Cristo Nossa Redenção
Plano Encontro 3 Dia 335
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Leitura do livro
Patriarcas e Profetas, páginas 519-520
Capítulo 70 — O reinado de Davi
Este capítulo é baseado em 2 Samuel 5:6-25; 6-7; 9-10.
Logo que Davi se estabeleceu no trono de Israel, começou a procurar um lugar mais apropriado para a capital de seu reino. A trinta quilômetros de Hebrom, foi escolhido um lugar para a futura metrópole do reino. Antes que Josué tivesse guiado os exércitos de Israel pelo Jordão, chamava-se ele Salém. Perto deste lugar, Abraão tinha provado sua fidelidade a Deus. Oitocentos anos antes da coroação de Davi, fora a residência de Melquisedeque, o sacerdote do Deus Altíssimo. Ocupava uma posição central e elevada no território, e era protegida por inúmeras colinas. Estando nos limites de Benjamim e Judá, encontrava-se muito próxima de Efraim, e era de fácil acesso a todas as outras tribos.
A fim de conseguir este local, os hebreus tinham de desapossar um resto de cananeus, que mantinham uma posição fortificada nas colinas de Sião e Moriá. Esta fortaleza era chamada Jebus, e seus habitantes eram conhecidos por jebusitas. Durante séculos, Jebus fora considerada inexpugnável; mas foi sitiada e tomada pelos hebreus sob o comando de Joabe, que, como recompensa de seu valor, foi feito comandante-geral dos exércitos de Israel. Jebus tornou-se então a capital nacional, e seu nome pagão foi mudado para Jerusalém.
Hirão, rei da magnificente cidade de Tiro, no Mediterrâneo, procurou agora uma aliança com o rei de Israel, e ajudou a Davi na obra de construir um palácio em Jerusalém. Foram enviados de Tiro embaixadores, acompanhados de arquitetos e operários, e longas caravanas carregadas de valiosa madeira, troncos de cedro e outros materiais de valor.
A força crescente de Israel em sua união sob o governo de Davi, a aquisição da fortaleza de Jebus e a aliança com Hirão, rei de Tiro, provocaram a hostilidade dos filisteus, que invadiram de novo o território com uma grande força, tomando posição no vale de Refaim, a pequena distância de Jerusalém. Davi e seus homens de guerra, retiraram-se à fortaleza de Sião, para esperar a direção divina. “Subirei contra os filisteus? Entregar-mos-ás nas minhas mãos? E disse o Senhor a Davi: Sobe, porque certamente entregarei os filisteus nas tuas mãos”. 2 Samuel 5:17-25.
Davi avançou contra o inimigo imediatamente, derrotou-os e destruiu-os, e tomou deles os deuses que tinham trazido consigo a fim de assegurarem a vitória. Exasperados pela humilhação da derrota, os filisteus ajuntaram uma força ainda maior, e voltaram ao conflito. E novamente
“se estenderam pelo vale de Refaim”. 2 Samuel 5:18. De novo Davi procurou ao Senhor e o grande EU SOU tomou a direção dos exércitos de Israel.
Deus instruiu a Davi dizendo: “Não subirás; mas rodeia por detrás deles, e virás a eles por defronte das amoreiras. E há de ser que, ouvindo tu um estrondo de marcha pelas copas das amoreiras, então te apressarás, porque o Senhor saiu então diante de ti, a ferir o arraial dos filisteus”. 2 Samuel 5:23, 24. Se Davi, como Saul, tivesse escolhido seu próprio caminho, o êxito não o teria acompanhado. Mas ele fez conforme o Senhor mandou, e “feriram o exército dos filisteus desde Gibeom até Gezer. Assim se espalhou o nome de Davi por todas aquelas terras; e o Senhor pôs o seu temor sobre todas aquelas gentes”. 1 Crônicas 14:16, 17.
Agora que Davi estava firmemente estabelecido no trono, e livre da invasão de adversários estrangeiros, volveu à realização de um acariciado propósito: trazer a arca de Deus a Jerusalém. Durante muitos anos a arca permanecera em Quiriate-Jearim, distante treze quilômetros; mas cumpria que a capital da nação fosse honrada com o sinal da presença divina.
Davi convocou trinta mil dos principais homens de Israel; pois era seu intuito tornar aquele ato um espetáculo de grande regozijo e imponente manifestação. O povo correspondeu alegremente ao convite. O sumo sacerdote, juntamente com seus irmãos no ofício sagrado, e os príncipes e homens principais das tribos, reuniram-se em Quiriate-Jearim. Davi estava radiante de santo zelo. A arca foi trazida da casa de Abinadabe, e colocada em um carro novo puxado por bois, enquanto dois dos filhos de Abinadabe a acompanhavam.
Os homens de Israel iam em seguimento, com exultantes aclamações, e com cânticos de regozijo, unindo-se melodiosamente uma multidão de vozes com o som de instrumentos músicos; “Davi, e toda a casa de Israel, alegravam-se perante o Senhor, [...] com harpas, e com saltérios, e com tamboris, e com pandeiros, e com címbalos”. Fazia muito tempo que Israel não via uma cena de triunfo como aquela. Com alegria solene o vasto cortejo serpeava por entre colinas e vales em direção à santa cidade.
Mas, “chegando à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus, e teve a mão nela; porque os bois a deixavam pender. Então a ira do Senhor se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus”. 2 Samuel 6:6, 7. Um súbito terror caiu sobre a multidão jubilosa. Davi ficou espantado e grandemente alarmado, e intimamente pôs em dúvida a justiça de Deus. Ele estivera procurando honrar a arca como símbolo da presença divina. Por que, pois, havia sido aquele terrível juízo enviado para mudar a ocasião de alegria em dor e lamentação? Entendendo que não seria de bom aviso ter a arca perto de si, resolveu Davi deixá-la ficar onde estava. Foi encontrado perto, para ela, um lugar, na casa de Obede-Edom, o geteu.
A sorte de Uzá foi um juízo divino pela violação de um mandado explícito. Por meio de Moisés o Senhor dera instrução especial com relação
Patriarcas e Profetas · Ellen G. White