Cristo O Caminho
Plano Encontro 1 Dia 171
Este plano não foi iniciado. Marque a leitura como lida para iniciá-lo hoje.
Leitura do livro
O Desejado de Todas as Nações, páginas 283-284
Capítulo 44 — O verdadeiro sinal
Este capítulo é baseado em Mateus 15:29-39; 16:1-12; Marcos 7:31-37; 8:1-21.
E Ele, tornando a sair dos termos de Tiro e de Sidom, foi até ao Mar da Galiléia, pelos confins de Decápolis”. Marcos 7:31. Fora na região de Decápolis que haviam sido curados os endemoninhados de Gergesa. Ali o povo, alarmado com a destruição dos porcos, constrangera Jesus a retirar-Se dentre eles. Escutara, porém, os mensageiros por Ele deixados atrás de Si, e despertara-se o desejo de vê-Lo. Ao chegar outra vez àquela região, muito povo se reuniu em torno dEle, e foi-Lhe levado um homem surdo e gago. Jesus não curou o homem com uma só palavra, como de costume. Tomando-o à parte de entre a multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua; olhando para o Céu, suspirou ao pensamento dos ouvidos que se não abriam à verdade, das línguas que se recusavam a reconhecê-Lo como o Redentor. À palavra: “Abre-te”, foi restituída ao homem a fala e, desatendendo à recomendação de o não dizer a ninguém, ele propalou por toda parte a história de sua cura.
Jesus subiu a uma montanha, e para ali afluiu a multidão, reunindo-se-Lhe ao redor, trazendo os enfermos e coxos, e depondo-os aos Seus pés. Ele os curou a todos; e o povo, pagão como era, glorificou ao Deus de Israel. Por três dias continuou a se aglomerar em torno do Salvador, dormindo à noite ao ar livre, e durante o dia comprimindo-se ansiosamente para ouvir as palavras de Cristo, e testemunhar Suas obras. Ao fim de três dias, acabaram-se os alimentos que tinham. Jesus não os queria despedir com fome, e chamou os discípulos para que lhes dessem alimento. Novamente manifestaram sua incredulidade. Viram em Betsaida como, com a bênção de Cristo, o pouco que tinham dera para alimentar a multidão; todavia, não Lhe foram levar agora a pequena provisão, confiando em Seu poder para multiplicá-la, a fim de alimentar o povo faminto. Demais, os que Ele alimentara em Betsaida, eram judeus; estes eram gentios e pagãos. O preconceito judaico era ainda forte no coração dos discípulos, e responderam a Jesus: “De onde poderá alguém satisfazê-los de pão aqui no deserto?” Marcos 8:4. Obedientes à Sua palavra, no entanto, trouxeram-Lhe o que havia — sete pães e uns poucos de peixinhos. A multidão foi alimentada, ficando sete grandes cestos cheios das sobras. Quatro mil homens, além de mulheres e crianças, foram assim revigorados, e Jesus os despediu cheios de alegria e reconhecimento.
Tomando então um barco em companhia dos discípulos, dirigiu-Se a
Magdala, do outro lado do lago, no extremo sul da planície de Genesaré. Nas fronteiras de Tiro e Sidom, fora Seu espírito refrigerado pela sincera confiança da mulher siro-fenícia. O povo pagão de Decápolis O recebera com alegria. Agora, ao desembarcar mais uma vez na Galiléia, onde se realizara a maior parte de Suas obras de misericórdia, e tiveram lugar os Seus ensinos, foi Ele recebido com desdenhosa incredulidade.
A uma delegação de fariseus, unira-se uma representação de ricos e altivos saduceus, o partido dos sacerdotes, dos céticos e aristocratas da nação. As duas seitas haviam estado em feroz inimizade. Os saduceus cortejavam o favor do poder dominante, a fim de manter a própria posição e autoridade. Os fariseus, por outro lado, fomentavam o ódio popular contra os romanos, ansiando o tempo em que lhes fosse dado sacudir de si o jugo do vencedor. Mas fariseus e saduceus uniram-se agora contra Cristo. Os semelhantes atraem-se; onde quer que exista um mal, liga-se com o mal para destruição do bem.
Fariseus e saduceus foram então em busca de Cristo, pedindo um sinal do Céu. Quando, nos dias de Josué, Israel saiu à batalha com os cananeus em Bete-Horom, o Sol, se detivera, à ordem do chefe, até que fosse conseguida a vitória; e muitas idênticas maravilhas se tinham operado na história deles. Um sinal assim foi solicitado de Jesus. Esses sinais não eram, todavia, aquilo de que os judeus necessitavam. Nenhuma prova meramente externa lhes seria proveitosa. O que precisavam, não era iluminação intelectual, mas renovação espiritual.
“Hipócritas”, disse Jesus, “sabeis diferençar a face do céu” — estudando o céu, podiam predizer o tempo — “e não conheceis os sinais dos tempos?” (Mateus 16:3) palavras de Cristo, proferidas com o poder do Espírito Santo que os convencia do pecado, eram o sinal dado por Deus para salvação deles. E sinais vindos diretamente do Céu foram, concedidos para atestar a missão de Cristo. O canto dos anjos para os pastores, a estrela que guiara os magos, a pomba e a voz do Céu em Seu batismo, eram testemunhas em favor dEle.
“E suspirando profundamente em Seu espírito, disse: Por que pede esta geração um sinal?” “Nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas”. Mateus 16:4. Como Jonas estivera três dias e três noites no ventre da baleia, havia Cristo de estar o mesmo tempo “no seio da terra”. E como a pregação de Jonas fora o sinal para os ninivitas, assim o era a de Cristo para Sua geração. Mas que contraste na recepção da palavra! O povo da grande nação pagã tremera ao ouvir a advertência de Deus. Reis e nobres se humilharam; os elevados e os humildes clamaram juntamente ao Deus do Céu, e Sua misericórdia lhes foi assegurada. “Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração”, disse Cristo, “e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é mais do que Jonas”. Mateus 12:40, 41.
O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White