Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 273
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 288-289
Capítulo 46 — “Os profetas de Deus os ajudavam”
Próximo dos israelitas que tinham tomado a tarefa de reconstruir o templo, habitavam os samaritanos, uma raça mestiça que tinha surgido em conseqüência de cruzamento pelo matrimônio entre os colonos pagãos das províncias da Assíria com o remanescente das dez tribos que tinha sido deixado em Samaria e Galiléia. Nos últimos anos os samaritanos declaravam adorar o verdadeiro Deus; mas no coração e prática eram idólatras. Eles sustentavam, é certo, que seus ídolos eram apenas para lembrar-lhes o Deus vivo, o Governador do Universo; não obstante o povo era propenso a reverenciar imagens de escultura.
Durante o período da restauração, esses samaritanos vieram a ser conhecidos como “os adversários de Judá e Benjamim”. Ouvindo eles “que os que tornaram do cativeiro edificavam o templo ao Senhor Deus de Israel”, “chegaram-se a Zorobabel e aos chefes dos pais”, e expressaram o desejo de se unirem com eles em sua construção. “Deixai-nos edificar convosco”, propuseram, “porque, como vós, buscaremos a vosso Deus; como também já Lhe sacrificamos desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos mandou vir para aqui.” Mas o privilégio que pediam foi-lhes recusado. “Não convém que vós e nós edifiquemos casa a nosso Deus”, os líderes de Israel declararam; “mas nós sós a edificaremos ao Senhor, Deus de Israel, como nos ordenou o rei Ciro, rei da Pérsia”. Esdras 4:1-3.
Apenas um remanescente tinha escolhido voltar de Babilônia; e agora, ao empreenderem uma obra aparentemente além de suas forças, seus mais próximos vizinhos vêm com oferecimento de auxílio. Os samaritanos se referem a sua adoração do verdadeiro Deus, e manifestam o desejo de partilhar os privilégios e bênçãos relacionados com a atividade do templo. “Como vós, buscaremos a vosso Deus”, declaram eles. “Deixai-nos edificar convosco.” Mas tivessem os líderes judeus aceito esta oferta de assistência, e teriam aberto uma porta para a entrada da idolatria. Eles discerniram a insinceridade dos samaritanos. Compreenderam que o auxílio alcançado mediante uma aliança com esses homens seria como nada em comparação com as bênçãos que poderiam esperar receber se seguissem os claros mandamentos de Jeová.
Referindo-Se à relação que Israel poderia vir a manter com as nações ao redor, o Senhor havia declarado por intermédio de Moisés: “Não farás com elas concerto, nem terás piedade delas, nem darás tuas filhas a seus filhos; pois fariam desviar os teus filhos de Mim, para que servissem a outros deuses; e a ira do Senhor se acenderia contra vós, e depressa vos consumiria”. Deuteronômio 7:2-4. “Porque povo santo és ao Senhor teu Deus; o Senhor teu Deus te escolheu, para que Lhe fosses o Seu povo próprio, de todos os povos que sobre a Terra há”. Deuteronômio 14:2.
O resultado que se seguiria em face de um concerto com as nações ao redor foi claramente predito. “O Senhor vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da Terra até a outra”, Moisés havia declarado; “e ali servirás a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais: ao pau e à pedra. E nem ainda entre as mesmas gentes descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porque o Senhor ali te dará coração tremente, e desfalecimento dos olhos, e desmaio da alma. E a tua vida como suspensa estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não crerás na tua própria vida. Pela manhã dirás: Ah quem me dera ver a noite E à tarde dirás: Ah quem me dera ver a manhã pelo pasmo de teu coração, com que pasmará, e pelo que verás, com os teus olhos”. Deuteronômio 28:64-67. “Então dali buscarás ao Senhor teu Deus”, tinha sido a promessa, “e O acharás, quando O buscardes de todo o teu coração e de toda a tua alma”. Deuteronômio 4:29.
Zorobabel e seus companheiros estavam familiarizados com essas e muitas outras passagens semelhantes das Escrituras; e no recente cativeiro, tiveram evidência após evidência do seu cumprimento. E agora havendo-se arrependido dos males que haviam acarretado sobre eles e seus pais os juízos tão claramente preditos por meio de Moisés; havendo voltado de todo o coração para Deus, e renovado sua relação de concerto com Ele, tiveram a permissão de retornar à Judéia, para que pudessem restaurar o que havia sido destruído. Deviam eles, já no início de sua empreitada, entrar em concerto com os idólatras?
“Não farás com elas concerto” (Deuteronômio 7:2), Deus dissera; e os que de novo se haviam dedicado ao Senhor junto ao altar erguido ante as ruínas de Seu templo, sentiram que a linha de demarcação entre o Seu povo e o mundo devia ser mantida perfeitamente distinta. Eles se recusaram a entrar em aliança com os que, tendo embora familiaridade com os requisitos da lei de Deus, não se rendiam a suas exigências.
Os princípios apresentados em Deuteronômio para instrução de Israel, devem ser erguidos pelo povo de Deus até ao fim do tempo. A verdadeira prosperidade depende da continuidade de nossa relação de concerto com Deus. Nunca podemos nos permitir compromisso de princípio fazendo aliança com os que O não temem.
Há o constante perigo de que cristãos professos venham a pensar que para exercer influência sobre os mundanos, necessitem conformar-se até
Profetas e Reis · Ellen G. White