Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 78
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 84-85
A apostasia predominante hoje é similar à que predominou em Israel nos dias do profeta. Na exaltação do humano sobre o divino, no louvor aos líderes populares, no culto a Mamom, e na exaltação dos ensinos da ciência sobre as verdades da Revelação, multidões hoje estão seguindo a Baal. Dúvida e incredulidade estão exercendo sua má influência sobre a mente e o coração, e muitos estão substituindo pelas teorias dos homens a Palavra de Deus. Publicamente se ensina que temos chegado a um tempo em que a razão humana deve ser exaltada sobre os ensinos da Palavra. A lei de Deus, a divina norma do direito, é declarada ser de nenhum efeito. O inimigo de toda a verdade está operando com enganoso poder para levar homens e mulheres a colocar instituições humanas onde Deus deve estar, e a esquecer aquilo que fora ordenado para a felicidade e salvação da humanidade.
Contudo, esta apostasia, apesar do vulto que tem assumido, não é universal. Nem todos no mundo são licenciosos e corruptos; nem todos tomaram posição com o inimigo. Deus tem muitos milhares cujos joelhos não se dobraram a Baal, muitos tardos em compreender mais plenamente o que se refere a Cristo e à lei, muitos que estão esperando, malgrado as perspectivas, que Jesus venha logo para pôr fim ao reinado do pecado e da morte. E há muitos que têm estado adorando a Baal ignorantemente, mas com quem o Espírito de Deus está ainda lutando.
Esses necessitam o auxílio pessoal dos que têm aprendido a conhecer a Deus e o poder de Sua Palavra. Em tal tempo como este, cada filho de Deus deve estar ativamente empenhado em ajudar a outros. Quando os que têm compreensão da verdade bíblica procuram buscar a homens e mulheres que estão ansiando por luz, anjos de Deus os assistem. E onde vão os anjos, ninguém precisa temer ir avante. Como resultado dos fiéis esforços de obreiros consagrados, muitos tornarão da idolatria para o culto do Deus vivo. Muitos cessarão de prestar homenagem a instituições de feitura humana, e se colocarão destemidamente ao lado de Deus e Sua lei.
Muita coisa está na dependência da incessante atividade dos que são verdadeiros e leais; e por essa razão Satanás põe todo o esforço possível no sentido de impedir o divino propósito a ser levado a efeito por meio do obediente. Ele leva alguns a perderem de vista sua alta e santa missão, e a se tornarem satisfeitos com os prazeres desta vida. Encaminha-os para o comodismo, ou, com o propósito de encontrar maiores vantagens terrenas, a se mudarem dos lugares onde poderiam ser uma força para o bem. Outros ele leva a, desanimados, fugirem do dever, em face de oposição ou perseguição. Mas todos estes são considerados pelo Céu com a mais terna piedade. A cada filho de Deus, cuja voz Satanás tenha conseguido silenciar, é dirigida a pergunta: “Que fazes aqui?” 1 Reis 19:9. Comissionei-te para que fosses a todo o mundo e pregasses o evangelho, a fim de que o povo fosse preparado para o dia de Deus. Por que estás aqui? Quem te mandou?
A alegria que estava diante de Cristo, a satisfação que O sustentou através de sacrifícios e sofrimento, foi o de ver pecadores salvos. Este deve ser o regozijo de cada seguidor Seu, o estímulo a sua ambição. Os que sentirem, mesmo em grau limitado, o que a redenção significa para si e para o próximo, compreenderão em alguma medida as amplas necessidades da humanidade. Seus corações serão movidos à compaixão ao verem a carência espiritual e moral de milhares que estão sob a sombra de terrível maldição, em comparação com o que o sofrimento físico é tido na conta de nada.
Tanto a famílias como a indivíduos é feita a pergunta: “Que fazes aqui?” 1 Reis 19:9. Em muitas igrejas há famílias bem instruídas nas verdades da Palavra de Deus que poderiam ampliar a sua esfera de influência mudando-se para lugares necessitados da ministração que elas estão aptas a prover. Deus chama famílias cristãs para que vão aos lugares escuros da Terra, e trabalhem sábia e perseverantemente pelos que estão envolvidos em sombras espirituais. A resposta a este chamado requer espírito de abnegação. Enquanto muitos estão esperando que cada obstáculo seja removido, almas estão morrendo, sem esperança e sem Deus. Por amor a vantagens seculares, a aquisição de conhecimentos científicos, os homens estão prontos a se aventurar nas regiões pestilentas, e a enfrentar dificuldades e privações. Onde estão os que se disponham a fazer tanto pelo amor de falar a outros do Salvador?
Se, sob circunstâncias difíceis, homens de poder espiritual, sob excessiva pressão tornam-se desanimados e desalentados; se às vezes nada vêem de apreciável na vida, para que desejem viver, isto não é nada estranho ou novo. Lembrem-se tais pessoas que um dos mais fortes profetas fugiu para salvar a vida ante a ira de uma mulher enfurecida. Fugitivo e fatigado pela viagem, o espírito torturado por amargo desapontamento, ele pediu a morte. Mas foi quando a esperança se desvanecia, e o trabalho de sua vida parecia ameaçado pela derrota, que ele aprendeu uma das mais preciosas lições de sua vida. Na hora de sua maior fraqueza ele aprendeu a necessidade e a possibilidade de confiar em Deus sob circunstâncias as mais desalentadoras.
Aqueles que, enquanto despendem as energias da vida em trabalho abnegado, são tentados a dar lugar à desconfiança e ao desânimo, podem encontrar coragem na experiência de Elias. O vigilante cuidado de Deus, Seu amor, Seu poder, são especialmente manifestados em benefício de Seus servos cujo zelo é mal apreciado ou não bem entendido, cujos conselhos e reprovações são menosprezados, e cujos esforços no sentido de uma reforma são recompensados com ódio e oposição.
É em tempos de maior fraqueza que Satanás assalta a alma com as mais ferozes tentações. Foi assim que ele esperou prevalecer sobre o Filho de Deus; pois por esse processo tinha ganho muitas vitórias sobre o homem.
Profetas e Reis · Ellen G. White