Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 20
Este plano não foi iniciado. Marque a leitura como lida para iniciá-lo hoje.
Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 12-13
Capítulo 2 — O templo e sua dedicação
Salomão pôs em execução sabiamente o plano tão longamente acariciado por Davi, de construir um templo ao Senhor. Durante sete anos Jerusalém esteve repleta de ocupados obreiros, empenhados em aplainar o local escolhido, abrir as grandes valas, assentar os amplos fundamentos — “pedras grandes, e pedras preciosas, pedras lavradas” (1 Reis 5:17), talhar os pesados troncos vindos das florestas do Líbano, erguer o magnificente santuário.
Simultaneamente com a preparação da madeira e pedra, em cuja tarefa muitos milhares estavam aplicando suas energias, a manufatura do mobiliário para o templo ia progredindo constantemente, sob a liderança de Hirão, de Tiro, “um homem sábio de grande entendimento, [...]” hábil para “lavrar em ouro, e em prata, em bronze, em ferro, em pedras e em madeira, em púrpura, em azul, e em linho fino, e em carmesim”. 2 Crônicas 2:13, 14.
Assim, à medida que o edifício sobre o Monte Moriá ia sendo silenciosamente erguido com pedras preparadas, “de maneira que nem martelo, nem machado, nem nenhum outro instrumento de ferro se ouviu na casa quando a edificavam” (1 Reis 6:7), os belos utensílios eram trabalhados conforme os modelos entregues por Davi a seu filho — “todos os vasos que eram para a casa de Deus”. 2 Crônicas 4:19. Eles compreendiam o altar de incenso, a mesa dos pães da proposição, o castiçal com as lâmpadas, os vasos e instrumentos relacionados com a ministração dos sacerdotes no lugar santo — tudo “de ouro, do mais perfeito ouro”. 2 Crônicas 4:21. O mobiliário de bronze — o altar de ofertas queimadas, o grande lavatório sobre doze bois, as pias de menor tamanho, com muitos outros vasos — “na campina do Jordão os fundiu o rei na terra argilosa, entre Sucote e Zeredá”. 2 Crônicas 4:17. Esse mobiliário foi provido em abundância, para que não houvesse falta.
De inexcedível beleza e inigualável esplendor era o régio edifício que Salomão e seus homens construíram a Deus e ao Seu culto. Guarnecido de pedras preciosas, circundado por espaçosos átrios com magnificentes vias de acesso, revestido de cedro lavrado e ouro polido, a estrutura do templo, com suas cortinas bordadas e rico mobiliário, era apropriado
emblema da igreja viva de Deus na Terra, a qual tem sido edificada através dos séculos segundo o modelo divino, com material que se tem comparado ao “ouro, prata e pedras preciosas”, “lavradas como colunas de um palácio”. Deste templo espiritual Cristo “é a principal pedra de esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor”. Efésios 2:20, 21.
Afinal o templo planejado pelo rei Davi e construído por seu filho Salomão estava concluído. “Tudo quanto Salomão intentou fazer na casa do Senhor e na sua casa, prosperamente o efetuou”. 2 Crônicas 7:11. E agora, para que o palácio que coroava as elevações do Monte Moriá pudesse ser, sem dúvida, como Davi havia desejado, um lugar de habitação não “para homem, senão para o Senhor Deus” (1 Crônicas 29:1), restava a solene cerimônia da dedicação formal a Jeová e Seu culto.
O local em que o templo fora construído era, havia muito, considerado sagrado. Foi ali que Abraão, o pai dos fiéis, revelara sua disposição de sacrificar seu único filho, em obediência à ordem de Jeová. Ali renovara Deus com Abraão o concerto de bênção, que incluía a gloriosa promessa messiânica feita à espécie humana, de libertamento por meio do sacrifício do Filho do Altíssimo. Foi ali que, quando Davi ofereceu sacrifícios queimados e ofertas pacíficas para deter a espada punitiva do anjo destruidor, Deus lhe respondeu com fogo enviado do Céu. 1 Crônicas 21. E agora os adoradores de Jeová mais uma vez ali estavam, para encontrar-se com seu Deus e renovar-Lhe os votos de fidelidade.
O tempo escolhido para a dedicação fora o mais favorável — o sétimo mês, quando o povo de todas as partes do reino estava acostumado a reunir-se em Jerusalém para celebrar a Festa dos Tabernáculos. Esta festa era preeminentemente uma ocasião de regozijo. Os labores da colheita haviam findado, as atividades do novo ano ainda não começara, o povo estava livre de cuidados e podia abandonar-se às influências sagradas, jubilosas do momento.
No tempo indicado, as tribos de Israel, com representantes de muitas nações estrangeiras ricamente vestidos, reuniram-se nos átrios do templo. A cena era de esplendor incomum. Salomão, com os anciãos de Israel, e os mais influentes homens dentre o povo, retornaram de outra parte da cidade, de onde haviam trazido a arca do testamento. Do santuário nos altos de Gibeom tinha sido transferida a antiga “tenda da congregação, com todos os vasos sagrados, que estavam na tenda” (2 Crônicas 5:5); e esses queridos relicários das mais remotas experiências dos filhos de Israel durante seu vaguear no deserto e a conquista de Canaã, encontravam agora uma morada permanente no esplêndido edifício que fora construído para ocupar o lugar da estrutura portátil.
Levando ao templo a arca sagrada que continha as duas tábuas de pedra em que, pelo dedo de Deus, haviam sido escritos os preceitos do
Profetas e Reis · Ellen G. White