Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 240
Este plano não foi iniciado. Marque a leitura como lida para iniciá-lo hoje.
Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 253-254
“E depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino de metal, o qual terá domínio sobre toda a Terra.
“E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrará.
“E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.”
“Mas, nos dias destes reis, o Deus do Céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos estes reinos, e será estabelecido para sempre. Da maneira como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o barro, a prata e o ouro, o Deus grande fez saber ao rei o que há de ser depois disto; e certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”. Daniel 2:37-45.
O rei estava convencido da verdade da interpretação, e em humildade e temor “caiu sobre o seu rosto e adorou”, dizendo: “Certamente, o vosso Deus é Deus dos deuses, e o Senhor dos reis, e o revelador dos segredos, pois pudeste revelar este segredo.”
Nabucodonosor revogou o decreto de eliminação dos sábios. A vida deles fora poupada em virtude da união de Daniel com o Revelador dos segredos. E “o rei engrandeceu a Daniel, e lhe deu muitos e grandes dons e o pôs por governador de toda a província de Babilônia, como também por principal governador de todos os sábios de Babilônia. E pediu Daniel ao rei, e constituiu ele sobre os negócios da província de Babilônia a Sadraque, Mesaque e Abede-Nego; mas Daniel estava às portas do rei”. Daniel 2:46-49.
Nos anais da história humana, o desenvolvimento das nações, o nascimento e queda dos impérios, aparecem como que dependendo da vontade e proeza do homem; a configuração dos acontecimentos parece determinada em grande medida pelo seu poder, ambição ou capricho. Mas na Palavra de Deus a cortina é afastada, e podemos ver acima, para trás e pelos lados as partidas e contrapartidas do interesse, poder e paixões humanos — os agentes do Todo-misericordioso — executando paciente e silenciosamente os conselhos de Sua própria vontade.
Em palavras de incomparável beleza e ternura, o apóstolo Paulo expôs diante dos filósofos de Atenas o divino propósito na criação e distribuição dos povos e nações. “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele há”, declarou o apóstolo, “de um só fez toda a geração dos homens, para
habitar sobre toda a face da Terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, O pudessem achar”. Atos dos Apóstolos 17:24-27.
Deus tem tornado claro o fato de que quem quiser pode entrar “no vínculo do concerto”. Ezequiel 20:37. Seu propósito na criação era que a Terra fosse habitada por seres cuja existência seria uma bênção para si mesmos e de uns para com outros, e uma honra para o seu Criador. Todos que o desejassem poderiam identificar-se com este propósito. Destes é dito: “Esse povo que formei para Mim, para que Me desse louvor”. Isaías 43:21.
Em Sua lei Deus tornou conhecidos os princípios que sustentam toda verdadeira prosperidade, tanto das nações como dos indivíduos. A respeito deste lei Moisés declarou aos israelitas: “Esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento”. Deuteronômio 4:6. “Esta palavra não é vã, antes é a vossa vida”. Deuteronômio 32:47. As bênçãos assim asseguradas a Israel são, nas mesmas condições e no mesmo grau, asseguradas a toda nação e a cada indivíduo sob o vasto céu.
Centenas de anos antes que certas nações viessem ao cenário da ação, o Onisciente lançou um olhar para os séculos por vir e predisse o surgimento e queda dos reinos universais. Deus declarou a Nabucodonosor que o reino de Babilônia devia cair, e um segundo reino surgiria, o qual também teria o seu período de prova. Deixando de exaltar o verdadeiro Deus, sua glória seria abatida, e um terceiro reino lhe ocuparia o lugar. Este também passaria; e um quarto, forte como ferro, submeteria as nações do mundo.
Tivessem os reis de Babilônia — o mais rico de todos os reinos terrestres — conservado sempre diante de si o temor de Jeová, e ter-lhes-iam sido dados sabedoria e força que os manteriam ligados a Ele, conservando-os fortes. Mas eles fizeram de Deus seu refúgio somente quando em angústia e perplexidade. Em tais ocasiões, não encontrando auxílio em seus grandes homens, buscavam-no de homens como Daniel — homens que, sabiam eles, honravam ao Deus vivo, e eram por Ele honrados. A esses homens eles apelavam para que deslindassem os mistérios da Providência; pois embora os senhores da orgulhosa Babilônia fossem homens do mais alto intelecto, tinham-se afastado tanto de Deus pela transgressão que não podiam compreender as revelações e as advertências a eles dadas com referência ao futuro.
Na história das nações o estudante da Palavra de Deus pode contemplar o cumprimento literal da profecia divina. Babilônia, fragmentada e por fim quebrantada, passou porque em sua prosperidade seus governantes tinham-se considerado independentes de Deus, atribuindo a glória do seu reino a realizações humanas. O domínio medo-persa foi visitado pela ira do Céu porque nele a lei de Deus tinha sido calcada a pés. O temor do Senhor não encontrou lugar no coração da grande maioria do povo.
Profetas e Reis · Ellen G. White