Cristo O Caminho
Plano Encontro 1 Dia 351
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Leitura do livro
O Desejado de Todas as Nações, página 564
Com provas tiradas da profecia, deu Cristo aos discípulos uma idéia correta do que Ele devia ser na humanidade. A expectativa deles, de um Messias que devia tomar Seu trono e o régio poder segundo os desejos dos homens, os desorientara. Isso interferia com a devida apreensão de Sua descida da mais elevada à mais baixa posição que se podia ocupar. Cristo desejava que as idéias de Seus discípulos fossem puras e verdadeiras em todos os sentidos. Deviam compreender, tanto quanto possível, o que se relacionava com o cálice de sofrimento que Lhe fora aquinhoado. Mostrou-lhes que o tremendo conflito que ainda não podiam compreender, era o cumprimento do concerto feito antes de serem postos os fundamentos do mundo. Cristo devia morrer, como deve morrer todo transgressor da lei, se continuar em pecado. Tudo isso devia ocorrer, mas não devia terminar em derrota, e sim numa gloriosa e eterna vitória. Jesus lhes disse que cumpria fazer todo esforço para salvar o mundo do pecado. Seus seguidores deviam viver como Ele viveu, e trabalhar como Ele trabalhou, com intenso, perseverante esforço.
Assim discursou Jesus para os discípulos, abrindo-lhes a mente para compreenderem as Escrituras. Os discípulos estavam fatigados, mas a conversação não esmoreceu. Palavras de vida e segurança caíam dos lábios do Salvador. Mas ainda os olhos deles estavam fechados. Ao falar-lhes da ruína de Jerusalém, olharam com lágrimas para a condenada cidade. Mal suspeitavam ainda, no entanto, quem era seu companheiro de viagem. Não pensavam que o objeto de sua conversação ia ali caminhando ao lado deles; pois Cristo Se referia como se fosse outra pessoa. Pensavam que era um dos que tinham ido assistir à grande festa, e regressava agora para casa. Jesus andava tão cautelosamente como eles sobre as rudes pedras, parando de quando em quando com eles para descansar um pouco. Assim prosseguiam pela montanhosa estrada, ao passo que Aquele que em breve tomaria Seu lugar à direita de Deus, e que podia dizer: “É-Me dado todo o poder no Céu e na Terra” (Mateus 28:18), caminhava ao seu lado.
Enquanto andavam, o Sol baixara e, antes de os viajantes chegarem a seu destino, já os trabalhadores nos campos haviam deixado o labor. Quando os discípulos estavam para entrar em casa, o Estranho pareceu como se fosse continuar a viagem. Mas os discípulos sentiram-se atraídos para Ele. Desejavam ouvi-Lo mais. “Fica conosco”, disseram. Ele não parecia disposto a aceitar-lhes o convite, mas insistiram, dizendo: “Já é tarde, e já declinou o dia.” Cristo concordou com esse rogo, e “entrou para ficar com eles”. Lucas 24:29.
Houvessem os discípulos deixado de insistir no convite, e não teriam ficado sabendo que seu Companheiro de viagem era o Senhor ressuscitado. Cristo nunca força a Sua companhia junto de ninguém. Interessa-Se pelos que dEle necessitam. Com prazer penetra no mais modesto lar, e anima o mais humilde coração. Mas se os homens são demasiado
O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White