Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 241
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Leitura bíblica
Daniel 3
Daniel 3
1 O rei Nabucodonosor fez uma imagem de ouro que tinha sessenta côvados de altura e seis de largura; levantou-a no campo de Dura, na província da Babilônia. 2 Então, o rei Nabucodonosor mandou ajuntar os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para que viessem à consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 3 Então, se ajuntaram os sátrapas, os prefeitos, os governadores, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todos os oficiais das províncias, para a consagração da imagem que o rei Nabucodonosor tinha levantado; e estavam em pé diante da imagem que Nabucodonosor tinha levantado. 4 Nisto, o arauto apregoava em alta voz: Ordena-se a vós outros, ó povos, nações e homens de todas as línguas: 5 no momento em que ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música, vos prostrareis e adorareis a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor levantou. 6 Qualquer que se não prostrar e não a adorar será, no mesmo instante, lançado na fornalha de fogo ardente. 7 Portanto, quando todos os povos ouviram o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério e de toda sorte de música, se prostraram os povos, nações e homens de todas as línguas e adoraram a imagem de ouro que o rei Nabucodonosor tinha levantado. 8 Ora, no mesmo instante, se chegaram alguns homens caldeus e acusaram os judeus; 9 disseram ao rei Nabucodonosor: Ó rei, vive eternamente! 10 Tu, ó rei, baixaste um decreto pelo qual todo homem que ouvisse o som da trombeta, do pífaro, da harpa, da cítara, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música se prostraria e adoraria a imagem de ouro; 11 e qualquer que não se prostrasse e não adorasse seria lançado na fornalha de fogo ardente. 12 Há uns homens judeus, que tu constituíste sobre os negócios da província da Babilônia: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; estes homens, ó rei, não fizeram caso de ti, a teus deuses não servem, nem adoram a imagem de ouro que levantaste. 13 Então, Nabucodonosor, irado e furioso, mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. E trouxeram a estes homens perante o rei. 14 Falou Nabucodonosor e lhes disse: É verdade, ó Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que vós não servis a meus deuses, nem adorais a imagem de ouro que levantei? 15 Agora, pois, estai dispostos e, quando ouvirdes o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da gaita de foles, prostrai-vos e adorai a imagem que fiz; porém, se não a adorardes, sereis, no mesmo instante, lançados na fornalha de fogo ardente. E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos? 16 Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego ao rei: Ó Nabucodonosor, quanto a isto não necessitamos de te responder. 17 Se o nosso Deus, a quem servimos, quer livrar-nos, ele nos livrará da fornalha de fogo ardente e das tuas mãos, ó rei. 18 Se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses, nem adoraremos a imagem de ouro que levantaste. 19 Então, Nabucodonosor se encheu de fúria e, transtornado o aspecto do seu rosto contra Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, ordenou que se acendesse a fornalha sete vezes mais do que se costumava. 20 Ordenou aos homens mais poderosos que estavam no seu exército que atassem a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os lançassem na fornalha de fogo ardente. 21 Então, estes homens foram atados com os seus mantos, suas túnicas e chapéus e suas outras roupas e foram lançados na fornalha sobremaneira acesa. 22 Porque a palavra do rei era urgente e a fornalha estava sobremaneira acesa, as chamas do fogo mataram os homens que lançaram de cima para dentro a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. 23 Estes três homens, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, caíram atados dentro da fornalha sobremaneira acesa. 24 Então, o rei Nabucodonosor se espantou, e se levantou depressa, e disse aos seus conselheiros: Não lançamos nós três homens atados dentro do fogo? Responderam ao rei: É verdade, ó rei. 25 Tornou ele e disse: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses. 26 Então, se chegou Nabucodonosor à porta da fornalha sobremaneira acesa, falou e disse: Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saí e vinde! Então, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego saíram do meio do fogo. 27 Ajuntaram-se os sátrapas, os prefeitos, os governadores e conselheiros do rei e viram que o fogo não teve poder algum sobre os corpos destes homens; nem foram chamuscados os cabelos da sua cabeça, nem os seus mantos se mudaram, nem cheiro de fogo passara sobre eles. 28 Falou Nabucodonosor e disse: Bendito seja o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, que enviou o seu anjo e livrou os seus servos, que confiaram nele, pois não quiseram cumprir a palavra do rei, preferindo entregar o seu corpo, a servirem e adorarem a qualquer outro deus, senão ao seu Deus. 29 Portanto, faço um decreto pelo qual todo povo, nação e língua que disser blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja despedaçado, e as suas casas sejam feitas em monturo; porque não há outro deus que possa livrar como este. 30 Então, o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na província da Babilônia.
Versão Almeida Revista e Atualizada
Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 254-255
habitar sobre toda a face da Terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, O pudessem achar”. Atos dos Apóstolos 17:24-27.
Deus tem tornado claro o fato de que quem quiser pode entrar “no vínculo do concerto”. Ezequiel 20:37. Seu propósito na criação era que a Terra fosse habitada por seres cuja existência seria uma bênção para si mesmos e de uns para com outros, e uma honra para o seu Criador. Todos que o desejassem poderiam identificar-se com este propósito. Destes é dito: “Esse povo que formei para Mim, para que Me desse louvor”. Isaías 43:21.
Em Sua lei Deus tornou conhecidos os princípios que sustentam toda verdadeira prosperidade, tanto das nações como dos indivíduos. A respeito deste lei Moisés declarou aos israelitas: “Esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento”. Deuteronômio 4:6. “Esta palavra não é vã, antes é a vossa vida”. Deuteronômio 32:47. As bênçãos assim asseguradas a Israel são, nas mesmas condições e no mesmo grau, asseguradas a toda nação e a cada indivíduo sob o vasto céu.
Centenas de anos antes que certas nações viessem ao cenário da ação, o Onisciente lançou um olhar para os séculos por vir e predisse o surgimento e queda dos reinos universais. Deus declarou a Nabucodonosor que o reino de Babilônia devia cair, e um segundo reino surgiria, o qual também teria o seu período de prova. Deixando de exaltar o verdadeiro Deus, sua glória seria abatida, e um terceiro reino lhe ocuparia o lugar. Este também passaria; e um quarto, forte como ferro, submeteria as nações do mundo.
Tivessem os reis de Babilônia — o mais rico de todos os reinos terrestres — conservado sempre diante de si o temor de Jeová, e ter-lhes-iam sido dados sabedoria e força que os manteriam ligados a Ele, conservando-os fortes. Mas eles fizeram de Deus seu refúgio somente quando em angústia e perplexidade. Em tais ocasiões, não encontrando auxílio em seus grandes homens, buscavam-no de homens como Daniel — homens que, sabiam eles, honravam ao Deus vivo, e eram por Ele honrados. A esses homens eles apelavam para que deslindassem os mistérios da Providência; pois embora os senhores da orgulhosa Babilônia fossem homens do mais alto intelecto, tinham-se afastado tanto de Deus pela transgressão que não podiam compreender as revelações e as advertências a eles dadas com referência ao futuro.
Na história das nações o estudante da Palavra de Deus pode contemplar o cumprimento literal da profecia divina. Babilônia, fragmentada e por fim quebrantada, passou porque em sua prosperidade seus governantes tinham-se considerado independentes de Deus, atribuindo a glória do seu reino a realizações humanas. O domínio medo-persa foi visitado pela ira do Céu porque nele a lei de Deus tinha sido calcada a pés. O temor do Senhor não encontrou lugar no coração da grande maioria do povo.
Prevaleciam a impiedade, a blasfêmia e a corrupção. Os reinos que se seguiram foram ainda mais vis e corruptos; e desceram cada vez mais na escala da dignidade moral.
O poder exercido por todos os governantes da Terra é concedido pelo Céu; e seu sucesso depende do uso que fizerem dessa concessão. A cada um a palavra do divino Vigia é: “Eu te cingirei, ainda que tu Me não conheças”. Isaías 45:5. E a cada um as palavras ditas a Nabucodonosor no passado representam a lição da vida: “Desfaze os teus pecados pela justiça, e as tuas iniqüidades usando de misericórdia com os pobres, se se prolongar a tua tranqüilidade”. Daniel 4:27. Compreender estas coisas, isto é, que “a justiça exalta as nações” (Provérbios 14:34); que “com justiça se estabelece o trono” (Provérbios 16:12), e “com benignidade” ele se “sustém” (Provérbios 20:28); reconhecer a operação desses princípios na manifestação de Seu poder que “remove os reis, e estabelece os reis” — reconhecer isto é compreender a filosofia da História.
Na Palavra de Deus, unicamente, é isto claramente estabelecido. Nela se nos mostra que a força tanto das nações como dos indivíduos não se encontra nas oportunidades ou facilidades que parecem torná-los invencíveis, nem na sua alardeada grandeza. Ela é medida pela fidelidade com que eles cumprem o propósito de Deus.
Profetas e Reis · Ellen G. White