Cristo Nossa Esperança

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Leitura do livro

Profetas e Reis, páginas 52-53

Capítulo 8 — Apostasia nacional

Desde a morte de Jeroboão até o aparecimento de Elias perante Acabe, o povo de Israel experimentou firme declínio espiritual. Governado por homens que não temiam a Jeová e que encorajavam formas estranhas de culto, a maioria das pessoas rapidamente perdeu de vista seu dever de servir ao Deus vivo, e adotou muitas das práticas da idolatria.

Nadabe, filho de Jeroboão, ocupou o trono de Israel apenas por alguns meses. Sua carreira maléfica foi subitamente interrompida por uma conspiração encabeçada por Baasa, um de seus generais, para obter o controle do governo. Nadabe foi morto, com toda a sua descendência na linhagem da sucessão, “conforme a palavra do Senhor que dissera pelo ministério de seu servo Aías, o silonita; por causa dos pecados de Jeroboão, o qual pecou, e fez pecar a Israel”. 1 Reis 15:29, 30.

Assim pereceu a casa de Jeroboão. O culto idólatra introduzido por ele tinha levado sobre os culpados ofensores os juízos retributivos do Céu; e não obstante os reis que se seguiram — Baasa, Elá, Zinri e Onri — durante o período de aproximadamente quarenta anos, continuaram no mesmo curso fatal de perversidade.

Durante a maior parte deste período de apostasia em Israel, Asa reinava no reino de Judá. Por muitos anos “Asa fez o que era bom e reto aos olhos do Senhor seu Deus. Porque tirou os altares dos deuses estranhos, e os altos, e quebrou as estátuas, e cortou os bosques. E mandou a Judá que buscassem ao Senhor Deus de seus pais, e que observassem a lei e o mandamento. Também tirou de todas as cidades de Judá os altos e as imagens do Sol; e o reino esteve quieto diante dele”. 2 Crônicas 14:2-5.

A fé de Asa foi posta em severa prova quando “Zerá, o etíope, saiu contra eles com um exército de milhares, e trezentos carros” (2 Crônicas 14:9), e invadiu-lhe o reino. Nesta crise Asa não pôs sua confiança nas “cidades fortes em Judá” que ele havia construído, com “muros e torres, portas e ferrolhos”, nem nos “varões valentes” (2 Crônicas 14:6-8) de seu exército cuidadosamente treinado. A confiança do rei estava em Jeová dos exércitos, em cujo nome maravilhosos livramentos tinham sido operados em favor do Israel do passado. Pondo suas forças no campo de batalha, ele procurou o auxílio de Deus.

Os exércitos inimigos estavam agora frente a frente. Este era um tempo de prova para os que serviam ao Senhor. Fora confessado cada pecado?

Tinham os homens de Judá plena confiança no poder de Deus para livrar? Tais eram os pensamentos que ocupavam a mente dos líderes. De todo ponto de vista humano, o vasto exército do Egito varreria tudo que se lhe antepusesse. Mas no tempo de paz, Asa não se havia entregue a divertimentos e prazeres; ele estivera se preparando para qualquer emergência. Tinha um exército preparado para o conflito; havia procurado levar seu povo a fazer sua paz com Deus. E agora, embora suas forças fossem em número inferior às do inimigo, sua fé nAquele em quem tinha posto sua confiança não enfraqueceu.

Havendo buscado ao Senhor nos dias de prosperidade, o rei podia agora, no dia da adversidade, descansar nEle. Suas petições mostravam que ele não era estranho ao maravilhoso poder de Deus. “Nada para Ti é ajudar”, suplicou ele, “quer o poderoso quer o de nenhuma força; ajuda-nos, pois, Senhor nosso Deus, porque em Ti confiamos, e no Teu nome viemos contra esta multidão. Senhor, Tu és nosso Deus, não prevaleça contra Ti o homem”. 2 Crônicas 14:11.

A oração de Asa é dessas que cada cristão crente pode apropriadamente oferecer. Estamos empenhados numa guerra, não contra a carne e o sangue, mas sim contra os principados e as potestades, e contra as maldades espirituais nos lugares celestiais. Efésios 6:12. No conflito da vida, temos de enfrentar os instrumentos do mal que se arregimentaram contra o direito. Nossa esperança não está no homem, mas no Deus vivo. Com plena certeza de fé, podemos esperar que Ele unirá Sua onipotência aos esforços de instrumentos humanos, para a glória de Seu nome. Revestidos com as armas de Sua justiça podemos obter a vitória sobre todo inimigo.

A fé do rei Asa foi assinaladamente recompensada. “E o Senhor feriu os etíopes diante de Asa, e diante de Judá; e fugiram os etíopes. E Asa e o povo que estava com ele os perseguiram até Gerar, e caíram tantos dos etíopes, que já não havia neles vigor algum, porque foram quebrantados diante do Senhor, e diante do Seu exército”. 2 Crônicas 14:12, 13.

Ao retornarem os exércitos de Judá e Benjamim a Jerusalém, “veio o Espírito de Deus sobre Azarias, filho de Obede. E saiu ao encontro de Asa, e disse-lhe: Ouvi-me, Asa, e todo o Judá e Benjamim: O Senhor está convosco, enquanto vós estais com Ele, e, se O buscardes, O achareis; porém, se O deixardes, vos deixará”. “Mas esforçai-vos, e não desfaleçam as vossas mãos; porque a vossa obra tem uma recompensa”. 2 Crônicas 15:1, 2, 7.

Grandemente incentivado por essas palavras, Asa logo promoveu uma segunda reforma em Judá. Ele “esforçou-se, e tirou as abominações de toda a terra de Judá e de Benjamim, como também das cidades que tomara nas montanhas de Efraim; e renovou o altar do Senhor, que estava diante do pórtico do Senhor.

“E ajuntou a todo o Judá, e Benjamim, e com eles os estrangeiros de Efraim e Manassés, e de Simeão; porque de Israel vinham a ele em

Profetas e Reis · Ellen G. White

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