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Leitura do livro

Profetas e Reis, páginas 16-17

perversamente fizemos, e impiamente obramos; e se converterem a Ti com todo o seu coração e com toda a sua alma, na terra do seu cativeiro, a que os levarem presos, e orarem para a banda da sua terra, que deste a seus pais, e desta cidade que escolheste, e desta casa que edifiquei ao Teu nome, ouve então desde os Céus, do assento da Tua habitação, a sua oração e as suas súplicas, e executa o seu direito; e perdoa ao Teu povo que houver pecado contra Ti.

“Agora pois, ó meu Deus, estejam os Teus olhos abertos, e os Teus ouvidos atentos à oração deste lugar. Levanta-Te pois agora, Senhor Deus, para o Teu repouso, Tu e a arca da Tua fortaleza; os teus sacerdotes, ó Senhor Deus, sejam vestidos de salvação, e os Teus santos se alegrem do bem. Ah Senhor Deus, não faças virar o rosto do Teu ungido; lembra-Te das misericórdias de Davi Teu servo”. 2 Crônicas 6:14-42.

Acabando Salomão de orar, “desceu o fogo do Céu, e consumiu o holocausto e os sacrifícios”. Os sacerdotes não podiam entrar no templo, porque “a glória do Senhor encheu a casa do Senhor. E todos os filhos de Israel, vendo descer o fogo, e a glória do Senhor sobre a casa, encurvaram-se com o rosto em terra sobre o pavimento, e adoraram e louvaram ao Senhor; porque é bom, porque a Sua benignidade dura para sempre”.

Então o rei e o povo ofereceram sacrifícios perante o Senhor. “E o rei e todo o povo consagraram a casa de Deus”. 2 Crônicas 7:1-5. Durante sete dias as multidões de todas as partes do reino, “desde a entrada de Hamate, até ao rio do Egito”, “uma mui grande congregação” celebrou uma jubilosa festa. A semana seguinte foi pela feliz multidão dedicada à celebração da Festa dos Tabernáculos. Findo o tempo de reconsagração e júbilo, o povo retornou a seus lares, alegre “e de bom ânimo, pelo bem que o Senhor tinha feito a Davi, e a Salomão, e a Seu povo Israel”. 2 Crônicas 7:8, 10.

O rei havia feito o que estava em suas forças para encorajar o povo a render-se inteiramente a Deus e Seu serviço, e a magnificar Seu santo nome. E agora uma vez mais, como no início de seu reinado em Gibeom, ao rei de Israel fora dada evidência da divina aceitação e bênção. Numa visão noturna, o Senhor lhe apareceu com a mensagem: “Ouvi tua oração, e escolhi para Mim este lugar para casa de sacrifício. Se Eu cerrar os céus, e não houver chuva; ou se ordenar aos gafanhotos que consumam a terra; ou se enviar a peste entre o Meu povo; e se o Meu povo, que se chama pelo Meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a Minha face e se converter dos seus maus caminhos, então Eu ouvirei dos Céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. Agora estarão abertos os Meus olhos e atentos os Meus ouvidos à oração deste lugar. Porque agora escolhi e santifiquei esta casa, para que o Meu nome esteja nela perpetuamente; e nela estarão fixos os Meus olhos e o Meu coração todos os dias”. 2 Crônicas 7:12-16.

Tivesse Israel permanecido leal a Deus e este glorioso edifício teria permanecido para sempre, como perpétuo sinal de especial favor de Deus a Seu povo escolhido. “E aos filhos dos estrangeiros”, declarou Deus, “que se chegarem ao Senhor, para O servirem, e para amarem o nome do Senhor, sendo deste modo servos Seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o Meu concerto, também os levarei ao Meu santo monte, e os festejarei na Minha casa de oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no Meu altar, porque a Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”. Isaías 56:6, 7.

Em conexão com a certeza de aceitação, o Senhor tornou claro o caminho do dever perante o rei. “E, quanto a ti”, Ele declarou, “se andares diante de Mim, como andou Davi teu pai, e fizeres conforme a tudo que te ordenei e guardares os Meus estatutos e os Meus juízos, também confirmarei o trono do teu reino, conforme o concerto que fiz com Davi, teu pai, dizendo: Não te faltará varão que domine em Israel”. 2 Crônicas 7:17, 18.

Tivesse Salomão continuado a servir ao Senhor em humildade, todo o seu reinado teria exercido poderosa influência para o bem sobre as nações circunvizinhas — nações que tinham sido tão favoravelmente impressionadas pelo reinado de Davi, seu pai, e pelas sábias palavras e magnificentes obras dos primeiros anos de seu próprio reinado. Prevendo as terríveis tentações que acompanham a prosperidade e honras mundanas, Deus advertiu Salomão contra o mal da apostasia, e predisse os terríveis resultados do pecado. Até mesmo o belo templo que havia sido dedicado, declarou Ele, se tornaria como “provérbio e mote entre todas as gentes”, se Israel deixasse “ao Senhor Deus de seus pais” (2 Crônicas 7:20-22), se persistisse na idolatria.

Fortalecido no coração e grandemente animado pela mensagem do Céu de que sua oração em favor do povo havia sido ouvida, Salomão entrava agora para o mais glorioso período de seu reinado, quando “todos os reis da Terra” começaram a buscar sua presença, “para ouvirem a sua sabedoria, que Deus lhe dera no seu coração”. 2 Crônicas 9:23. Muitos vinham para ver o sistema de seu governo e para receber instrução quanto à maneira de se conduzirem nos assuntos difíceis.

Visitando essas pessoas a Salomão, ensinava-lhes ele a respeito de Deus como Criador de todas as coisas, e elas retornavam a seus lares com uma concepção mais clara do Deus de Israel, e de Seu amor pela raça humana. Nas obras da natureza contemplavam agora a expressão de Seu amor e uma revelação de Seu caráter; e muitos eram levados a adorá-Lo como seu Deus.

A humildade de Salomão ao tempo em que começou a levar a carga do Estado, quando ele reconheceu perante Deus: “Sou ainda menino pequeno” (1 Reis 3:7); seu marcado amor a Deus, profunda reverência pelas coisas divinas, sua desconfiança de si mesmo e exaltação do infinito

Profetas e Reis · Ellen G. White

Passagem bíblica

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