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Leitura do livro

Profetas e Reis, página 312

O decreto de Artaxerxes Longímano para a restauração e reedificação de Jerusalém, o terceiro desde a terminação dos setenta anos do cativeiro, é notável por suas expressões referentes ao Deus do Céu, por seu reconhecimento das realizações de Esdras e a liberalidade das concessões feitas ao remanescente povo de Deus. Artaxerxes se refere a Esdras como “o sacerdote Esdras, o escriba das palavras dos mandamentos do Senhor, e dos Seus estatutos sobre Israel”; “escriba da lei do Deus dos Céus”. O rei uniu-se com seus conselheiros em oferecer livremente “ao Deus de Israel, cuja habitação está em Jerusalém”; e em acréscimo, tomou providência no sentido de se enfrentar as muitas despesas pesadas ordenando que fossem pagas “da casa dos tesouros do rei”. Esdras 7:11, 12, 15, 20.

“Da parte do rei e dos seus sete conselheiros és mandado”, declarou Artaxerxes a Esdras, “para fazeres inquirição em Judá e em Jerusalém, conforme a lei do teu Deus, que está na tua mão.” E mais tarde decretou: “Tudo quanto se ordenar, segundo o mandado do Deus do Céu, prontamente se faça para a casa do Deus do Céu; porque, para que haveria grande ira sobre o reino do rei e de seus filhos?” Esdras 7:14, 23.

Ao dar permissão para os israelitas voltarem, Artaxerxes providenciou a restauração dos membros do sacerdócio a seus antigos ritos e privilégios. “Também vos fazemos saber acerca de todos os sacerdotes e levitas, cantores, porteiros, netinins, e ministros desta casa de Deus”, ele declarou, “que se lhes não possa impor, nem direito, nem antigo tributo, nem renda.” E tomou providências também para que fossem indicados funcionários civis para governar o povo legitimamente, de acordo com o código judaico de leis. “Tu, Esdras, conforme a sabedoria do teu Deus, que está na tua mão”, ele ordenou, “põe regedores e juízes, que julguem a todo o povo que está dalém do rio, a todos os que sabem as leis do teu Deus, e ao que as não sabe as fareis saber. E todo aquele que não observar a lei do teu Deus e a lei do rei, logo se faça justiça dele: quer seja morte, quer degredo, quer multa sobre os seus bens, quer prisão”. Esdras 7:24-26.

Assim, “segundo a boa mão do seu Deus sobre ele”, Esdras persuadiu o rei a fazer abundante provisão para o retorno de todo o povo de Israel, e dos sacerdotes e levitas, no domínio medo-persa que, espontaneamente “quiser ir contigo a Jerusalém, vá”. Esdras 7:9, 13. Assim outra vez foi dada oportunidade aos filhos da dispersão para voltarem à terra cuja posse estava vinculada às promessas à casa de Israel. Este decreto levou grande alegria aos que estiveram unidos com Esdras no estudo dos propósitos de Deus concernentes a Seu povo. “Bendito seja o Senhor Deus de nossos pais”, Esdras exclamou, “que tal inspirou ao coração do rei, para ornarmos a casa do Senhor, que está em Jerusalém; e que estendeu para mim a Sua beneficência perante o rei e os seus conselheiros e todos os príncipes poderosos do rei”. Esdras 7:27, 28.

Profetas e Reis · Ellen G. White

Passagem bíblica

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