Cristo Nossa Redenção
Plano Encontro 3 Dia 71
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Leitura bíblica
Gênesis 37
Gênesis 37
1 Habitou Jacó na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã. 2 Esta é a história de Jacó. Tendo José dezessete anos, apascentava os rebanhos com seus irmãos; sendo ainda jovem, acompanhava os filhos de Bila e os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e trazia más notícias deles a seu pai. 3 Ora, Israel amava mais a José que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica talar de mangas compridas. 4 Vendo, pois, seus irmãos que o pai o amava mais que a todos os outros filhos, odiaram-no e já não lhe podiam falar pacificamente. 5 Teve José um sonho e o relatou a seus irmãos; por isso, o odiaram ainda mais. 6 Pois lhes disse: Rogo-vos, ouvi este sonho que tive: 7 Atávamos feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e os vossos feixes o rodeavam e se inclinavam perante o meu. 8 Então, lhe disseram seus irmãos: Reinarás, com efeito, sobre nós? E sobre nós dominarás realmente? E com isso tanto mais o odiavam, por causa dos seus sonhos e de suas palavras. 9 Teve ainda outro sonho e o referiu a seus irmãos, dizendo: Sonhei também que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam perante mim. 10 Contando-o a seu pai e a seus irmãos, repreendeu-o o pai e lhe disse: Que sonho é esse que tiveste? Acaso, viremos, eu e tua mãe e teus irmãos, a inclinar-nos perante ti em terra? 11 Seus irmãos lhe tinham ciúmes; o pai, no entanto, considerava o caso consigo mesmo. 12 E, como foram os irmãos apascentar o rebanho do pai, em Siquém, 13 perguntou Israel a José: Não apascentam teus irmãos o rebanho em Siquém? Vem, enviar-te-ei a eles. Respondeu-lhe José: Eis-me aqui. 14 Disse-lhe Israel: Vai, agora, e vê se vão bem teus irmãos e o rebanho; e traze-me notícias. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e ele foi a Siquém. 15 E um homem encontrou a José, que andava errante pelo campo, e lhe perguntou: Que procuras? 16 Respondeu: Procuro meus irmãos; dize-me: Onde apascentam eles o rebanho? 17 Disse-lhe o homem: Foram-se daqui, pois ouvi-os dizer: Vamos a Dotã. Então, seguiu José atrás dos irmãos e os achou em Dotã. 18 De longe o viram e, antes que chegasse, conspiraram contra ele para o matar. 19 E dizia um ao outro: Vem lá o tal sonhador! 20 Vinde, pois, agora, matemo-lo e lancemo-lo numa destas cisternas; e diremos: Um animal selvagem o comeu; e vejamos em que lhe darão os sonhos. 21 Mas Rúben, ouvindo isso, livrou-o das mãos deles e disse: Não lhe tiremos a vida. 22 Também lhes disse Rúben: Não derrameis sangue; lançai-o nesta cisterna que está no deserto, e não ponhais mão sobre ele; isto disse para o livrar deles, a fim de o restituir ao pai. 23 Mas, logo que chegou José a seus irmãos, despiram-no da túnica, a túnica talar de mangas compridas que trazia. 24 E, tomando-o, o lançaram na cisterna, vazia, sem água. 25 Ora, sentando-se para comer pão, olharam e viram que uma caravana de ismaelitas vinha de Gileade; seus camelos traziam arômatas, bálsamo e mirra, que levavam para o Egito. 26 Então, disse Judá a seus irmãos: De que nos aproveita matar o nosso irmão e esconder-lhe o sangue? 27 Vinde, vendamo-lo aos ismaelitas; não ponhamos sobre ele a mão, pois é nosso irmão e nossa carne. Seus irmãos concordaram. 28 E, passando os mercadores midianitas, os irmãos de José o alçaram, e o tiraram da cisterna, e o venderam por vinte siclos de prata aos ismaelitas; estes levaram José ao Egito. 29 Tendo Rúben voltado à cisterna, eis que José não estava nela; então, rasgou as suas vestes. 30 E, voltando a seus irmãos, disse: Não está lá o menino; e, eu, para onde irei? 31 Então, tomaram a túnica de José, mataram um bode e a molharam no sangue. 32 E enviaram a túnica talar de mangas compridas, fizeram-na levar a seu pai e lhe disseram: Achamos isto; vê se é ou não a túnica de teu filho. 33 Ele a reconheceu e disse: É a túnica de meu filho; um animal selvagem o terá comido, certamente José foi despedaçado. 34 Então, Jacó rasgou as suas vestes, e se cingiu de pano de saco, e lamentou o filho por muitos dias. 35 Levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; ele, porém, recusou ser consolado e disse: Chorando, descerei a meu filho até à sepultura. E de fato o chorou seu pai. 36 Entrementes, os midianitas venderam José no Egito a Potifar, oficial de Faraó, comandante da guarda.
Versão Almeida Revista e Atualizada
Leitura do livro
Patriarcas e Profetas, páginas 139-141
graça divina unicamente lhe poderiam dar a bênção que ele desejava com ardor. De modo semelhante será com aqueles que vivem nos últimos dias. Ao rodearem-nos os perigos, e ao apoderar-se da alma o desespero, devem confiar unicamente nos méritos da obra expiatória. Nada podemos fazer de nós mesmos. Em toda a nossa desajudada indignidade, devemos confiar nos méritos do Salvador crucificado e ressuscitado. Ninguém jamais perecerá enquanto fizer isto. A lista longa e negra de nossos delitos está diante dos olhos do Ser infinito. O registro é completo; nenhuma de nossas ofensas é esquecida. Aquele, porém, que ouviu os clamores de Seus servos na antiguidade, ouvirá a oração da fé, e perdoará as nossas transgressões. Ele o prometeu, e cumprirá a Sua palavra.
Jacó prevaleceu porque foi perseverante e resoluto. Sua experiência testifica do poder da oração insistente. É agora que devemos aprender esta lição de oração que prevalece, de uma fé que não cede. As maiores vitórias da igreja de Cristo, ou do cristão em particular, não são as que são ganhas pelo talento ou educação, pela riqueza ou favor dos homens. São as vitórias ganhas na sala de audiência de Deus, quando uma fé cheia de ardor e agonia lança mão do braço forte da oração.
Aqueles que não estiverem dispostos a abandonar todo o pecado e buscar fervorosamente a bênção de Deus, não a obterão. Mas todos os que lançarem mão das promessas de Deus, como fez Jacó, e forem tão fervorosos e perseverantes como ele o foi, serão bem-sucedidos como ele. “E Deus não fará justiça a Seus escolhidos, que clamam a Ele de dia e de noite, ainda que tardio para com eles? Digo-vos que depressa lhes fará justiça”. Lucas 18:7, 8.
Capítulo 19 — A volta para Canaã
Este capítulo é baseado em Gênesis 34; 35, 37.
Atravessando o Jordão, “chegou Jacó salvo à cidade de Siquém, que está na terra de Canaã”. Gênesis 33:18. Assim, a oração do patriarca em Betel, para que Deus o trouxesse novamente em paz à sua terra, fora deferida. Durante algum tempo ele habitou no vale de Siquém. Foi aqui que Abraão, mais de cem anos antes, fizera seu primeiro acampamento, e construíra seu primeiro altar, na terra da promessa. Ali Jacó “comprou uma parte do campo em que estendera a sua tenda, da mão dos filhos de Hamor, pai de Siquém, por cem peças de dinheiro. E levantou ali um altar, e chamou-o Deus, o Deus de Israel”. Gênesis 33:19, 20. Como Abraão, Jacó erguera ao lado de sua tenda um altar ao Senhor, convocando os membros de sua casa para o sacrifício da manhã e da tarde. Foi ali também que ele cavou o poço, ao qual, dezessete séculos mais tarde, veio o Filho de Jacó, o Salvador, e ao lado do qual, descansando durante o calor do dia, falou aos Seus ouvintes maravilhados daquela “fonte d’água que salte para a vida eterna”. João 4:14.
A permanência de Jacó e seus filhos em Siquém terminou em violência e mortandade. A única filha da casa fora levada ao opróbrio e tristeza; dois irmãos ficaram envolvidos no crime de assassínio; uma cidade inteira fora entregue à ruína e morticínio, em represália da ação ilegal de um jovem temerário. O princípio que determinara resultados tão terríveis foi o ato da filha de Jacó, a qual “saiu” a “ver as filhas da terra” (Gênesis 34), arriscando-se desta maneira à camaradagem com os ímpios. Aquele que procura prazeres entre os que não temem a Deus, está a colocar-se no terreno de Satanás, e a convidar suas tentações.
A crueldade traiçoeira de Simeão e Levi não foi sem provocação; contudo, em sua conduta para com os siquemitas cometeram um grave pecado. Haviam cuidadosamente ocultado a Jacó suas intenções, e a notícia de sua vingança encheu-o de horror. Com o coração magoado pelo engano e violência de seus filhos, ele apenas disse: “Tendes-me turbado, fazendo-me cheirar mal entre os moradores desta terra, [...] sendo eu pouco povo em número; ajuntar-se-ão, e ficarei destruído, eu e minha casa.” Mas a dor e a aversão com que ele olhou para o seu ato sanguinolento, são reveladas pelas palavras com que, quase cinqüenta anos mais tarde, ele se referiu àquele ato, enquanto jazia em seu leito de morte, no Egito: “Simeão e Levi são irmãos; as suas espadas são instrumentos de
violência. No seu secreto conselho não entre minha alma, com a sua congregação minha glória não se ajunte. [...] Maldito seja o seu furor, pois era forte, e a sua ira, pois era dura”. Gênesis 49:5-7.
Jacó entendeu que havia motivo para uma profunda humilhação. Crueldade e falsidade se manifestaram no caráter de seus filhos. Havia deuses falsos no acampamento, e a idolatria tinha até certo ponto ganho terreno mesmo em sua casa. Se o Senhor os tratasse de acordo com seus méritos, não os deixaria à vingança das nações circunvizinhas?
Enquanto Jacó estava assim prostrado com a angústia, o Senhor ordenou-lhe que viajasse para o sul, a Betel. A lembrança deste lugar recordava ao patriarca não somente a sua visão dos anjos, e as misericordiosas promessas de Deus, mas também o voto que ali fizera, de que o Senhor deveria ser o seu Deus. Decidiu que antes de ir a esse lugar sagrado, sua casa deveria estar livre da contaminação da idolatria. Deu, portanto, instruções a todos no acampamento: “Tirai os deuses estranhos, que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai os vossos vestidos. E levantemo-nos, e subamos a Betel; e ali farei um altar ao Deus que me respondeu no dia da minha angústia, e que foi comigo no caminho que tenho andado”. Gênesis 35:2, 3.
Com profunda emoção Jacó repetiu a história de sua primeira visita a Betel, quando deixou a tenda de seu pai como um errante solitário, fugindo para salvar a vida, e como o Senhor lhe apareceu na visão noturna. Revendo ele o trato maravilhoso de Deus para consigo, seu próprio coração se enterneceu, seus filhos também foram tocados por um poder que os constrangia; ele lançara mão do meio mais eficaz para os preparar a fim de tomarem parte no culto de Deus quando chegassem a Betel. “Então deram a Jacó todos os deuses estranhos, que tinham em suas mãos, e as arrecadas que estavam em suas orelhas; e Jacó os escondeu debaixo do carvalho que está junto a Siquém”. Gênesis 35:4.
Deus fizera com que um temor caísse sobre os habitantes da terra, de modo que não fizessem tentativa alguma para vingarem o morticínio de Siquém. Os viajantes chegaram a Betel sem serem molestados. Ali o Senhor apareceu de novo a Jacó, e renovou-lhe a promessa do concerto. “E Jacó pôs uma coluna no lugar onde falara com Ele, uma coluna de pedra”. Gênesis 35:14.
Em Betel, Jacó veio a chorar a perda de uma pessoa que durante muito tempo fora um membro honrado na família de seu pai — Débora, a ama de Rebeca, que havia acompanhado a sua senhora, da Mesopotâmia à terra de Canaã. A presença dessa mulher idosa fora para Jacó um laço precioso que o ligava à sua vida primitiva, e especialmente à mãe cujo amor para com ele havia sido tão forte e terno. Débora foi sepultada com expressões de tão grande tristeza que o carvalho, sob o qual sua sepultura foi feita, foi chamado “carvalho de pranto”. Não deveria passar despercebido que a memória de sua vida de fiel serviço, e do pranto por esta amiga da casa, foi tida por digna de ser preservada na Palavra de Deus.
Patriarcas e Profetas · Ellen G. White