Cristo A Igreja

Plano Encontro 2 Dia 125

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Leitura bíblica

Atos 20:2-38; Atos 21:1-16

Atos 20:2-38

2 Havendo atravessado aquelas terras, fortalecendo os discípulos com muitas exortações, dirigiu-se para a Grécia, 3 onde se demorou três meses. Tendo havido uma conspiração por parte dos judeus contra ele, quando estava para embarcar rumo à Síria, determinou voltar pela Macedônia. 4 Acompanharam-no [até à Ásia] Sópatro, de Bereia, filho de Pirro, Aristarco e Secundo, de Tessalônica, Gaio, de Derbe, e Timóteo, bem como Tíquico e Trófimo, da Ásia; 5 estes nos precederam, esperando-nos em Trôade. 6 Depois dos dias dos pães asmos, navegamos de Filipos e, em cinco dias, fomos ter com eles naquele porto, onde passamos uma semana. 7 No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite. 8 Havia muitas lâmpadas no cenáculo onde estávamos reunidos. 9 Um jovem, chamado Êutico, que estava sentado numa janela, adormecendo profundamente durante o prolongado discurso de Paulo, vencido pelo sono, caiu do terceiro andar abaixo e foi levantado morto. 10 Descendo, porém, Paulo inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a vida nele está. 11 Subindo de novo, partiu o pão, e comeu, e ainda lhes falou largamente até ao romper da alva. E, assim, partiu. 12 Então, conduziram vivo o rapaz e sentiram-se grandemente confortados. 13 Nós, porém, prosseguindo, embarcamos e navegamos para Assôs, onde devíamos receber Paulo, porque assim nos fora determinado, devendo ele ir por terra. 14 Quando se reuniu conosco em Assôs, recebemo-lo a bordo e fomos a Mitilene; 15 dali, navegando, no dia seguinte, passamos defronte de Quios, no dia imediato, tocamos em Samos e, um dia depois, chegamos a Mileto. 16 Porque Paulo já havia determinado não aportar em Éfeso, não querendo demorar-se na Ásia, porquanto se apressava com o intuito de passar o dia de Pentecostes em Jerusalém, caso lhe fosse possível. 17 De Mileto, mandou a Éfeso chamar os presbíteros da igreja. 18 E, quando se encontraram com ele, disse-lhes: Vós bem sabeis como foi que me conduzi entre vós em todo o tempo, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, 19 servindo ao Senhor com toda a humildade, lágrimas e provações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram, 20 jamais deixando de vos anunciar coisa alguma proveitosa e de vo-la ensinar publicamente e também de casa em casa, 21 testificando tanto a judeus como a gregos o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus [Cristo]. 22 E, agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, 23 senão que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações. 24 Porém em nada considero a vida preciosa para mim mesmo, contanto que complete a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus para testemunhar o evangelho da graça de Deus. 25 Agora, eu sei que todos vós, em cujo meio passei pregando o reino, não vereis mais o meu rosto. 26 Portanto, eu vos protesto, no dia de hoje, que estou limpo do sangue de todos; 27 porque jamais deixei de vos anunciar todo o desígnio de Deus. 28 Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue. 29 Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes, que não pouparão o rebanho. 30 E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles. 31 Portanto, vigiai, lembrando-vos de que, por três anos, noite e dia, não cessei de admoestar, com lágrimas, a cada um. 32 Agora, pois, encomendo-vos ao Senhor e à palavra da sua graça, que tem poder para vos edificar e dar herança entre todos os que são santificados. 33 De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes; 34 vós mesmos sabeis que estas mãos serviram para o que me era necessário a mim e aos que estavam comigo. 35 Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber. 36 Tendo dito estas coisas, ajoelhando-se, orou com todos eles. 37 Então, houve grande pranto entre todos, e, abraçando afetuosamente a Paulo, o beijavam, 38 entristecidos especialmente pela palavra que ele dissera: que não mais veriam o seu rosto. E acompanharam-no até ao navio.

Atos 21:1-16

1 Depois de nos apartarmos, fizemo-nos à vela e, correndo em direitura, chegamos a Cós; no dia seguinte, a Rodes, e dali, a Pátara. 2 Achando um navio que ia para a Fenícia, embarcamos nele, seguindo viagem. 3 Quando Chipre já estava à vista, deixando-a à esquerda, navegamos para a Síria e chegamos a Tiro; pois o navio devia ser descarregado ali. 4 Encontrando os discípulos, permanecemos lá durante sete dias; e eles, movidos pelo Espírito, recomendavam a Paulo que não fosse a Jerusalém. 5 Passados aqueles dias, tendo-nos retirado, prosseguimos viagem, acompanhados por todos, cada um com sua mulher e filhos, até fora da cidade; ajoelhados na praia, oramos. 6 E, despedindo-nos uns dos outros, então, embarcamos; e eles voltaram para casa. 7 Quanto a nós, concluindo a viagem de Tiro, chegamos a Ptolemaida, onde saudamos os irmãos, passando um dia com eles. 8 No dia seguinte, partimos e fomos para Cesareia; e, entrando na casa de Filipe, o evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele. 9 Tinha este quatro filhas donzelas, que profetizavam. 10 Demorando-nos ali alguns dias, desceu da Judeia um profeta chamado Ágabo; 11 e, vindo ter conosco, tomando o cinto de Paulo, ligando com ele os próprios pés e mãos, declarou: Isto diz o Espírito Santo: Assim os judeus, em Jerusalém, farão ao dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios. 12 Quando ouvimos estas palavras, tanto nós como os daquele lugar, rogamos a Paulo que não subisse a Jerusalém. 13 Então, ele respondeu: Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. 14 Como, porém, não o persuadimos, conformados, dissemos: Faça-se a vontade do Senhor! 15 Passados aqueles dias, tendo feito os preparativos, subimos para Jerusalém; 16 e alguns dos discípulos também vieram de Cesareia conosco, trazendo consigo Mnasom, natural de Chipre, velho discípulo, com quem nos deveríamos hospedar.

Versão Almeida Revista e Atualizada

Leitura do livro

Atos dos Apóstolos, páginas 202-203

Capítulo 37 — A Última Viagem de Paulo a Jerusalém

Paulo tinha grande desejo de alcançar Jerusalém antes da Páscoa, para que assim tivesse uma oportunidade de encontrar-se com os que vinham de todas as partes do mundo para assistir à festa. Acariciava sempre a esperança de servir, de algum modo, como instrumento na remoção dos preconceitos de seus patrícios incrédulos, a fim de que fossem levados a aceitar a preciosa luz do evangelho. Desejava também ir ter com a igreja de Jerusalém e levar-lhes os donativos que as igrejas gentílicas enviavam para os irmãos pobres da Judéia. E por essa visita esperava promover mais firme união entre os judeus conversos e os conversos gentios.

Tendo completado seu trabalho em Corinto, determinou navegar diretamente para um dos portos na costa da Palestina. Haviam-se tomado todas as disposições e ele estava prestes a tomar o navio quando teve aviso de uma trama dos judeus para tirar-lhe a vida. Até então tinham sido frustrados todos os esforços dos adversários da fé para acabar com a obra do apóstolo.

O êxito que alcançou a pregação do evangelho despertou de novo a ira dos judeus. Chegavam de cada canto informações da disseminação da nova doutrina, segundo a qual os judeus eram libertados da observância dos ritos da lei cerimonial, e os gentios eram admitidos a iguais privilégios com os judeus como filhos de Abraão. Paulo, em sua pregação em Corinto, apresentou os mesmos argumentos que expunha com tanta veemência em suas epístolas. Sua categórica afirmação: “Não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão” (Cl 3:11), foi considerada pelos inimigos como ousada blasfêmia, e decidiram que sua voz devia silenciar.

Tendo sido avisado da conspiração, Paulo decidiu dar a volta pela Macedônia. Teve assim de renunciar ao plano de chegar a Jerusalém em tempo para as festividades da Páscoa, mas esperava lá estar para o Pentecostes.

Na companhia de Paulo e Lucas estavam “Sópater, de Beréia, e dos de Tessalônica, Aristarco e Segundo, e Gaio de Derbe, e Timóteo, e dos da Ásia, Tíquico e Trófimo” (At 20:4). Paulo trazia consigo grande soma de dinheiro das igrejas gentílicas, e pretendia depô-la nas mãos dos irmãos encarregados do trabalho na Judéia; e para esse fim combinou com várias igrejas contribuintes que representantes seus o acompanhassem a Jerusalém.

Em Filipos Paulo demorou-se para celebrar a Páscoa. Só Lucas ficou com ele, partindo os demais membros da comitiva para Trôade, a fim de ali o esperarem. Os filipenses eram dentre os conversos do apóstolo os mais amorosos e sinceros, e durante os oito dias da festa ele desfrutou

pacífica e feliz comunhão com eles.

Embarcando em Filipos, Paulo e Lucas alcançaram os companheiros cinco dias mais tarde, em Trôade, e demoraram-se sete dias com os crentes naquele lugar. Na última noite de sua estada ali os irmãos se ajuntaram “para partir o pão”. O fato de que seu amado mestre ia partir, promoveu um ajuntamento maior que o de costume. Reuniram-se num “cenáculo” (At 20:7, 8), no terceiro andar. Ali, no fervor de seu amor e solicitude por eles, o apóstolo pregou até a meia-noite.

Numa das janelas abertas estava assentado um jovem por nome Êutico. Nessa perigosa posição adormeceu, e caiu ao solo. Num momento tudo era alarma e confusão. O jovem foi levantado morto, e muitos se acercaram dele com gritos e lamentações. Mas Paulo, passando por entre os irmãos atribulados, abraçou-o e fez uma fervorosa oração para que Deus restaurasse a vida ao morto. Sua petição foi atendida. Sobrepondo-se aos clamores e lamentações, ouviu-se a voz do apóstolo dizendo: “Não vos perturbeis, que a sua alma nele está.” Com júbilo, os crentes voltaram a se reunir no cenáculo. Havendo participado da comunhão, Paulo “ainda lhes falou largamente até à alvorada” (At 20:10, 11).

O navio em que Paulo e seus companheiros deviam prosseguir viagem estava prestes a partir e os irmãos apressaram-se a subir a bordo. O apóstolo, porém, preferiu tomar o caminho mais perto, por terra, entre Trôade e Assôs, encontrando-se com seus companheiros nesta cidade. Isto lhe deu um pouco de tempo para meditação e oração. As dificuldades e perigos relacionados com sua próxima visita a Jerusalém, a atitude da igreja ali para com ele e sua obra, bem como a condição das igrejas e o interesse da obra evangélica em outros campos, eram assuntos de ardente e solícito pensar; e ele aproveitou esta oportunidade especial para buscar de Deus força e guia.

Enquanto os viajantes navegavam rumo ao sul, para Assôs, passaram pela cidade de Éfeso, que fora por tanto tempo cenário dos trabalhos do apóstolo. Paulo havia desejado muito visitar a igreja ali; pois tinha importante instrução e conselho a dar-lhes. Havendo, porém, ponderado, determinou apressar-se; pois desejava “estar, se lhe fosse possível, em Jerusalém no dia do Pentecostes” (At 20:16). Chegando porém a Mileto, cerca de trinta milhas de Éfeso, soube que lhe seria possível comunicar-se com a igreja antes que o navio partisse. Enviou portanto uma mensagem imediatamente aos anciãos, pedindo para que viessem depressa a Mileto, para que pudesse vê-los antes de continuar a viagem.

Em resposta a seu chamado vieram, e ele lhes dirigiu palavras ardentes e tocantes de admoestação e despedida. “Vós bem sabeis”, disse ele, “desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, como em todo esse tempo me portei no meio de vós, servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram; como nada, que útil seja, deixei de vos anunciar, e ensinar publicamente e pelas casas, testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At 20:18-21).

Paulo sempre exaltara a lei divina. Ele havia mostrado que não há poder na lei para salvar os homens da penalidade da desobediência; que os pecadores precisam arrependerse

Atos dos Apóstolos · Ellen G. White

Passagem bíblica

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