Cristo A Igreja
Plano Encontro 2 Dia 80
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Leitura do livro
Atos dos Apóstolos, página 146
ficarão convencidos e se converterão pelo poder de Deus. A colaboração humana está oculta com Cristo em Deus, e Cristo aparece como o que leva a bandeira entre dez mil, como Aquele que é totalmente desejável.
“Ora o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão segundo seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus” (1Co 3:8, 9). Nesta passagem o apóstolo compara a igreja a um campo cultivado, em que o lavrador cuida da vinha do Senhor; também a compara a um edifício, o qual cresce para templo santo do Senhor. Deus é o arquiteto, e a cada um Ele indicou o respectivo trabalho. Todos devem trabalhar sob a Sua supervisão, permitindo-Lhe agir em favor de Seus obreiros e por intermédio deles. Ele lhes dá tato e habilidade, e se aceitarem Suas instruções, coroa-lhes os esforços com sucesso.
Os servos de Deus devem trabalhar unidos, fundindo-se em bondade e cortesia mútuas, preferindo-se “em honra uns aos outros” (Rm 12:10). Não deve haver indelicado criticismo, nem o desejo de fragmentar a obra de outros; não deve haver partes separadas. Cada pessoa a quem o Senhor confiou uma mensagem tem sua obra específica. Cada um tem sua própria individualidade, que não deve diluir-se na de outro. Não obstante, cada um deve trabalhar em harmonia com seus irmãos. Em seu trabalho, os obreiros de Deus devem ser essencialmente uma unidade. Ninguém deve colocar-se como padrão, falando desconsideradamente a respeito de seus companheiros, ou tratando-os como se eles fossem inferiores. Sob o cuidado de Deus, cada um deve desincumbir-se da tarefa que lhe foi indicada, devendo contar com o respeito, amor e animação dos outros obreiros. Unidos devem eles conduzir a obra rumo a sua terminação.
Estes princípios são muito frisados na primeira carta de Paulo à igreja de Corinto. O apóstolo refere-se aos “ministros de Cristo”, como “despenseiros dos mistérios de Deus”; e com respeito a sua obra, declara: “Requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel. Todavia, a mim mui pouco se me dá de ser julgado por vós, ou por algum juízo humano; nem eu tão pouco a mim mesmo me julgo. Porque em nada me sinto culpado; mas nem por isso me considero justificado, pois quem me julga é o Senhor. Portanto nada julgueis antes do tempo, até que o Senhor venha, o qual também trará à luz as coisas ocultas das trevas, e manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor” (1Co 4:1-5).
A ninguém é dado julgar entre os diferentes servos de Deus. Somente o Senhor é o juiz da obra do homem, e a cada um dará Ele a justa recompensa.
Continuando, o apóstolo se refere diretamente à comparação feita entre seu trabalho e o de Apolo: “E eu, irmãos, apliquei estas coisas, por semelhança, a mim e a Apolo, por amor de vós, para que em nós aprendais a não
ir além do que está escrito, não vos ensoberbecendo a favor de um contra outro. Por que, quem te diferença? E que tens tu que não tenhas recebido? E se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido” (1Co 4:6, 7).
Paulo passa a expor claramente perante a igreja os perigos e dificuldades que ele e seus companheiros haviam pacientemente suportado no serviço para Cristo. “Até esta presente hora”, declarou ele, “sofremos fome, e sede, e estamos nus, e recebemos bofetadas, e não temos pousada certa. E nos afadigamos, trabalhando com nossas
Atos dos Apóstolos · Ellen G. White