do assento da Tua habitação, e perdoa e dá a cada um conforme a todos os seus caminhos, segundo conheces o seu coração [...] a fim de que Te temam, para andarem nos Teus caminhos, todos os dias que viverem na terra que deste a nossos pais.
“Assim também ao estrangeiro, que não for do Teu povo Israel, mas vier de terras remotas por amor do Teu grande nome, e da Tua poderosa mão, e do Teu braço estendido, vindo eles e orando nesta casa, então ouve Tu desde os Céus, do assento da Tua habitação, e faze conforme a tudo o que o estrangeiro Te suplicar, a fim de que todos os povos da Terra conheçam o Teu nome, e Te temam, como o Teu povo Israel; e a fim de saberem que pelo Teu nome é chamada esta casa que edifiquei.
“Quando o Teu povo sair à guerra contra os seus inimigos, pelo caminho que os enviares, e orarem a Ti para a banda desta cidade, que escolheste, e desta casa, que edifiquei ao Teu nome. Ouve então desde os Céus a sua oração, e sua súplica, e executa o seu direito.
“Quando pecarem contra Ti (pois não há homem que não peque), e Tu Te indignares contra eles, e os entregares diante do inimigo, para que os que os cativarem os levem em cativeiro para alguma terra, remota ou vizinha, e na terra, para onde forem levados em cativeiro, tornarem a si, e se converterem, e na terra do seu cativeiro a Ti suplicarem, dizendo: Pecamos,
Profetas e Reis · Ellen G. White