Cristo Nossa Esperança

Plano Encontro 4 Dia 151

Dia 151 ▾
Aa
Tamanho Fonte Tema

Leitura do livro

Profetas e Reis, páginas 168-169

previdência e cortesia cristã em favor do sobrecarregado e oprimido. Se mais não podemos fazer, devemos dizer palavras de coragem e esperança aos que não estão familiarizados com Deus, dos quais se pode com mais facilidade aproximar pelas avenidas da simpatia e do amor.

Ricas e abundantes são as promessas feitas aos que são atentos a oportunidades para levar alegria e bênção à vida de outros. “E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. E o Senhor te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares secos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam”. Isaías 58:10, 11.

A conduta idólatra de Acaz, em face dos ferventes apelos dos profetas, não podia ter senão um resultado. Veio grande ira do Senhor sobre Judá e Jerusalém, e os entregou à turbação, à assolação, e ao assobio”. 2 Crônicas 29:8. O reino sofreu rápido declínio, e sua própria existência foi posta logo em perigo pelos exércitos invasores. “Então subiu Rezim, rei da Síria, com Peca, filho de Remalias, rei de Israel, a Jerusalém, à peleja; e cercaram a Acaz”. 2 Reis 16:5.

Tivesse Acaz e os principais homens de seu reino sido leais ao Altíssimo, e nenhum temor manifestariam a respeito de aliança tão antinatural como a que se tinha formado contra eles. Mas a repetida transgressão tinha-os despojado de força. Atingidos por um enorme temor dos juízos de um Deus ofendido, “se moveu o coração do rei, e o coração do seu povo, como se movem as árvores do bosque com o vento”. Isaías 7:2. Nesta crise, a palavra do Senhor veio a Isaías, ordenando-lhe que fosse ao encontro do rei amedrontado, e dissesse:

“Acautela-te e aquieta-te; não temas, nem se desanime o teu coração [...] porquanto a Síria teve contra ti maligno conselho, com Efraim e com o filho de Remalias, dizendo: Vamos subir contra Judá e atormentemo-lo, e repartamo-lo entre nós, e façamos reinar no meio dele o filho de Tabeal. Assim diz o Senhor Deus: Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá”. O profeta declarou que o reino de Israel, bem como o da Síria, chegaria logo ao fim. “Se o não crerdes”, concluiu, “não ficareis firmes”. Isaías 7:4-7, 9.

Quão bom teria sido para o reino de Judá tivesse Acaz recebido esta mensagem como do Céu. Mas escolhendo apoiar-se no braço de carne, buscou ajuda de pagãos. Em desespero ele enviou uma mensagem a Tiglate-Pileser, rei da Assíria: “Eu sou teu servo e teu filho; sobe, e livra-me das mãos do rei da Síria, e das mãos do rei de Israel, que se levantam contra mim”. O pedido foi acompanhado de um rico presente tirado do tesouro do rei e das reservas do templo.

O auxílio pedido foi enviado, e ao rei Acaz foi dado um alívio temporário, mas a que preço para Judá O tributo oferecido despertou a cupidez da Assíria, e esta nação pérfida logo ameaçou invadir Judá e espoliá-la.

Acaz e seus infelizes súditos estavam agora mortificados pelo temor de cair completamente nas mãos dos cruéis assírios.

“O Senhor humilhou a Judá” por causa de sua continuada transgressão. Nesse tempo de correção, Acaz, em vez de se arrepender, “ainda mais transgrediu contra o Senhor [...] porque sacrificou aos deuses de Damasco”. “Visto que os deuses da Síria os ajudam”, disse ele, “eu lhes sacrificarei, para que me ajudem a mim”. 2 Crônicas 28:19, 22, 23.

Ao aproximar-se o fim do reinado do apóstata, fez ele que as portas do templo fossem fechadas. O serviço sagrado foi interrompido. Não mais ficariam os castiçais acesos perante o altar. Não mais seriam oferecidas ofertas pelos pecados do povo. Não mais o suave incenso ascenderia ao alto na hora do sacrifício da manhã e da tarde. Tornando deserto o pátio da casa de Deus, e aferrolhando suas portas, os habitantes da ímpia cidade ousadamente ergueram altares para a adoração de divindades pagãs nas esquinas das ruas através de Jerusalém. Aparentemente o paganismo havia triunfado; os poderes das trevas haviam quase prevalecido.

Mas em Judá viviam alguns que mantiveram sua obediência a Jeová, recusando com firmeza serem levados à idolatria. Era para estes que Isaías e Miquéias e seus associados olhavam com esperança ao verem a ruína operada durante os últimos anos de Acaz. Seu santuário fora fechado, mas àqueles fiéis fora assegurado: “Deus é conosco”. “Ao Senhor dos Exércitos, a Ele santificai; e seja Ele o vosso temor, e seja Ele o vosso assombro. Então Ele vos será santuário”. Isaías 8:10, 13, 14.

Profetas e Reis · Ellen G. White

Passagem bíblica

Abrir em sua própria página