Cristo O Caminho

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Leitura bíblica

Marcos 1:14, 15

Marcos 1:14

14 Depois de João ter sido preso, foi Jesus para a Galileia, pregando o evangelho de Deus,

Marcos 1:15

15 dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.

Versão Almeida Revista e Atualizada

Leitura do livro

O Desejado de Todas as Nações, páginas 154-155

Capítulo 23 — “O reino de Deus está próximo”

Veio Jesus para Galiléia, pregando o evangelho do reino de Deus, e dizendo: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho”. Marcos 1:14, 15.

A vinda do Messias anunciara-se primeiramente na Judéia. No templo de Jerusalém, fora predito a Zacarias o nascimento do precursor, enquanto aquele ministrava perante o altar. Nas montanhas de Belém, os anjos proclamaram o nascimento de Jesus. Os magos foram a Jerusalém em busca dEle. Simeão e Ana testificaram no templo de Sua divindade. “Jerusalém e toda a Judéia” ouviram a pregação de João Batista; e os emissários do Sinédrio, juntamente com a multidão, escutaram seu testemunho quanto a Jesus. Na Judéia, Cristo recebera os primeiros discípulos. Ali tivera lugar grande parte do princípio de Seu ministério inicial. A irradiação de Sua divindade na purificação do templo, Seus milagres de cura, e as lições da verdade divina que Lhe caíram dos lábios, tudo proclamava aquilo que, depois da cura de Betesda, Ele declarara perante o Sinédrio — Sua filiação do Eterno.

Houvessem os guias de Israel recebido a Cristo, e Ele os teria honrado como mensageiros Seus para levar o evangelho ao mundo. Foi-lhes dada, primeiramente a eles, a oportunidade de se tornarem arautos do reino e da graça de Deus. Mas Israel não conheceu o tempo de sua visitação. Os ciúmes e desconfianças dos chefes judaicos maturaram em ódio aberto, e o coração do povo se desviou de Jesus.

O Sinédrio rejeitara a mensagem de Cristo, e intentava matá-Lo; portanto, Jesus partiu de Jerusalém, afastou-Se dos sacerdotes, do templo, dos guias religiosos, do povo que fora instruído na lei, e voltou-Se para outra classe, para proclamar Sua mensagem, e remir os que haviam de levar o evangelho a todas as nações.

Como a luz e a vida dos homens foi rejeitada pelas autoridades eclesiásticas nos dias de Cristo, assim tem sido rejeitada em todas as subseqüentes gerações. Freqüentemente se tem repetido a história da retirada de Cristo da Judéia. Quando os reformadores pregavam a Palavra de Deus, não tinham idéia alguma de se separar da igreja estabelecida; os guias religiosos, porém, não toleravam a luz, e os que a conduziam eram

forçados a buscar outra classe, a qual estava ansiosa da verdade. Em nossos dias, poucos dos professos seguidores da Reforma são atuados pelo espírito da mesma. Poucos estão à escuta da voz de Deus, e prontos a aceitar a verdade, seja qual for a maneira por que se apresente. Muitas vezes os que seguem os passos dos reformadores são forçados a retirar-se da igreja que amam, a fim de declarar o positivo ensino da Palavra de Deus. E muitas vezes os que estão à procura da luz são, pelos mesmos ensinos, obrigados a deixar a igreja de seus pais, a fim de prestar obediência.

O povo da Galiléia era desprezado pelos rabis de Jerusalém como rústico e ignorante; apresentava, todavia, campo mais favorável à obra do Salvador. Eram mais fervorosos e sinceros; estavam menos sob a influência da hipocrisia; tinham mais aberto o espírito à recepção da verdade. Indo para a Galiléia, não estava Jesus procurando exclusão ou isolamento. A província era a esse tempo habitada por numerosa população, com muito maior mistura de gente de outras nações do que se encontrava na Judéia.

Ao viajar Jesus pela Galiléia ensinando e curando, multidões a Ele se juntavam das cidades e vilas. Muitas vezes Se via obrigado a ocultar-Se do povo. O entusiasmo subia a tal ponto, que se tornavam necessárias precauções, não fossem despertados os receios das autoridades romanas quanto a qualquer insurreição. Nunca antes houvera um período assim para o mundo. O Céu baixara aos homens. Almas famintas e sedentas que haviam longamente esperado a redenção de Israel, deleitavam-se agora na graça de um misericordioso Salvador.

A nota predominante da pregação de Cristo, era: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo. Arrependei-vos, e crede no evangelho”. Marcos 1:15. Assim a mensagem evangélica, segundo era anunciada pelo próprio Salvador, baseava-se nas profecias. O “tempo” que declarava estar cumprido, era o período de que o anjo Gabriel falara a Daniel. “Setenta semanas”, dissera o anjo, “estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos”. Daniel 9:24. Um dia, profeticamente, representa um ano. Números 14:34; Ezequiel 4:6. As setenta semanas, ou quatrocentos e noventa dias, representam quatrocentos e noventa anos. É dado um ponto de partida para esse período: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas” (Daniel 9:25), sessenta e nove semanas, ou quatrocentos e oitenta e três anos. A ordem para restaurar e edificar Jerusalém, confirmada pelo decreto de Artaxerxes Longímano (Esdras 6:14; 7:1), entrou em vigor no outono de 457 a.C. Daí, quatrocentos e oitenta e três anos estendem-se ao outono de 27 d.C. Segundo predição dos profetas, esse período devia chegar ao Messias, o Ungido. No ano 27, Jesus recebeu, em Seu batismo, a unção

O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White

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