Cristo O Caminho
Plano Encontro 1 Dia 172
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Leitura bíblica
Mateus 16:1-12
Mateus 16:1-12
1 Aproximando-se os fariseus e os saduceus, tentando-o, pediram-lhe que lhes mostrasse um sinal vindo do céu. 2 Ele, porém, lhes respondeu: Chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado; 3 e, pela manhã: Hoje, haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos? 4 Uma geração má e adúltera pede um sinal; e nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. E, deixando-os, retirou-se. 5 Ora, tendo os discípulos passado para o outro lado, esqueceram-se de levar pão. 6 E Jesus lhes disse: Vede e acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus. 7 Eles, porém, discorriam entre si, dizendo: É porque não trouxemos pão. 8 Percebendo-o Jesus, disse: Por que discorreis entre vós, homens de pequena fé, sobre o não terdes pão? 9 Não compreendeis ainda, nem vos lembrais dos cinco pães para cinco mil homens e de quantos cestos tomastes? 10 Nem dos sete pães para os quatro mil e de quantos cestos tomastes? 11 Como não compreendeis que não vos falei a respeito de pães? E sim: acautelai-vos do fermento dos fariseus e dos saduceus. 12 Então, entenderam que não lhes dissera que se acautelassem do fermento de pães, mas da doutrina dos fariseus e dos saduceus.
Versão Almeida Revista e Atualizada
Leitura do livro
O Desejado de Todas as Nações, páginas 284-285
Magdala, do outro lado do lago, no extremo sul da planície de Genesaré. Nas fronteiras de Tiro e Sidom, fora Seu espírito refrigerado pela sincera confiança da mulher siro-fenícia. O povo pagão de Decápolis O recebera com alegria. Agora, ao desembarcar mais uma vez na Galiléia, onde se realizara a maior parte de Suas obras de misericórdia, e tiveram lugar os Seus ensinos, foi Ele recebido com desdenhosa incredulidade.
A uma delegação de fariseus, unira-se uma representação de ricos e altivos saduceus, o partido dos sacerdotes, dos céticos e aristocratas da nação. As duas seitas haviam estado em feroz inimizade. Os saduceus cortejavam o favor do poder dominante, a fim de manter a própria posição e autoridade. Os fariseus, por outro lado, fomentavam o ódio popular contra os romanos, ansiando o tempo em que lhes fosse dado sacudir de si o jugo do vencedor. Mas fariseus e saduceus uniram-se agora contra Cristo. Os semelhantes atraem-se; onde quer que exista um mal, liga-se com o mal para destruição do bem.
Fariseus e saduceus foram então em busca de Cristo, pedindo um sinal do Céu. Quando, nos dias de Josué, Israel saiu à batalha com os cananeus em Bete-Horom, o Sol, se detivera, à ordem do chefe, até que fosse conseguida a vitória; e muitas idênticas maravilhas se tinham operado na história deles. Um sinal assim foi solicitado de Jesus. Esses sinais não eram, todavia, aquilo de que os judeus necessitavam. Nenhuma prova meramente externa lhes seria proveitosa. O que precisavam, não era iluminação intelectual, mas renovação espiritual.
“Hipócritas”, disse Jesus, “sabeis diferençar a face do céu” — estudando o céu, podiam predizer o tempo — “e não conheceis os sinais dos tempos?” (Mateus 16:3) palavras de Cristo, proferidas com o poder do Espírito Santo que os convencia do pecado, eram o sinal dado por Deus para salvação deles. E sinais vindos diretamente do Céu foram, concedidos para atestar a missão de Cristo. O canto dos anjos para os pastores, a estrela que guiara os magos, a pomba e a voz do Céu em Seu batismo, eram testemunhas em favor dEle.
“E suspirando profundamente em Seu espírito, disse: Por que pede esta geração um sinal?” “Nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas”. Mateus 16:4. Como Jonas estivera três dias e três noites no ventre da baleia, havia Cristo de estar o mesmo tempo “no seio da terra”. E como a pregação de Jonas fora o sinal para os ninivitas, assim o era a de Cristo para Sua geração. Mas que contraste na recepção da palavra! O povo da grande nação pagã tremera ao ouvir a advertência de Deus. Reis e nobres se humilharam; os elevados e os humildes clamaram juntamente ao Deus do Céu, e Sua misericórdia lhes foi assegurada. “Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração”, disse Cristo, “e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas”. Mateus 12:40, 41.
Cada milagre operado por Cristo, foi um sinal de Sua divindade. Estava fazendo a própria obra predita acerca do Messias; mas para os fariseus estas obras de misericórdia eram um positivo escândalo. Os guias judaicos olhavam com cruel indiferença aos sofrimentos humanos. Em muitos casos, seu egoísmo e opressão haviam causado a dor que Jesus aliviava. Assim, Seus milagres eram um opróbrio para eles.
O que levava os judeus a rejeitarem a obra do Salvador, era a mais alta demonstração de Seu caráter divino. A maior significação de Seus milagres manifesta-se no fato de serem feitos para benefício da humanidade. A mais alta prova de que veio de Deus, é revelar Sua vida o caráter divino. Ele fez as obras e falou as palavras de Deus. Tal vida é o maior de todos os milagres.
Quando se apresenta em nossa época a mensagem da verdade, há muitos que, como os judeus, exclamam: “Mostrai-nos um sinal. Operai-nos um milagre.” Cristo não operou nenhum milagre a pedido dos fariseus. Não fizera milagre algum no deserto, em resposta às insinuações de Satanás. Não nos comunica poder para nos vindicarmos a nós mesmos ou satisfazer às exigências da incredulidade e do orgulho. Mas o evangelho não deixa de mostrar o sinal de sua origem divina. Não é um milagre que nos possamos libertar do cativeiro de Satanás? A inimizade contra Satanás não é natural ao coração humano; é implantada pela graça de Deus. Quando a pessoa que era dominada por uma vontade obstinada e má é posta em liberdade, e se entrega de todo o coração à influência dos celestiais instrumentos de Deus, opera-se um milagre; assim também quando um homem esteve sob o poder de forte ilusão, e chega a compreender a verdade moral. Toda vez que uma alma se converte, e aprende a amar a Deus e guardar-Lhe os mandamentos, cumpre-se a promessa por Ele feita: “E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo”. Ezequiel 36:26. A mudança do coração humano, a transformação do caráter, é um milagre que revela um Salvador sempre vivo, operando para salvar almas. Uma vida coerente em Cristo, é grande milagre. Na pregação da Palavra de Deus, o sinal que se devia manifestar então e sempre, é a presença do Espírito Santo a fim de tornar a palavra uma força regeneradora para os que a ouvem. Esta é a testemunha de Deus perante o mundo, quanto à divina missão de Seu Filho.
Os que desejavam um sinal da parte de Jesus estavam com o coração tão endurecido na incredulidade que não Lhe discerniam no caráter a semelhança de Deus. Não viam que Sua missão se achava em harmonia com as Escrituras. Na parábola do rico e Lázaro, Jesus disse aos fariseus: “Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tampouco acreditarão, ainda que algum dos mortos ressuscite”. Lucas 16:31. Nenhum sinal dado no céu ou na terra os beneficiaria.
Jesus suspirou “profundamente em Seu espírito” e, voltando-Se do
O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White