Cristo A Igreja
Plano Encontro 2 Dia 76
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Leitura do livro
Atos dos Apóstolos, páginas 140-141
outros de fé semelhantemente preciosa. Assim foi com os crentes de Tessalônica. “Quanto, porém, à caridade fraternal”, escreveu o apóstolo, “não necessitais de que vos escreva, visto que vós mesmos estais instruídos por Deus que vos ameis uns aos outros. Porque também já assim o fazeis para com todos os irmãos que estão por toda a Macedônia. Exortamo-vos, porém, a que ainda nisto abundeis cada vez mais, e procureis viver quietos, e tratar dos vossos próprios negócios, e trabalhar com vossas próprias mãos, como já vo-lo temos mandado; para que andeis honestamente para com os que estão de fora, e não necessiteis de coisa alguma” (1Ts 4:9-12).
“E o Senhor vos aumente e faça crescer em caridade uns para com os outros e para com todos, como também nós para convosco; para confortar o vosso coração, para que sejais irrepreensíveis em santidade de nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, com todos os Seus santos” (1Ts 3:12, 13).
“Rogamo-vos também, irmãos, que admoesteis os desordeiros, consoleis os de pouco ânimo, sustenteis os fracos, e sejais pacientes para com todos. Vede que ninguém dê a outrem mal por mal, mas segui sempre o bem, tanto uns para com os outros, como para com todos. Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” (1Ts 5:14-18).
O apóstolo advertiu os tessalonicenses a não desprezarem o dom de profecia, e nas palavras, “não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias; examinai tudo. Retende o bem”, ele ordenou uma cuidadosa discriminação entre o falso e o verdadeiro. Suplica-lhes que se abstenham “de toda a aparência do mal”; e conclui sua carta com uma oração para que Deus os santifique em tudo, para que em “espírito, e alma, e corpo”, fossem “plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama”, acrescentou, “o qual também o fará” (1Ts 5:19-24).
As instruções que Paulo enviou aos tessalonicenses em sua primeira epístola com respeito à segunda vinda de Cristo, estavam em perfeita harmonia com seu ensino anterior. No entanto suas palavras foram malcompreendidas por alguns dos irmãos tessalonicenses. Compreenderam eles que ele havia expressado a esperança de que ele próprio estaria vivo para testemunhar o advento do Salvador. Esta crença serviu para aumentar-lhes o interesse e o entusiasmo. Os que antes haviam negligenciado suas responsabilidades e deveres, agora se tornaram mais persistentes em insistir em seus errôneos pontos de vista.
Em sua segunda carta Paulo procurou corrigir a má interpretação de seu ensino, e expor perante eles sua verdadeira posição. De novo expressou sua confiança na integridade deles, e gratidão por sua firme fé, e pelo abundante amor de uns para com outros, bem como para com a causa do Mestre. Disse-lhes que os apresentava às outras igrejas como exemplo de paciente, perseverante fé que valorosamente suporta perseguição e tribulação, e dirigia-lhes o pensamento para o tempo da segunda vinda de Cristo, quando o povo de Deus descansaria de seus cuidados e perplexidades.
“Nós mesmos”, escreveu ele, “nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus por causa da vossa paciência e fé, e em todas as vossas perseguições e aflições que suportais ... e a vós, que sois atribulados, descanso conosco; quando Se manifestar o Senhor Jesus desde o
Céu com os anjos do Seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo; os quais por castigo padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e a glória do Seu poder... pelo que também rogamos sempre por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da Sua vocação, e cumpra todo o desejo da Sua bondade, e a obra da fé com poder; para que o nome de nosso Senhor Jesus Cristo seja em vós glorificado, e vós nEle, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo” (2Ts 1:4-8).
Mas antes da vinda de Cristo deviam ocorrer importantes desenvolvimentos no mundo religioso, preditos em profecias. O apóstolo declarou: “Não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição; o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Ts 2:2-4).
As palavras de Paulo não deviam ser mal-interpretadas. Não pretendiam elas ensinar que ele, por especial revelação, tivesse advertido os tessalonicenses da imediata vinda de Cristo. Tal posição causaria confusão de fé; pois o desapontamento muitas vezes leva à incredulidade. O apóstolo, pois, advertia os irmãos a não receberem tal mensagem como vinda de sua parte; e prosseguia dando ênfase ao fato de que o poder papal, tão claramente descrito pelo profeta Daniel, devia ainda levantar-se, e fazer guerra contra o povo de Deus. Até que este poder tivesse realizado sua obra mortal e blasfema, seria em vão a igreja esperar pela vinda do Senhor. “Não vos lembrais”, interrogava Paulo, “de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco” (2Ts 2:5).
Terríveis eram as provas que deviam alcançar a igreja verdadeira. Mesmo no tempo em que o apóstolo estava escrevendo, já “o mistério da injustiça” começara a operar. O desenvolver dos acontecimentos a ocorrer no futuro devia ser segundo a eficácia de Satanás “com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem” (2Ts 2:7, 9, 10).
Especialmente solene é a afirmação do apóstolo com respeito aos que se recusariam a receber “o amor da verdade”. “E por isso”, declarou ele a respeito de todos os que deliberadamente rejeitam a mensagem da verdade, “Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade” (2Ts 2:10-12). Os homens não podem rejeitar impunemente as advertências que Deus em Sua misericórdia lhes envia. Deus retira Seu Espírito dos que persistem em desprezar essas advertências, deixando-os na dependência do engano que amam.
Assim esboçou Paulo a malfadada obra desse poder do mal que devia continuar através dos longos séculos de trevas e perseguição, antes da segunda vinda de Cristo. Os crentes de Tessalônica tinham esperado por libertação imediata; agora eram admoestados a assumir corajosamente e no temor de
Atos dos Apóstolos · Ellen G. White