Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 95
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 104-105
Foi menos de três anos mais tarde que o rei Acabe encontrou a morte às mãos dos sírios. Acazias, seu sucessor, “fez o que era mau aos olhos do Senhor; porque andou no caminho de seu pai, como também no caminho de sua mãe, e no caminho de Jeroboão”. “E serviu a Baal, e se inclinou diante dele, e indignou ao Senhor Deus de Israel” (1 Reis 22:52, 53), como seu pai Acabe tinha feito. Mas os juízos seguiram de perto os pecados do rebelde rei. Uma guerra desastrosa com Moabe, e a seguir um acidente em que sua própria vida foi ameaçada, atestaram da ira de Deus contra ele.
Havendo caído “pelas grades de um quarto alto”, Acazias, seriamente ferido, e temeroso de um possível desenlace, enviou alguns de seus servos para inquirirem de Baal-Zebube, deus de Ecrom, se se restabeleceria ou não. Supunha-se que o deus de Ecrom dava informações, através de um médium dentre seus sacerdotes, sobre futuros eventos. Grande número de pessoas ia inquiri-lo sobre isto; mas as predições ali formuladas, e as informações dadas, procediam do príncipe das trevas.
Os servos de Acazias encontraram-se com um homem de Deus, que fê-los retornar ao rei com a mensagem: “Porventura não há Deus em Israel, para irdes consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? E por isso assim diz o Senhor: Da cama, a que subiste, não descerás, mas sem falta morrerás”. Havendo dado a sua mensagem, o profeta partiu.
Os admirados servos voltaram depressa ao rei, e repetiram-lhe as palavras do homem de Deus. O rei inquiriu: “Qual era o traje do homem que vos veio ao encontro e vos falou estas palavras?” Eles responderam: “Era um homem vestido de pêlos, e com os lombos cingidos dum cinto de couro”. “É Elias, o tesbita” (2 Reis 1:2-8), exclamou Acazias. Ele sabia que se o desconhecido a quem seus mensageiros tinham encontrado, fosse de fato Elias, as palavras de condenação pronunciadas seguramente se cumpririam. Ansioso por impedir, se possível, o ameaçado juízo, ele determinou mandar vir o profeta.
Duas vezes Acazias enviou uma companhia de soldados para intimidar o profeta, e duas vezes a ira de Deus caiu sobre eles em juízo. A terceira companhia de soldados humilhou-se perante Deus; e seu capitão, ao aproximar-se do mensageiro do Senhor, “pôs-se de joelhos diante de Elias, e suplicou-lhe, e disse-lhe: homem de Deus, seja, peço-te, preciosa aos teus olhos a minha vida, e a vida destes cinqüenta teus servos”.
“Então o anjo do Senhor disse a Elias: Desce com este; não temas. E levantou-se, e desceu com ele ao rei. E disse-lhe: Assim diz o Senhor: Porque enviaste mensageiros a consultar a Baal-Zebube, deus de Ecrom? Porventura é por que não há Deus em Israel, para consultar a Sua palavra? Portanto desta cama, a que subiste, não descerás, mas certamente morrerás”. 1 Reis 1:13-16.
Durante o reinado de seu pai, Acazias tinha testemunhado as maravilhosas obras do Altíssimo. Ele vira as terríveis evidências que Deus havia
dado ao apostatado Israel, da maneira como Ele trata os que põem de lado obrigatórios reclamos de Sua lei. Acazias tinha agido como se essas terríveis realidades fossem apenas tolas histórias. Em vez de humilhar seu coração perante o Senhor, ele havia seguido após Baal, e afinal tinha arriscado sobre isto seu mais ousado ato de impiedade. Rebelde e não disposto a arrepender-se, Acazias morreu “conforme a palavra do Senhor, que Elias falara”. 2 Reis 1:17.
A história do pecado do rei Acazias e sua punição traz em si uma advertência que ninguém pode subestimar impunemente. Homens de hoje podem não prestar homenagem a deuses pagãos, contudo milhares estão adorando no altar de Satanás tão verdadeiramente como o fizera o rei de Israel. O espírito de idolatria predomina no mundo hoje, embora, sob a influência de ciência e educação, tenha assumido formas mais refinadas e atrativas que nos dias em que Acazias procurou o deus de Ecrom. Cada dia acrescenta suas lastimáveis evidências de que a fé na segura Palavra da Profecia está em declínio, e que em seu lugar superstições e satânicos enganos estão cativando a mente de muitos.
Hoje os mistérios do culto pagão são substituídos pelas sessões e associações secretas, ocultismo e maravilhas dos médiuns espíritas. As revelações desses médiuns são avidamente recebidas por milhares que se recusam a aceitar a luz através da Palavra de Deus ou de Seu Espírito. Crentes no espiritismo podem falar com desdém dos mágicos do passado, mas o grande enganador ri triunfante ao se renderem eles a suas artes sob uma forma diferente.
Há muitos que recuam horrorizados ante o pensamento de consultar médiuns espíritas, mas são atraídos por formas mais agradáveis de espiritismo. Outros são levados ao extravio pelos ensinamentos da Ciência Cristã, e pelo misticismo da teosofia e outras religiões orientais.
Os apóstolos de quase todas as formas de espiritismo sustentam possuir poder para curar. Eles atribuem este poder à eletricidade, ao magnetismo, aos assim chamados “remédios de simpatia”, ou a forças latentes contidas na mente do homem. E não são poucos, mesmo neste século cristão, os que vão a esses curandeiros, em vez de confiar no poder do Deus vivo e na habilidade de médicos bem qualificados. A mãe, vigiando junto ao leito de seu filhinho enfermo, exclama: “Nada mais posso fazer. Não há médico que tenha poder para restaurar meu filho?” Falam-lhe das maravilhosas curas realizadas por algum curandeiro clarividente ou magnetizador, e ela lhe confia seu ente querido, colocando-o nas mãos de Satanás tão verdadeiramente como se ele estivesse ao seu lado. Em muitos casos a vida futura da criança é controlada por um poder satânico que parece impossível quebrar.
Deus tinha motivos para desgostar-Se ante a impiedade de Acazias. Que não havia Ele feito para conquistar o coração do povo de Israel e
Profetas e Reis · Ellen G. White