Cristo Nossa Redenção
Plano Encontro 3 Dia 207
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Leitura do livro
Patriarcas e Profetas, páginas 337-339
do dom celestial, devemos prosseguir até à perfeição, sendo “mediante a fé” “guardados na virtude de Deus”. 1 Pedro 1:5.
Temos todavia uma obra a fazer a fim de resistirmos à tentação. Aqueles que não querem ser presa dos ardis de Satanás devem bem guardar as entradas da alma; devem evitar ler, ver, ou ouvir aquilo que sugira pensamentos impuros. A mente não deve ser deixada a divagar ao acaso em todo o assunto que o adversário das almas possa sugerir. “Cingindo os lombos do vosso entendimento”, diz o apóstolo Pedro, “sede sóbrios, [...] não vos conformando com as concupiscências que antes havia em vossa ignorância; mas, como é santo Aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver”. 1 Pedro 1:13-15. Diz Paulo: “Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. Filipenses 4:8. Isto exigirá oração fervorosa e incessante vigiar. Devemos ser auxiliados pela influência permanente do Espírito Santo, que atrairá a mente para cima, e habituá-la-á a ocupar-se com coisas puras e santas. E devemos fazer estudo diligente da Palavra de Deus. “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a Tua Palavra. Escondi a Tua Palavra no meu coração”, diz o salmista, “para eu não pecar contra Ti”. Salmos 119:9, 11.
O pecado de Israel em Bete-Peor acarretou os juízos de Deus sobre a nação, e, embora os mesmos pecados hoje não sejam punidos tão prontamente, de um modo tão certo terão eles a sua paga. “Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá”. 1 Coríntios 3:17. A natureza determinou penas terríveis a estes crimes, penas estas que, mais cedo ou mais tarde, serão infligidas a todo o transgressor. São estes pecados mais do que outros quaisquer os que têm causado a terrível degeneração de nossa espécie, e o cortejo de moléstias e miséria que faz a desgraça do mundo. Os homens podem ter êxito ao esconder de seus semelhantes as suas transgressões, mas nem por isso deixarão de ceifar infalivelmente os resultados, em sofrimentos, moléstias, imbecilidade ou morte. E além desta vida encontra-se o tribunal do Juízo, com sentenças de eterna punição. “Os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:21), mas com Satanás e os anjos maus terão parte naquele “lago de fogo”, que é a “segunda morte”. Apocalipse 20:14.
“Os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite; mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios. Afasta dela o teu caminho e não te aproximes da porta da sua casa; para que não dês a outro a tua honra, nem os teus anos a cruéis. Para que não se fartem os estranhos do teu poder, e todos os teus trabalhos entrem na casa do estrangeiro; e gemas no teu fim, quando se consumirem a tua carne e o teu corpo”. Provérbios 5:3, 4, 8-11. “Sua casa se inclina para a morte.” “Todos os que se dirigem a ela não voltarão”. Provérbios 2:18, 19. “Seus convidados estão nas profundezas do inferno”. Provérbios 9:18.
Capítulo 42 — A repetição da lei
Este capítulo é baseado em Deuteronômio 4-6; 28.
O Senhor anunciou a Moisés que o tempo designado para a posse de Canaã estava às portas; e, achando-se o idoso profeta em pé sobre as elevações sobranceiras ao rio Jordão e a Terra Prometida, contemplou com profundo interesse a herança de seu povo. Seria possível que a sentença pronunciada contra ele, por causa de seu pecado em Cades, pudesse ser revogada? Com grande ardor rogou: “Senhor Jeová! Já começaste a mostrar ao Teu servo a Tua grandeza, e a Tua forte mão; porque, que deus há nos céus e na Terra, que possa obrar segundo as Tuas obras, e segundo a Tua fortaleza? Rogo-Te que me deixes passar, para que veja esta boa terra que está de além do Jordão; esta boa montanha, e o Líbano”. Deuteronômio 3:24-27.
A resposta foi: “Basta; não Me fales mais nesse negócio. Sobe ao cume de Pisga, e levanta teus olhos ao ocidente e ao norte, e ao sul, e ao oriente, e vê com os teus olhos; porque não passarás este Jordão.”
Sem murmurar Moisés sujeitou-se ao decreto de Deus. E agora sua grande ansiedade era por Israel. Quem sentiria pelo bem-estar deles o interesse que ele sentira? De um coração repleto ele derramou esta oração: “O Senhor, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre esta congregação, que saia diante deles, e que entre diante deles, e que os faça sair, e que os faça entrar; para que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor”. Números 27:16-23.
O Senhor ouviu a oração de Seu servo; e a resposta veio: “Toma para ti a Josué, filho de Num, homem em quem há o Espírito, e põe a tua mão sobre ele. E apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe mandamentos aos olhos deles; e põe sobre ele da tua glória, para que obedeça toda a congregação dos filhos de Israel.” Josué havia durante muito tempo auxiliado a Moisés; e, sendo homem de sabedoria, habilidade e fé, foi escolhido para suceder-lhe.
Mediante a imposição das mãos por Moisés, acompanhada de impressionante conjuração, Josué foi solenemente separado como chefe de Israel. Foi também admitido a participar desde então no governo. As palavras do Senhor concernentes a Josué vieram por meio de Moisés à congregação: “E se porá perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo de Urim, perante o Senhor; conforme ao seu dito sairão, e conforme ao seu dito entrarão, ele e todos os filhos de Israel com ele, e toda a congregação”. Números 27:18, 19, 21.
Antes de deixar sua posição como líder visível de Israel, determinou-se a Moisés repetir-lhes a história de seu libertamento do Egito, e suas viagens no deserto, e também recapitular-lhes a lei proferida do Sinai. Quando a lei fora dada, apenas poucos da presente congregação tinham idade suficiente para compreenderem a terrível solenidade da ocasião. Como devessem logo passar o Jordão, e tomar posse da Terra Prometida, Deus queria apresentar-lhes as reivindicações de Sua lei, e estipular-lhes a obediência como condição para a prosperidade.
Moisés ficou em pé perante o povo para fazer suas últimas advertências e admoestações. Seu rosto foi iluminado de uma santa luz. Tinha os cabelos brancos pela idade; mas o corpo estava ereto, o rosto exprimia o vigor não abatido da saúde, e os olhos eram claros e fortes.
Era uma ocasião solene, e com profundo sentimento descreveu ele o amor e misericórdia do Protetor todo-poderoso: “Pergunta agora aos tempos passados, que te precederam desde o dia em que Deus criou o homem sobre a Terra, desde uma extremidade do céu até a outra, se sucedeu jamais coisa tão grande como esta, ou se se ouviu coisa como esta? Ou se algum povo ouviu a voz de Deus falando do meio do fogo, como tu a ouviste, ficando vivo? Ou se um deus intentou ir tomar para si um povo do meio de outro povo com provas, com sinais, e com milagres, e com peleja, e com mão forte, e com braço estendido, e com grandes espantos, conforme a tudo quanto o Senhor vosso Deus vos fez no Egito aos vossos olhos? A ti te foi mostrado para que soubesses que o Senhor é Deus; nenhum outro há senão Ele”. Deuteronômio 4:32-35.
“O Senhor não tomou prazer em vós, nem vos escolheu, porque a vossa multidão era mais do que a de todos os outros povos, pois vós éreis menos em número do que todos os povos; mas porque o Senhor vos amava, e para guardar o juramento que jurara a vossos pais, o Senhor vos tirou com mão forte e vos resgatou da casa da servidão, da mão de faraó, rei do Egito. Saberás pois que o Senhor teu Deus é Deus, o Deus fiel que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que O amam e guardam os Seus mandamentos”. Deuteronômio 7:7-9.
O povo de Israel estivera pronto para atribuir suas dificuldades a Moisés; mas agora foram removidas suas suspeitas de que ele era governado pelo orgulho, ambição ou egoísmo, e escutavam com confiança as suas palavras. Moisés expôs-lhes fielmente os seus erros e as transgressões de seus pais. Haviam eles muitas vezes se sentido impacientes e revoltados, por causa de sua longa peregrinação pelo deserto; mas o Senhor não era o culpado por esta demora em possuírem Canaã; Ele Se afligia mais do que eles por não poder levá-los à posse imediata da Terra Prometida, e mostrar assim perante todas as nações Seu grande poder no libertamento de Seu povo. Com sua falta de confiança em Deus, com seu orgulho e incredulidade, não estavam preparados para entrarem em Canaã. De nenhuma maneira representariam o povo cujo Deus era o Senhor; pois não tinham o Seu caráter de pureza,
Patriarcas e Profetas · Ellen G. White