Cristo O Caminho
Plano Encontro 1 Dia 98
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Leitura bíblica
Marcos 2:1-12
Marcos 2:1-12
1 Dias depois, entrou Jesus de novo em Cafarnaum, e logo correu que ele estava em casa. 2 Muitos afluíram para ali, tantos que nem mesmo junto à porta eles achavam lugar; e anunciava-lhes a palavra. 3 Alguns foram ter com ele, conduzindo um paralítico, levado por quatro homens. 4 E, não podendo aproximar-se dele, por causa da multidão, descobriram o eirado no ponto correspondente ao em que ele estava e, fazendo uma abertura, baixaram o leito em que jazia o doente. 5 Vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Filho, os teus pecados estão perdoados. 6 Mas alguns dos escribas estavam assentados ali e arrazoavam em seu coração: 7 Por que fala ele deste modo? Isto é blasfêmia! Quem pode perdoar pecados, senão um, que é Deus? 8 E Jesus, percebendo logo por seu espírito que eles assim arrazoavam, disse-lhes: Por que arrazoais sobre estas coisas em vosso coração? 9 Qual é mais fácil? Dizer ao paralítico: Estão perdoados os teus pecados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda? 10 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados — disse ao paralítico: 11 Eu te mando: Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa. 12 Então, ele se levantou e, no mesmo instante, tomando o leito, retirou-se à vista de todos, a ponto de se admirarem todos e darem glória a Deus, dizendo: Jamais vimos coisa assim!
Versão Almeida Revista e Atualizada
Leitura do livro
O Desejado de Todas as Nações, páginas 178-179
caminho em algum atalho das montanhas, ou encontrá-Lo enquanto ensinava fora das cidades. Grandes eram as dificuldades, mas constituía essa sua única esperança.
O leproso é guiado ao Salvador. Jesus está ensinando à margem do lago, e o povo reunido ao Seu redor. Ficando a distância, apanha algumas palavras dos lábios de Jesus. Observa-O a colocar as mãos sobre os enfermos. Vê o coxo, o cego, o paralítico e os que estavam a perecer de várias moléstias, erguerem-se com saúde, louvando a Deus por seu livramento. A fé se lhe fortalece no coração. Aproxima-se mais e mais ainda da multidão reunida. As restrições que lhe são impostas, a segurança do povo e o temor com que todos o olhavam, tudo foi esquecido. Pensa tão-somente na bendita esperança da cura.
Esse doente oferece um repugnante espetáculo. A moléstia fizera terríveis incursões, e é horrível ver-se-lhe o corpo em decomposição. Ao avistá-lo, o povo recua apavorado. Comprimem-se uns contra os outros, a fim de escapar-lhe ao contato. Alguns tentam impedi-lo de se aproximar de Jesus, mas em vão. Ele não os vê nem os ouve. Suas expressões de repugnância não o atingem. Vê unicamente o Filho de Deus. Não escuta senão a voz que comunica vida ao moribundo. Avançando para Jesus, atira-se-Lhe aos pés com o grito: “Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo.”
Jesus replicou: “Quero: sê limpo”. Mateus 8:2, 3. E pôs-lhe a mão em cima. Operou-se imediatamente uma transformação no leproso. Sua carne tornou-se sã, os nervos sensíveis, firmes os músculos. A aspereza e escamosidade peculiares à lepra, desapareceram, sendo substituídas por suave colorido, como o da pele de uma saudável criança.
Jesus recomendou ao homem que não divulgasse a obra que realizara, mas fosse imediatamente apresentar-se com uma oferta no templo. Essa oferta não podia ser aceita enquanto os sacerdotes não examinassem o homem, declarando-o inteiramente livre da moléstia. Embora de má vontade para realizar esse serviço, não se podiam eximir ao exame e decisão do caso.
As palavras da Escritura mostram com que força Cristo advertiu o homem quanto à necessidade de silêncio e ação pronta. “E advertindo-o severamente, logo o despediu. E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho”. Marcos 1:43, 44. Houvessem os sacerdotes sabido os fatos concernentes à cura do leproso, e seu ódio para com Cristo os teria levado a dar sentença desonesta. Jesus queria que o homem se apresentasse no templo antes que qualquer rumor acerca do milagre chegasse aos ouvidos deles. Assim se poderia obter uma decisão imparcial, sendo ao leproso purificado permitido mais uma vez unir-se com a família e os amigos.
Tinha Cristo ainda outros intuitos ao recomendar silêncio ao homem.
O Salvador sabia que Seus inimigos estavam sempre buscando limitar-Lhe a obra, e desviar dEle o povo. Sabia que, se a cura do leproso fosse propalada, outras vítimas dessa terrível doença haviam de aglomerar-se em volta dEle, e então ergueriam o brado de que o povo se contaminaria pelo contato com elas. Muitos dos leprosos não empregariam o dom da saúde de modo a torná-la uma bênção para si mesmos e para outros. E, atraindo a Si os leprosos, acusá-Lo-iam de estar violando as restrições da lei ritual. E assim seria prejudicada Sua obra quanto à pregação do evangelho.
O acontecimento justificava a advertência de Cristo. Uma multidão de gente presenciara a cura do leproso, e estavam ansiosos de ouvir a decisão dos sacerdotes. Quando o homem voltou para os amigos, grande foi o despertamento. Não obstante a precaução de Jesus, o homem não fez esforço nenhum para ocultar a cura. Na verdade, impossível teria sido escondê-la, mas o leproso divulgou-a. Imaginando que era somente a modéstia de Jesus que ditara essa restrição, saiu proclamando o poder desse grande Restaurador. Não compreendia que toda manifestação dessa espécie tornava os sacerdotes e anciãos mais decididos a eliminar a Jesus. O homem restaurado sentia ser deveras preciosa a graça da saúde. Regozijou-se no vigor da varonilidade, e no ser restituído à família e à sociedade, e julgava ser impossível abster-se de dar glória ao Médico que o curara. Esse seu ato, porém, de divulgar o caso, deu em resultado prejuízo para a obra do Salvador. Fez com que o povo se aglomerasse em torno dEle em tal multidão, que foi forçado a interromper por algum tempo Suas atividades.
Todo ato do ministério de Cristo era de vasto alcance em seus desígnios. Envolvia mais do que o ato em si mesmo parecia encerrar. Foi o que se deu no caso do leproso. Ao passo que Jesus ministrava a todos quantos iam ter com Ele, anelava beneficiar os que não iam. Ao mesmo tempo que atraía os gentios e os samaritanos, almejava chegar aos sacerdotes e aos mestres excluídos pelos preconceitos e tradições. Não deixou de tentar meio algum pelo qual pudessem ser alcançados. Ao enviar o leproso aos sacerdotes, proporcionou-lhes o testemunho calculado a desarmar-lhes os preconceitos.
Haviam os fariseus declarado que os ensinos de Cristo eram contrários à lei dada por Deus mediante Moisés; mas Suas instruções ao leproso purificado, de apresentar uma oferta segundo a lei, refutavam essa acusação. Era suficiente testemunho para todos quantos estivessem dispostos a convencer-se.
Os dirigentes, em Jerusalém, tinham enviado espias a fim de procurar qualquer pretexto para matar a Cristo. Ele respondeu apresentando-lhes uma prova de Seu amor pela humanidade, Seu respeito pela lei, e o poder que tinha de libertar do pecado e da morte. Assim lhes deu testemunho:
O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White