Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 43
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 45-46
O povo não tinha todavia ido a tal ponto na apostasia que desprezasse os juízos de Deus. Nas perdas sofridas pela invasão de Sisaque, eles reconheceram a mão de Deus, e por algum tempo se humilharam. “O Senhor é justo”, reconheceram.
“Vendo, pois, o Senhor que se humilharam, veio a palavra do Senhor a Semaías, dizendo: Humilharam-se, não os destruirei; antes em breve lhes darei lugar de escaparem, para que o Meu furor se não derrame sobre Jerusalém, por mão de Sisaque. Porém serão seus servos, para que conheçam a diferença da Minha servidão e da servidão dos reinos da Terra.
“Subiu, pois, Sisaque, rei do Egito, contra Jerusalém, e tomou os tesouros da casa do Senhor, e os tesouros da casa do rei; levou tudo. Também tomou os escudos de ouro, que Salomão fizera. E fez o rei Roboão em lugar deles escudos de cobre, e os entregou nas mãos dos capitães da guarda, que guardavam a porta da casa do rei. [...] E humilhando-se ele, a ira do Senhor se desviou dele, para que o não destruísse de todo; porque ainda em Judá havia boas coisas”. 2 Crônicas 12:6-12.
Mas quando a mão da aflição foi removida, e a nação prosperou uma vez mais, muitos esqueceram seus temores, e tornaram de novo para a idolatria. Entre estes estava o próprio rei Roboão. Embora humilhado pela calamidade que havia caído sobre si, ele deixou de fazer de sua experiência um decisivo ponto de retorno em sua vida. Esquecendo a lição que Deus procurara ensinar-lhe, reincidiu nos pecados que haviam acarretado juízo sobre a nação. Depois de alguns anos obscuros, durante os quais “fez o que era mau, porquanto não preparou o seu coração para buscar ao Senhor”, “Roboão dormiu com seus pais, e foi sepultado na cidade de Davi. E Abias, seu filho, reinou em seu lugar”. 2 Crônicas 12:14-16.
Com a divisão do reino logo no início do reinado de Roboão, a glória de Israel começou a declinar, nunca mais sendo reconquistada em sua plenitude. Às vezes, durante os séculos que se seguiram, o trono de Davi fora ocupado por homens de caráter digno e previdente discernimento, e sob a administração desses soberanos as bênçãos que então repousavam sobre os homens de Judá se estendiam às nações circunvizinhas. Por vezes fora o nome de Jeová exaltado sobre todo deus falso, e Sua lei fora tida em reverência. De tempos em tempos surgiam poderosos profetas, a fim de fortalecerem as mãos dos governantes e encorajarem o povo para que continuasse fiel. Mas as sementes do mal em germinação já quando Roboão ascendeu ao trono, não seriam jamais completamente erradicadas; e às vezes o outrora favorecido povo de Deus caiu tão baixo a ponto de tornar-se um provérbio entre os pagãos.
Não obstante a perversidade dos que se inclinaram para práticas idólatras, Deus em misericórdia faria tudo que estivesse em Seu poder a fim de salvar de completa ruína o reino dividido. E como no decorrer dos anos, Seu propósito concernente a Israel parecesse completamente frustrado
pelas artimanhas de homens inspirados por instrumentos satânicos, Ele ainda assim manifestou Seus beneficentes desígnios através do cativeiro e restauração da nação escolhida.
A divisão do reino foi apenas o início de uma história maravilhosa, pela qual se revelam a longanimidade e terna misericórdia de Deus. Do cadinho da aflição por que deviam passar devido a tendências para o mal, hereditárias e cultivadas, aqueles a quem Deus estava procurando purificar para Si como um povo peculiar, zeloso e de boas obras, deviam finalmente reconhecer que: “Ninguém há semelhante a Ti, ó Senhor; Tu és grande, e grande o Teu nome em força. Quem Te não temeria, ó Rei das nações? [...] Entre todos os sábios das nações, e em todo o seu reino, ninguém há semelhante a Ti.” “Mas o Senhor Deus é a verdade; Ele mesmo é o Deus vivo e o Rei eterno”. Jeremias 10:6, 7, 10.
E os adoradores de ídolos deviam afinal aprender a lição de que os falsos deuses não têm o poder de se erguerem e salvar. “Os deuses que não fizeram os Céus e a Terra desaparecerão da Terra e de debaixo deste céu”. Jeremias 10:11. Somente na submissão ao Deus vivo, o Criador de tudo e o Soberano sobre todos, pode o homem encontrar repouso e paz.
Unanimemente os castigados e penitentes de Israel e Judá renovariam afinal sua relação de concerto com Jeová dos exércitos, o Deus de seus pais; e a respeito dEle devia declarar:
“Ele fez a Terra pelo Seu poder;
Ele estabeleceu o mundo por Sua sabedoria
e com a Sua inteligência estendeu os céus.
Fazendo Ele soar a Sua voz,
logo há ruído de águas nos céus,
e sobem os vapores da extremidade da Terra;
Ele faz os relâmpagos para a chuva,
e faz sair o vento dos Seus tesouros.
Todo o homem se embruteceu e não tem ciência;
envergonha-se todo o fundidor da sua imagem de escultura;
porque sua imagem fundida mentira é,
e não há espírito nelas.
Vaidade são, obra de enganos;
no tempo da sua visitação virão a perecer.
Não é semelhante a estes a porção de Jacó;
porque Ele é o Criador de todas as coisas,
e Israel é a vara da Sua herança.
Senhor dos exércitos é o Seu nome”.
Profetas e Reis · Ellen G. White