Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 102
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 114-115
de conseguir maior capacidade para o serviço. Desconhecida por Elias, a revelação de que estava para ser trasladado fora dada a conhecer aos seus discípulos nas escolas dos profetas, e em particular a Eliseu. E agora o provado servo do homem de Deus conservava-se bem junto a ele. Tantas vezes quantas lhe fora feito o convite para retornar, sua resposta foi: “Vive o Senhor, e vive a tua alma, que te não deixarei”.
“E, assim, ambos foram juntos. [...] E eles ambos pararam junto ao Jordão. Então, Elias tomou o seu manto enrolou-o, e feriu as águas, as quais se dividiram para os dois lados; e passaram ambos em seco. Sucedeu, pois, que, havendo eles passado, Elias disse a Eliseu: Pede-me o que queres que te faça, antes que seja tomado de ti”. 2 Reis 2:6-9.
Eliseu não pediu honras seculares, ou um lugar elevado entre os grandes homens da Terra. O que ele ambicionava era uma grande medida do Espírito que Deus havia derramado tão abundantemente sobre aquele que estava para ser honrado com a trasladação. Ele sabia que nada a não ser o Espírito que havia repousado sobre Elias, podia capacitá-lo a preencher em Israel o lugar para o qual Deus o havia chamado; assim respondeu: “Peço-te que haja porção dobrada do teu espírito sobre mim”. 2 Reis 2:9.
Em resposta a este pedido, Elias disse: “Coisa dura pediste. Se me vires quando for tomado de ti, assim se fará; porém, se não, não se fará. E sucedeu que indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao Céu num redemoinho”. 2 Reis 2:1-11.
Elias foi um tipo dos santos que estarão vivendo na Terra por ocasião do segundo advento de Cristo, e que serão “transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta” (1 Coríntios 15:51, 52), sem provar a morte. Foi como representante dos santos a serem assim trasladados que, ao aproximar-se o fim do ministério terrestre de Cristo, foi permitido a Elias estar com Moisés ao lado do Salvador no monte da transfiguração. Nesses entes glorificados os discípulos viram em miniatura a representação do reino dos redimidos. Eles contemplaram a Jesus revestido com a luz do Céu; ouviram uma voz que “saiu da nuvem” (Lucas 9:35), reconhecendo-O como o Filho de Deus; viram Moisés representando os que serão ressuscitados da morte por ocasião do segundo advento; e ali estava também Elias, representando os que, no fim da história terrestre, serão mudados do estado mortal para o imortal, e serão trasladados ao Céu sem ver a morte.
No deserto, em solidão e desencorajamento, Elias dissera que já havia vivido bastante, e orara pedindo a morte. Mas o Senhor em Sua misericórdia não o tomara pela palavra. Grande obra havia ainda para ser feita por Elias; e quando sua obra tivesse terminado, não devia ele ser deixado a perecer em desencorajamento e solidão. Não lhe estava reservado descer à tumba, mas ascender com os anjos de Deus à presença de Sua glória.
“O que vendo Eliseu, clamou: Meu pai, meu pai, carros de Israel e seus cavaleiros! E nunca mais o viu; e, travando dos seus vestidos, os rasgou em duas partes. Também levantou a capa de Elias, que lhe caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o Senhor, Deus de Elias? Então feriu as águas, e se dividiram elas para uma e outra banda, e Eliseu passou. Vendo-o, pois os filhos dos profetas que estavam defronte, em Jericó, disseram: O espírito de Elias repousa sobre Eliseu. E vieram-lhe ao encontro, e se prostraram diante dele em terra”. 2 Reis 2:12-15.
Quando o Senhor em Sua providência considera oportuno remover de Sua obra aqueles a quem tem dado sabedoria, Ele ajuda e fortalece seus sucessores, se se voltarem para Ele em busca de auxílio e andarem em Seus caminhos. Podem eles ser mesmo mais sábios que seus predecessores; pois podem tirar proveito de suas experiências e de seus erros adquirir sabedoria.
Daí em diante Eliseu ocupou o lugar de Elias. Aquele que havia sido fiel no mínimo, devia provar-se igualmente fiel no máximo.
Profetas e Reis · Ellen G. White