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Leitura do livro

Atos dos Apóstolos, páginas 141-142

Céu com os anjos do Seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do Seu poder... pelo que também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da Sua vocação, e cumpra todo o desejo da Sua bondade, e a obra da fé com poder; para que o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja em vós glorificado, e vós nEle, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (2Ts 1:4-8).

Mas antes da vinda de Cristo deviam ocorrer importantes desenvolvimentos no mundo religioso, preditos em profecias. O apóstolo declarou: “Não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição; o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2:2-4).

As palavras de Paulo não deviam ser mal-interpretadas. Não pretendiam elas ensinar que ele, por especial revelação, tivesse advertido os tessalonicenses da imediata vinda de Cristo. Tal posição causaria confusão de fé; pois o desapontamento muitas vezes leva à incredulidade. O apóstolo, pois, advertia os irmãos a não receberem tal mensagem como vinda de sua parte; e prosseguia dando ênfase ao fato de que o poder papal, tão claramente descrito pelo profeta Daniel, devia ainda levantar-se, e fazer guerra contra o povo de Deus. Até que este poder tivesse realizado sua obra mortal e blasfema, seria em vão a igreja esperar pela vinda do Senhor. “Não vos lembrais”, interrogava Paulo, “de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco” (2Ts 2:5).

Terríveis eram as provas que deviam alcançar a igreja verdadeira. Mesmo no tempo em que o apóstolo estava escrevendo, já “o mistério da injustiça” começara a operar. O desenvolver dos acontecimentos a ocorrer no futuro devia ser segundo a eficácia de Satanás “com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem” (2Ts 2:7, 9, 10).

Especialmente solene é a afirmação do apóstolo com respeito aos que se recusariam a receber “o amor da verdade”. “E por isso”, declarou ele a respeito de todos os que deliberadamente rejeitam a mensagem da verdade, “Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade” (2Ts 2:10-12). Os homens não podem rejeitar impunemente as advertências que Deus em Sua misericórdia lhes envia. Deus retira Seu Espírito dos que persistem em desprezar essas advertências, deixando-os na dependência do engano que amam.

Assim esboçou Paulo a malfadada obra desse poder do mal que devia continuar através dos longos séculos de trevas e perseguição, antes da segunda vinda de Cristo. Os crentes de Tessalônica tinham esperado por libertação imediata; agora eram admoestados a assumir corajosamente e no temor de

Deus, a obra que estava diante deles. O apóstolo mandou que não negligenciassem seus deveres nem se resignassem à expectativa inútil. Depois de sua ardente expectativa de imediato livramento, a rotina da vida diária e a oposição que teriam de enfrentar pareceriam duplamente desalentadoras; portanto, ele os exortava a permanecerem firmes na fé:

“Estai firmes e retende as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança, console os vossos corações, e vos conforte em toda a boa palavra e obra” (2Ts 2:15-17). “Mas fiel é o Senhor, que vos confortará, e guardará do maligno. E confiamos de vós no Senhor que não só fazeis, como fareis o que vos mandamos. Ora o Senhor encaminhe os vossos corações na caridade de Deus, e na paciência de Cristo” (2Ts 3:5).

A obra dos crentes fora-lhes dada por Deus. Por seu fiel apego à verdade deviam eles dar a outros a luz que haviam recebido. O apóstolo os encorajou a não se cansarem de fazer o bem, e apontou-lhes seu próprio exemplo de diligência em assuntos temporais mesmo enquanto trabalhava com incansável zelo na causa de Cristo. Reprovou os que se haviam entregue ao despertamento irrazoável e sem objetivo, e mandou que estes “trabalhando com sossego” comessem “o seu próprio pão” (2Ts 3:12).

Também ordenou à igreja que separasse de sua comunhão qualquer pessoa que persistisse em desrespeitar as instruções dadas pelos ministros de Deus. “Todavia”, acrescentou, “não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão” (2Ts 3:15).

Também esta epístola Paulo conclui com uma oração, para que em meio às provações e lutas da vida, a paz de Deus e a graça do Senhor Jesus Cristo pudessem ser-lhes a consolação e arrimo.

Atos dos Apóstolos · Ellen G. White

Passagem bíblica

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