Cristo Nossa Esperança

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Leitura do livro

Profetas e Reis, páginas 270-271

repreendeu a Belsazar por sua grande impiedade. Ele trouxe o pecado do rei ante este, mostrando-lhe as lições que ele podia ter aprendido mas não aprendeu. Belsazar não tinha compreendido corretamente a experiência de seu avô, nem acatara as advertências de fatos tão significativos para si. A oportunidade de conhecer e obedecer ao verdadeiro Deus tinha-lhe sido dada, mas não tinha sido levada ao coração, e ele estava prestes a colher as conseqüências da sua rebelião.

“E tu [...] Belsazar”, o profeta declarou, “não humilhaste o teu coração, ainda que soubesses tudo isto. E te levantaste contra o Senhor do Céu, pois foram trazidos os vasos da casa dEle perante ti, e tu, os teus grandes, as tuas mulheres e as tuas concubinas, bebestes vinho por eles; além disto, deste louvores aos deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra, que não vêem, não ouvem, nem sabem; mas a Deus, em cuja mão está a tua vida, e todos os teus caminhos, a Ele não glorificaste. Então dEle foi enviada aquela parte da mão, e escreveu-se esta escritura”.

Tornando à mensagem do Céu escrita na parede, o profeta leu: “MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM.” A mão que havia traçado os caracteres não se via mais, mas estas quatro palavras estavam ainda luzindo com terrível clareza; e agora com a respiração suspensa o povo estava atento enquanto o idoso profeta declarava: “Esta é a interpretação daquilo: MENE: Contou Deus o teu reino, e o acabou. TEQUEL: Pesado foste na balança, e foste achado em falta. PERES: Dividido foi o teu reino, e deu-se aos medos e aos persas”. Daniel 5:17-28.

Nessa última noite de louca orgia, Belsazar e seus grandes tinham enchido a medida de sua culpa e da culpa do reino caldeu. A mão de Deus não mais desviaria o mal impendente. Através de multiformes providências, Deus tinha procurado ensinar-lhes reverência por Sua lei. “Queríamos sarar Babilônia”, declarou Ele a respeito daqueles cujo juízo agora alcançava o Céu, “mas ela não sarou”. Jeremias 51:9. Em virtude da estranha perversidade do coração humano, Deus achou ser necessário afinal passar a irrevogável sentença. Belsazar devia cair, e seu reino devia passar a outras mãos.

Havendo o profeta terminado de falar, o rei ordenou que fossem cumpridas as honras prometidas; e em harmonia com isto, “mandou Belsazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro dominador do reino”. Daniel 5:29.

Mais de um século antes a Inspiração havia predito que “a noite que eu desejava”, quando o rei e seus conselheiros se rivalizariam em blasfêmias contra Deus, seria mudada subitamente numa ocasião de destruição e temor. E agora, em rápida sucessão, momentosos eventos seguiam-se uns aos outros exatamente como tinham sido retratados pelas escrituras proféticas

anos antes que os principais personagens do drama tivessem nascido.

Enquanto ainda no salão de festas, rodeado por aqueles cuja sorte tinha sido selada, o rei foi informado por um mensageiro que “a sua cidade foi tomada” pelo inimigo contra cujos planos ele se imaginara seguro; que “os vaus estão ocupados [...] e os homens de guerra ficaram assombrados”. Jeremias 51:31, 32. No exato momento em que o rei e seus nobres estavam bebendo pelos vasos sagrados de Jeová, e louvando a seus deuses de prata e outro, os medos e persas, havendo desviado do seu leito o Eufrates, estavam marchando para o coração da cidade desguarnecida. O exército de Ciro estava agora sob os muros do palácio; a cidade estava cheia de soldados inimigos “como de pulgão” (Jeremias 51:14), e seus gritos triunfantes podiam ser ouvidos sobre o desesperado clamor dos foliões atônitos.

“Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus” (Daniel 5:30), e um rei estrangeiro ocupou o trono.

Os profetas hebreus haviam falado claramente sobre a maneira como Babilônia devia cair. Havendo-lhes Deus revelado em visão os eventos do futuro, eles exclamaram: “Como foi tomada Sesaque, e apanhada de surpresa a glória de toda a Terra como se tornou Babilônia um espanto entre as nações” “Como foi cortado e quebrado o martelo de toda a Terra! Como se tornou Babilônia em espanto entre as nações”! Jeremias 51:41. “Ao estrondo da tomada de Babilônia estremeceu a terra; e o grito se ouviu entre as nações”. Jeremias 50:23, 46.

“Num momento caiu Babilônia.” “Porque o destruidor vem sobre ela, sobre Babilônia, e os seus valentes serão presos, já estão quebrados os seus arcos; porque o Senhor, Deus das recompensas, certamente lhe retribuirá. E embriagarei os seus príncipes, e os seus sábios, e os seus capitães, e os seus magistrados, e os seus valentes; e dormirão um sono perpétuo, e não acordarão, diz o Rei, cujo nome é o Senhor dos Exércitos”. Jeremias 51:8, 56, 57.

“Laços te armei, e também foste presa, ó Babilônia, e tu não o soubeste; foste achada, e também apanhada, porque contra o Senhor te entremeteste. O Senhor abriu o teu tesouro, e tirou os instrumentos da Sua indignação; porque o Senhor, o Senhor dos Exércitos, tem uma obra a realizar na terra dos caldeus.”

“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Os filhos de Israel e os filhos de Judá foram oprimidos juntamente; e todos os que os levaram cativos os retiveram, não os quiseram soltar. Mas o seu Redentor é forte, o Senhor dos Exércitos é o Seu nome; certamente pleiteará a causa deles, para dar descanso à terra, e inquietar os moradores de Babilônia”. Jeremias 50:24, 25, 33, 34.

Assim, “os largos muros de Babilônia” foram “totalmente derribados, e as suas portas excelsas [...] abrasadas pelo fogo”. Assim Jeová dos Exércitos fez “cessar a arrogância dos atrevidos”, e abateu “a soberba dos tiranos”. Jeremias 51:58. Assim Babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus”, tornou-se como Sodoma e Gomorra — um lugar

Profetas e Reis · Ellen G. White

Passagem bíblica

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