Cristo Nossa Redenção
Plano Encontro 3 Dia 208
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Leitura do livro
Patriarcas e Profetas, páginas 340-341
bondade e benevolência. Se seus pais houvessem se entregado pela fé à direção de Deus, sendo governados pelos Seus juízos, e andando em Suas ordenações, teriam desde muito tempo se estabelecido em Canaã, como um povo próspero, santo e feliz. Sua demora para entrarem na boa terra desonrou a Deus, e desmereceu a Sua glória à vista das nações ao redor.
Moisés, que compreendia o caráter e valor da lei de Deus, assegurou ao povo que nenhuma outra nação tinha preceitos tão sábios, justos e misericordiosos, como os que foram dados aos hebreus. “Vedes aqui”, disse ele, “vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor meu Deus, para que assim façais no meio da terra a qual ides a herdar. Guardai-os pois, e fazei-os, porque esta será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo só é gente sábia e entendida”. Deuteronômio 4:5, 6.
Moisés chamou sua atenção para o “dia em que estiveste perante o Senhor em Horebe”. Interpelou as hostes hebréias: “Que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor nosso Deus, todas as vezes que O chamamos? E que gente há tão grande, que tenha estatutos e juízos tão justos como toda esta lei que hoje dou perante vós?” Hoje poderia repetir-se esta interpelação a Israel. As leis que Deus deu a Seu antigo povo eram mais sábias, melhores e mais humanas, do que as das nações mais civilizadas na Terra. As leis das nações trazem os indícios das debilidades e paixões do coração não renovado; mas a lei de Deus traz o cunho divino.
“O Senhor vos tomou, e vos tirou do forno de ferro do Egito”, declarou Moisés, “para que Lhe sejais por povo hereditário”. Deuteronômio 4:10, 7, 8, 20. A terra em que logo entrariam, e que deles deveria ser sob condição de obediência à lei de Deus, foi-lhes assim descrita, e, quanto não deveriam estas palavras ter comovido os corações de Israel, ao lembrarem-se eles de que aquele que tão resplendentemente descrevia as bênçãos da boa terra, fora, por causa do pecado deles, excluído da participação da herança de seu povo:
“O Senhor teu Deus te mete numa boa terra”; “não é como a terra do Egito, donde saístes, em que semeavas a tua semente, e a regavas com o teu pé, como a uma horta. Mas a terra que passais a possuir é terra de montes e de vales; da chuva dos céus beberá as águas”; “terra de ribeiros de águas, de fontes, e de abismos, que saem dos vales e das montanhas; terra de trigo e cevada, e de vides, e figueiras, e romeiras; terra de oliveiras, abundante de azeite e mel; terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre”; “terra de que o Senhor teu Deus tem cuidado; os olhos do Senhor teu Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até o fim do ano”. Deuteronômio 8:7-9; 11:10-12.
“Havendo-te pois o Senhor teu Deus introduzido na terra que jurou a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, te daria, grandes e boas cidades, que tu não edificaste, e casas cheias de todo o bem, que tu não encheste, e poços cavados, que tu não cavaste, vinhas e olivais que tu não plantaste, e comeres e te
fartares, guarda-te, e que te não esqueças do Senhor”. Deuteronômio 6:10-12. “Guardai-vos de que vos esqueçais do concerto do Senhor vosso Deus [...] porque o Senhor teu Deus é um fogo que consome, um Deus zeloso”. Deuteronômio 4:23, 24. Se fizessem mal à vista do Senhor, então, disse Moisés: “Certamente perecereis depressa da terra, a qual, passado o Jordão, ides possuir”. Deuteronômio 4:25, 26.
Depois da repetição pública da lei, Moisés completou o trabalho de escrever todas as leis, estatutos e juízos que Deus lhe dera, e todas as regras relativas ao cerimonial dos sacrifícios. O livro que continha estas coisas foi posto sob os cuidados de oficiais competentes, e para ser guardado com segurança foi depositado ao lado da arca. Achava-se ainda o grande líder tomado de receio de que o povo se afastasse de Deus. Em um discurso mui sublime e palpitante expôs-lhes as bênçãos que seriam deles sob condição de obediência, e a maldição que seguiria à transgressão:
“Se ouvires a voz do Senhor teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os Seus mandamentos que eu te ordeno hoje”, “bendito serás tu na cidade, e bendito serás no campo”, no “fruto do teu ventre, e o fruto da tua terra, e o fruto dos teus animais; [...] bendito o teu cesto e a tua amassadeira; bendito serás ao entrares, e bendito serás ao saíres. O Senhor entregará os teus inimigos que se levantarem contra ti, feridos diante de ti. [...] O Senhor mandará que a bênção esteja contigo, nos teus celeiros, e em tudo o que puseres a tua mão”. Deuteronômio 28:1-8.
“Será porém que, se não deres ouvidos à voz do Senhor teu Deus, para não cuidares em fazer todos os Seus mandamentos e os Seus estatutos, que hoje te ordeno, então sobre ti virão todas estas maldições”, “e serás por pasmo, por ditado, e por fábula entre todos os povos a que o Senhor te levará.” “E o Senhor vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da Terra até a outra extremidade da Terra; e ali servirás a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; ao pau e à pedra. E nem ainda entre as mesmas gentes descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porquanto o Senhor ali te dará coração tremente, e desfalecimento dos olhos, e desmaio da alma. E a tua vida como suspensa estará diante de ti; e estremecerás de noite e de dia, e não crerás na tua própria vida. Pela manhã dirás: Ah! quem me dera ver a noite! e à tarde dirás: Ah! quem me dera ver a manhã! Pelo pasmo de teu coração, com que pasmarás, e pelo que verás com os teus olhos”. Deuteronômio 28:15, 37, 64-67.
Pelo Espírito de inspiração, olhando através dos séculos, Moisés descreveu as terríveis cenas da subversão final de Israel como nação, e a destruição de Jerusalém pelos exércitos de Roma: “O Senhor levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da Terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás; nação feroz de rosto, que não atentará para o rosto do velho, nem se apiedará do moço”. Deuteronômio 28:49, 50.
A completa devastação da terra, os horríveis sofrimentos do povo durante o cerco de Jerusalém por Tito, séculos mais tarde, foram vividamente descritos: “Comerá o fruto dos teus animais, e o fruto da tua terra, até que
Patriarcas e Profetas · Ellen G. White