Cristo O Caminho

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Leitura bíblica

Marcos 10:1-12

Marcos 10:1-12

1 Levantando-se Jesus, foi dali para o território da Judeia, além do Jordão. E outra vez as multidões se reuniram junto a ele, e, de novo, ele as ensinava, segundo o seu costume. 2 E, aproximando-se alguns fariseus, o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? 3 Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? 4 Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar. 5 Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração, ele vos deixou escrito esse mandamento; 6 porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. 7 Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher], 8 e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. 9 Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem. 10 Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto. 11 E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra comete adultério contra aquela. 12 E, se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.

Versão Almeida Revista e Atualizada

Leitura do livro

O Desejado de Todas as Nações, página 342

Capítulo 53 — A última jornada da Galiléia

Este capítulo é baseado em Lucas 9:51-56; 10:1-24.

À medida que se aproximava o termo do ministério de Cristo, operava-se uma mudança em Sua maneira de trabalhar. Até então procurava evitar agitação e publicidade. Recusara as homenagens do povo, e passara rapidamente de um lugar a outro, quando o entusiasmo popular em seu favor parecia exceder os limites do domínio. Repetidamente recomendara que ninguém declarasse ser Ele o Cristo.

Ao tempo da festa dos tabernáculos, Sua viagem para Jerusalém fora feita com rapidez e sigilo. Quando solicitado por Seus irmãos a Se apresentar publicamente como o Messias, respondera: “Ainda não é chegado o Meu tempo”. João 7:6. Fez o caminho para Jerusalém sem ser observado, e na cidade penetrou sem Se anunciar, não recebendo honras da multidão. Assim não se deu, porém, quando de Sua última viagem. Em razão da malícia dos sacerdotes e rabinos, deixara Jerusalém por algum tempo. Mas agora Se dispôs a voltar, jornadeando publicamente, numa viagem cheia de rodeios, e precedida de anúncios de Sua aproximação como nunca antes fizera. Ia avançando para a cena de Seu grande sacrifício, e para este devia ser dirigida a atenção do povo.

“Como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado”. João 3:14. Como os olhos de todo Israel foram dirigidos à serpente erguida, o símbolo designado para cura deles, assim devem todos os olhares serem atraídos a Cristo, o sacrifício que trouxe salvação ao mundo perdido.

Fora o falso conceito da obra do Messias e a falta de fé no divino caráter de Jesus, que levaram Seus irmãos a solicitar que Se apresentasse publicamente ao povo na festa dos tabernáculos. Agora, em idêntico espírito, os discípulos quiseram impedir que Ele fizesse essa viagem a Jerusalém. Lembravam-se de Suas palavras quanto ao que Lhe sobreviria ali, conheciam a mortal hostilidade dos guias religiosos e de bom grado haveriam dissuadido seu Mestre de ir lá.

Dolorosa coisa era para o coração de Jesus, avançar em Seu caminho a despeito dos temores, decepções e incredulidade dos amados discípulos. Duro era conduzi-los à angústia e desespero que os aguardavam em Jerusalém. E Satanás estava a postos para forçar suas tentações sobre o

O Desejado de Todas as Nações · Ellen G. White

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