Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 207
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 222-223
juízos de Deus, a fim de aprofundar o senso da necessidade, levando o agonizante a clamar: “Que é necessário que eu faça para me salvar?” Atos dos Apóstolos 16:30. Mas a Mão que humilha até o pó, reprova o pecado e submete à vergonha o orgulho e a ambição, é a Mão que ergue o penitente e abatido. Com a mais profunda simpatia, Aquele que permite caia o castigo, interroga: “Que queres que Eu faça por ti?”
Quando o homem peca contra um Deus santo e misericordioso, não pode seguir mais nobre caminho que arrepender-se sinceramente, e confessar seus erros com lágrimas e amargura de alma. Isto Deus requer dele; Ele não aceita nada menos que um coração quebrantado e um espírito contrito. Mas o rei Jeoaquim e seus cortesões, em sua arrogância e orgulho, recusaram o convite de Deus. Eles não iriam aceitar a advertência e arrepender-se. A graciosa oportunidade que lhes fora ofertada quando o rolo sagrado foi lançado ao fogo, foi a última. Deus havia declarado que se então recusassem ouvir-Lhe a voz, Ele lhes daria terrível retribuição. Eles se recusaram ouvi-Lo, e Ele pronunciou Seu juízo final sobre Judá; e Ele visitaria com ira especial o homem que orgulhosamente havia-se levantado contra o Todo-poderoso.
“Assim diz o Senhor, acerca de Jeoaquim, rei de Judá: Não terá quem se assente sobre o trono de Davi, e será lançado o seu cadáver ao calor de dia, e à geada de noite. E visitarei sobre ele, e sobre a sua semente, e sobre os seus servos, a sua iniqüidade; e trarei sobre ele e sobre os moradores de Jerusalém, e sobre os homens de Judá, todo aquele mal que lhes tenho falado”. Jeremias 36:30, 31.
A incineração do rolo não foi o fim da questão. As palavras escritas foram mais facilmente removidas do que a reprovação e advertência que elas continham e a iminente punição que Deus havia pronunciado contra o rebelde Israel e que estava prestes a vir. Mas até o próprio rolo escrito foi reproduzido. “Toma ainda outro rolo”, o Senhor ordenou a Seu servo, “e escreve nele todas as palavras que estavam no primeiro volume, que queimou Jeoaquim, rei de Judá.” O registro das profecias concernente a Judá e Jerusalém tinha sido reduzido a cinzas; mas as palavras estavam ainda vivas no coração de Jeremias, “como um fogo devorador”, e foi permitido ao profeta reproduzir o que a ira do homem teria de bom grado destruído.
Tomando outro rolo, Jeremias deu-o a Baruque, “o qual escreveu nele da boca de Jeremias todas as palavras do livro que Jeoaquim, rei de Judá, tinha queimado no fogo; e ainda se acrescentaram a elas muitas palavras semelhantes”. Jeremias 36:28, 32. A ira do homem tinha tentado impedir a ação do profeta de Deus; mas o próprio meio pelo qual Jeoaquim tinha procurado limitar a influência do servo de Jeová, proveu posterior oportunidade para tornar claros os divinos reclamos.
O espírito de oposição à reprovação, que levou à perseguição e aprisionamento de Jeremias, existe hoje. Muitos recusam atender a repetidas
advertências, preferindo dar ouvidos a falsos mestres que lisonjeiam sua vaidade e passam por alto suas más obras. No dia da tribulação tais pessoas não terão refúgio certo, nem auxílio do Céu. Os servos escolhidos de Deus devem enfrentar com coragem e paciência as provas e sofrimentos que sobre eles recaem na forma de acusações, desprezo, deturpações. Devem eles continuar a desempenhar fielmente a obra que Deus lhes deu a fazer, sempre lembrando que os profetas do passado e o Salvador da humanidade e Seus apóstolos também suportaram abusos e perseguições por amor da Palavra.
Era propósito de Deus que Jeoaquim atendesse aos conselhos de Jeremias, e ganhasse o favor de Nabucodonosor, livrando-se de muitos pesares. O jovem rei havia jurado obediência ao rei de Babilônia. Tivesse ele permanecido fiel a sua promessa, e teria conquistado o respeito dos pagãos, e isto teria levado a preciosas oportunidades para a salvação de pecadores.
Desdenhando os privilégios fora do comum que lhe eram outorgados, o rei de Judá deliberadamente seguiu o caminho de sua própria escolha. Violou sua palavra de honra ao rei de Babilônia, e rebelou-se. Isto o levou, como também ao seu reino, a um caminho apertado. Contra ele foram enviadas “as tropas dos caldeus, e as tropas dos siros, e as tropas dos moabitas, e as tropas dos filhos de Amom” (2 Reis 24:2), e ele foi impotente para livrar a terra de invasão desses piratas. Dentro de poucos anos ele encerrou seu desastroso reinado em ignomínia, rejeitado do Céu, malquisto por seu povo e desprezado pelos senhores de Babilônia cuja confiança ele traíra — e tudo isto como resultado de seu erro fatal de virar as costas aos propósitos de Deus como revelados por meio de Seu escolhido mensageiro.
Joaquim (também conhecido como Jeconias, e Conias), filho de Jeoaquim, ocupou o trono apenas três meses e dez dias, quando se rendeu aos exércitos caldeus que, em virtude da rebelião do rei de Judá, estavam uma vez mais cercando a cidade condenada. Nesta ocasião, Nabucodonosor “transportou Joaquim a Babilônia; como também a mãe do rei, e as mulheres do rei, e os seus eunucos, e os poderosos da terra”, contando vários milhares, juntamente com “carpinteiros e ferreiros até mil”. Juntamente com estes o rei de Babilônia levou “todos os tesouros da casa do Senhor, e os tesouros da casa do rei”. 2 Reis 24:15, 16, 13.
O reino de Judá, debilitado em poder, roubado em sua força representada por homens e tesouros, teve não obstante ainda a permissão de continuar a existir como um governo separado. Como sua cabeça Nabucodonosor colocou a Matanias, jovem filho de Josias, mudando-lhe o nome para Zedequias.
Profetas e Reis · Ellen G. White