Cristo O Caminho
Plano Encontro 1 Dia 286
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Leitura bíblica
Lucas 22:14-23; João 13:18-30
Lucas 22:14-23
14 Chegada a hora, pôs-se Jesus à mesa, e com ele os apóstolos. 15 E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento. 16 Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus. 17 E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós; 18 pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. 19 E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim. 20 Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós. 21 Todavia, a mão do traidor está comigo à mesa. 22 Porque o Filho do Homem, na verdade, vai segundo o que está determinado, mas ai daquele por intermédio de quem ele está sendo traído! 23 Então, começaram a indagar entre si quem seria, dentre eles, o que estava para fazer isto.
João 13:18-30
18 Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar. 19 Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU. 20 Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou. 21 Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito e afirmou: Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá. 22 Então, os discípulos olharam uns para os outros, sem saber a quem ele se referia. 23 Ora, ali estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava; 24 a esse fez Simão Pedro sinal, dizendo-lhe: Pergunta a quem ele se refere. 25 Então, aquele discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor, quem é? 26 Respondeu Jesus: É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tomou, pois, um pedaço de pão e, tendo-o molhado, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27 E, após o bocado, imediatamente, entrou nele Satanás. Então, disse Jesus: O que pretendes fazer, faze-o depressa. 28 Nenhum, porém, dos que estavam à mesa percebeu a que fim lhe dissera isto. 29 Pois, como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa ou lhe ordenara que desse alguma coisa aos pobres. 30 Ele, tendo recebido o bocado, saiu logo. E era noite.
Versão Almeida Revista e Atualizada
Leitura do livro
O Desejado de Todas as Nações, páginas 462-463
Capítulo 72 — “Em memória de mim”
Este capítulo é baseado em Mateus 26:20-29; Marcos 14:17-25; Lucas 22:14-23; João 13:18-30.
O Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o Meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de Mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no Meu sangue; fazei isto todas as vezes que beberdes, em memória de Mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha”. 1 Coríntios 11:23-26.
Cristo Se achava no ponto de transição entre dois sistemas e suas duas grandes festas. Ele, o imaculado Cordeiro de Deus, estava para Se apresentar como oferta pelo pecado, e queria assim levar a termo o sistema de símbolos e cerimônias que por quatro mil anos apontara à Sua morte. Ao comer a páscoa com Seus discípulos, instituiu em seu lugar o serviço que havia de comemorar Seu grande sacrifício. Passaria para sempre a festa nacional dos judeus. O serviço que Cristo estabeleceu devia ser observado por Seus seguidores em todas as terras e por todos os séculos.
A páscoa fora instituída para comemorar a libertação de Israel da servidão egípcia. Deus ordenara que, de ano em ano, quando os filhos perguntassem a significação desta ordenança, a história desse acontecimento fosse repetida. Assim o maravilhoso livramento se conservaria vivo na memória de todos. A ordenança da ceia do Senhor foi dada para comemorar a grande libertação operada em resultado da morte de Cristo. Até que Ele venha a segunda vez em poder e glória, há de ser celebrada esta ordenança. É o meio pelo qual Sua grande obra em nosso favor deve ser conservada viva em nossa memória.
Ao tempo de sua libertação do Egito, os filhos de Israel comeram a ceia pascoal de pé, lombos cingidos, e com o cajado na mão, prontos para a viagem. A maneira em que celebraram essa ordenança estava em harmonia com sua condição; pois estavam para ser mandados sair da terra do Egito, e deviam começar uma penosa e difícil jornada através do deserto. Ao tempo de Cristo, porém o estado de coisas havia mudado. Não estavam agora para ser mandados sair de um país estrangeiro, mas eram habitantes de sua própria pátria. Em harmonia com o descanso que lhes fora dado, o povo tomava então parte na ceia pascoal em posição reclinada. Colocavam-se leitos ou divãs ao redor da mesa, e os convivas, reclinados neles, descansando no braço esquerdo, tinham livre a mão direita para servir-se. Nesta posição, um
comensal podia reclinar a cabeça no peito do outro que lhe ficava imediato. E os pés, saindo da extremidade do leito, podiam ser lavados por alguém que passasse pelo lado exterior do círculo.
Cristo está ainda à mesa em que fora posta a ceia pascoal. Acham-se diante dEle os pães asmos usados no período da páscoa. O vinho pascoal, livre de fermento, está sobre a mesa. Estes emblemas Cristo emprega para representar Seu próprio irrepreensível sacrifício. Coisa alguma corrompida por fermentação, símbolo do pecado e da morte, podia representar “o Cordeiro imaculado e incontaminado”. 1 Pedro 1:19.
“E quando comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o Meu corpo. E, tomando o cálice, e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos; porque isto é o Meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até aquele dia em que o beba de novo convosco no reino de Meu Pai”. Mateus 26:26-29.
Judas, o traidor, achava-se presente à cerimônia sacramental. Ele recebeu de Jesus os emblemas de Seu corpo partido e de Seu derramado sangue. Ouviu as palavras: “Fazei isto em memória de Mim”. 1 Coríntios 11:25. E ali, sentado na própria presença do Cordeiro de Deus, o traidor alimentava seus negros desígnios, e acariciava seus vingativos pensamentos.
No lava-pés, Cristo dera convincente prova de que compreendia o caráter de Judas. “Nem todos estais limpos” (João 13:11), dissera. Essas palavras convenceram o falso discípulo de que Cristo lhe lia o secreto desígnio. Agora Jesus falou mais claramente. Enquanto estavam sentados à mesa, Ele disse, olhando para os discípulos: “Não falo de todos vós; Eu bem sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a Escritura: O que come o pão comigo, levantou contra Mim o seu calcanhar”. João 13:18.
Mesmo então os discípulos não suspeitaram de Judas. Mas viram que Cristo parecia grandemente perturbado. Baixou sobre todos uma nuvem, a advertência de qualquer terrível calamidade, cuja natureza não percebiam. Enquanto comiam em silêncio, Jesus disse: “Na verdade, na verdade vos digo que um de vós Me há de trair”. João 13:21. A essas palavras, foram tomados de espanto e consternação. Não podiam compreender como qualquer deles pudesse agir traiçoeiramente com seu divino Mestre. Por que motivo O haveriam de trair? E entregá-Lo a quem? Que coração poderia conceber um tal desígnio? Por certo nenhum dos doze favorecidos, que foram privilegiados acima de todos os demais em ouvir os Seus ensinos, que partilharam de Seu admirável amor, e por quem Ele tivera tão grande consideração, pondo-os em íntima comunhão consigo!
Ao ponderarem a importância de Suas palavras, e lembrarem quão verdadeiras eram Suas declarações, apoderaram-se deles a desconfiança de si mesmos e o temor. Começaram a examinar o próprio coração, a
O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White