Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 71
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Leitura bíblica
Jó 37-42
Jó 37
1 Sobre isto treme também o meu coração e salta do seu lugar. 2 Dai ouvidos ao trovão de Deus, estrondo que sai da sua boca; 3 ele o solta por debaixo de todos os céus, e o seu relâmpago, até aos confins da terra. 4 Depois deste, ruge a sua voz, troveja com o estrondo da sua majestade, e já ele não retém o relâmpago quando lhe ouvem a voz. 5 Com a sua voz troveja Deus maravilhosamente; faz grandes coisas, que nós não compreendemos. 6 Porque ele diz à neve: Cai sobre a terra; e à chuva e ao aguaceiro: Sede fortes. 7 Assim, torna ele inativas as mãos de todos os homens, para que reconheçam as obras dele. 8 E as alimárias entram nos seus esconderijos e ficam nas suas cavernas. 9 De suas recâmaras sai o pé de vento, e, dos ventos do norte, o frio. 10 Pelo sopro de Deus se dá a geada, e as largas águas se congelam. 11 Também de umidade carrega as densas nuvens, nuvens que espargem os relâmpagos. 12 Então, elas, segundo o rumo que ele dá, se espalham para uma e outra direção, para fazerem tudo o que lhes ordena sobre a redondeza da terra. 13 E tudo isso faz ele vir para disciplina, se convém à terra, ou para exercer a sua misericórdia. 14 Inclina, Jó, os ouvidos a isto, para e considera as maravilhas de Deus. 15 Porventura, sabes tu como Deus as opera e como faz resplandecer o relâmpago da sua nuvem? 16 Tens tu notícia do equilíbrio das nuvens e das maravilhas daquele que é perfeito em conhecimento? 17 Que faz aquecer as tuas vestes, quando há calma sobre a terra por causa do vento sul? 18 Ou estendeste com ele o firmamento, que é sólido como espelho fundido? 19 Ensina-nos o que lhe diremos; porque nós, envoltos em trevas, nada lhe podemos expor. 20 Contar-lhe-ia alguém o que tenho dito? Seria isso desejar o homem ser devorado. 21 Eis que o homem não pode olhar para o sol, que brilha no céu, uma vez passado o vento que o deixa limpo. 22 Do norte vem o áureo esplendor, pois Deus está cercado de tremenda majestade. 23 Ao Todo-Poderoso, não o podemos alcançar; ele é grande em poder, porém não perverte o juízo e a plenitude da justiça. 24 Por isso, os homens o temem; ele não olha para os que se julgam sábios.
Jó 38
1 Depois disto, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó: 2 Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? 3 Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber. 4 Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra? Dize-mo, se tens entendimento. 5 Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? 6 Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra angular, 7 quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus? 8 Ou quem encerrou o mar com portas, quando irrompeu da madre; 9 quando eu lhe pus as nuvens por vestidura e a escuridão por fraldas? 10 Quando eu lhe tracei limites, e lhe pus ferrolhos e portas, 11 e disse: até aqui virás e não mais adiante, e aqui se quebrará o orgulho das tuas ondas? 12 Acaso, desde que começaram os teus dias, deste ordem à madrugada ou fizeste a alva saber o seu lugar, 13 para que se apegasse às orlas da terra, e desta fossem os perversos sacudidos? 14 A terra se modela como o barro debaixo do selo, e tudo se apresenta como vestidos; 15 dos perversos se desvia a sua luz, e o braço levantado para ferir se quebranta. 16 Acaso, entraste nos mananciais do mar ou percorreste o mais profundo do abismo? 17 Porventura, te foram reveladas as portas da morte ou viste essas portas da região tenebrosa? 18 Tens ideia nítida da largura da terra? Dize-mo, se o sabes. 19 Onde está o caminho para a morada da luz? E, quanto às trevas, onde é o seu lugar, 20 para que as conduzas aos seus limites e discirnas as veredas para a sua casa? 21 Tu o sabes, porque nesse tempo eras nascido e porque é grande o número dos teus dias! 22 Acaso, entraste nos depósitos da neve e viste os tesouros da saraiva, 23 que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra? 24 Onde está o caminho para onde se difunde a luz e se espalha o vento oriental sobre a terra? 25 Quem abriu regos para o aguaceiro ou caminho para os relâmpagos dos trovões; 26 para que se faça chover sobre a terra, onde não há ninguém, e no ermo, em que não há gente; 27 para dessedentar a terra deserta e assolada e para fazer crescer os renovos da erva? 28 Acaso, a chuva tem pai? Ou quem gera as gotas do orvalho? 29 De que ventre procede o gelo? E quem dá à luz a geada do céu? 30 As águas ficam duras como a pedra, e a superfície das profundezas se torna compacta. 31 Ou poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion? 32 Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar a Ursa com seus filhos? 33 Sabes tu as ordenanças dos céus, podes estabelecer a sua influência sobre a terra? 34 Podes levantar a tua voz até às nuvens, para que a abundância das águas te cubra? 35 Ou ordenarás aos relâmpagos que saiam e te digam: Eis-nos aqui? 36 Quem pôs sabedoria nas camadas de nuvens? Ou quem deu entendimento ao meteoro? 37 Quem pode numerar com sabedoria as nuvens? Ou os odres dos céus, quem os pode despejar, 38 para que o pó se transforme em massa sólida, e os torrões se apeguem uns aos outros? 39 Caçarás, porventura, a presa para a leoa? Ou saciarás a fome dos leõezinhos, 40 quando se agacham nos covis e estão à espreita nas covas? 41 Quem prepara aos corvos o seu alimento, quando os seus pintainhos gritam a Deus e andam vagueando, por não terem que comer?
Jó 39
1 Sabes tu o tempo em que as cabras monteses têm os filhos ou cuidaste das corças quando dão suas crias? 2 Podes contar os meses que cumprem? Ou sabes o tempo do seu parto? 3 Elas encurvam-se, para terem seus filhos, e lançam de si as suas dores. 4 Seus filhos se tornam robustos, crescem no campo aberto, saem e nunca mais tornam para elas. 5 Quem despediu livre o jumento selvagem, e quem soltou as prisões ao asno veloz, 6 ao qual dei o ermo por casa e a terra salgada por moradas? 7 Ri-se do tumulto da cidade, não ouve os muitos gritos do arrieiro. 8 Os montes são o lugar do seu pasto, e anda à procura de tudo o que está verde. 9 Acaso, quer o boi selvagem servir-te? Ou passará ele a noite junto da tua manjedoura? 10 Porventura, podes prendê-lo ao sulco com cordas? Ou gradará ele os vales após ti? 11 Confiarás nele, por ser grande a sua força, ou deixarás a seu cuidado o teu trabalho? 12 Fiarás dele que te traga para a casa o que semeaste e o recolha na tua eira? 13 O avestruz bate alegre as asas; acaso, porém, tem asas e penas de bondade? 14 Ele deixa os seus ovos na terra, e os aquenta no pó, 15 e se esquece de que algum pé os pode esmagar ou de que podem pisá-los os animais do campo. 16 Trata com dureza os seus filhos, como se não fossem seus; embora seja em vão o seu trabalho, ele está tranquilo, 17 porque Deus lhe negou sabedoria e não lhe deu entendimento; 18 mas, quando de um salto se levanta para correr, ri-se do cavalo e do cavaleiro. 19 Ou dás tu força ao cavalo ou revestirás o seu pescoço de crinas? 20 Acaso, o fazes pular como ao gafanhoto? Terrível é o fogoso respirar das suas ventas. 21 Escarva no vale, folga na sua força e sai ao encontro dos armados. 22 Ri-se do temor e não se espanta; e não torna atrás por causa da espada. 23 Sobre ele chocalha a aljava, flameja a lança e o dardo. 24 De fúria e ira devora o caminho e não se contém ao som da trombeta. 25 Em cada sonido da trombeta, ele diz: Avante! Cheira de longe a batalha, o trovão dos príncipes e o alarido. 26 Ou é pela tua inteligência que voa o falcão, estendendo as asas para o Sul? 27 Ou é pelo teu mandado que se remonta a águia e faz alto o seu ninho? 28 Habita no penhasco onde faz a sua morada, sobre o cimo do penhasco, em lugar seguro. 29 Dali, descobre a presa; seus olhos a avistam de longe. 30 Seus filhos chupam sangue; onde há mortos, ela aí está.
Jó 40
1 Disse mais o SENHOR a Jó: 2 Acaso, quem usa de censuras contenderá com o Todo-Poderoso? Quem assim argui a Deus que responda. 3 Então, Jó respondeu ao SENHOR e disse: 4 Sou indigno; que te responderia eu? Ponho a mão na minha boca. 5 Uma vez falei e não replicarei, aliás, duas vezes, porém não prosseguirei. 6 Então, o SENHOR, do meio de um redemoinho, respondeu a Jó: 7 Cinge agora os lombos como homem; eu te perguntarei, e tu me responderás. 8 Acaso, anularás tu, de fato, o meu juízo? Ou me condenarás, para te justificares? 9 Ou tens braço como Deus ou podes trovejar com a voz como ele o faz? 10 Orna-te, pois, de excelência e grandeza, veste-te de majestade e de glória. 11 Derrama as torrentes da tua ira e atenta para todo soberbo e abate-o. 12 Olha para todo soberbo e humilha-o, calca aos pés os perversos no seu lugar. 13 Cobre-os juntamente no pó, encerra-lhes o rosto no sepulcro. 14 Então, também eu confessarei a teu respeito que a tua mão direita te dá vitória. 15 Contempla agora o hipopótamo, que eu criei contigo, que come a erva como o boi. 16 Sua força está nos seus lombos, e o seu poder, nos músculos do seu ventre. 17 Endurece a sua cauda como cedro; os tendões das suas coxas estão entretecidos. 18 Os seus ossos são como tubos de bronze, o seu arcabouço, como barras de ferro. 19 Ele é obra-prima dos feitos de Deus; quem o fez o proveu de espada. 20 Em verdade, os montes lhe produzem pasto, onde todos os animais do campo folgam. 21 Deita-se debaixo dos lotos, no esconderijo dos canaviais e da lama. 22 Os lotos o cobrem com sua sombra; os salgueiros do ribeiro o cercam. 23 Se um rio transborda, ele não se apressa; fica tranquilo ainda que o Jordão se levante até à sua boca. 24 Acaso, pode alguém apanhá-lo quando ele está olhando? Ou lhe meter um laço pelo nariz?
Jó 41
1 Podes tu, com anzol, apanhar o crocodilo ou lhe travar a língua com uma corda? 2 Podes meter-lhe no nariz uma vara de junco? Ou furar-lhe as bochechas com um gancho? 3 Acaso, te fará muitas súplicas? Ou te falará palavras brandas? 4 Fará ele acordo contigo? Ou tomá-lo-ás por servo para sempre? 5 Brincarás com ele, como se fora um passarinho? Ou tê-lo-ás preso à correia para as tuas meninas? 6 Acaso, os teus sócios negociam com ele? Ou o repartirão entre os mercadores? 7 Encher-lhe-ás a pele de arpões? Ou a cabeça, de farpas? 8 Põe a mão sobre ele, lembra-te da peleja e nunca mais o intentarás. 9 Eis que a gente se engana em sua esperança; acaso, não será o homem derribado só em vê-lo? 10 Ninguém há tão ousado, que se atreva a despertá-lo. Quem é, pois, aquele que pode erguer-se diante de mim? 11 Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois o que está debaixo de todos os céus é meu. 12 Não me calarei a respeito dos seus membros, nem da sua grande força, nem da graça da sua compostura. 13 Quem lhe abrirá as vestes do seu dorso? Ou lhe penetrará a couraça dobrada? 14 Quem abriria as portas do seu rosto? Pois em roda dos seus dentes está o terror. 15 As fileiras de suas escamas são o seu orgulho, cada uma bem-encostada como por um selo que as ajusta. 16 A tal ponto uma se chega à outra, que entre elas não entra nem o ar. 17 Umas às outras se ligam, aderem entre si e não se podem separar. 18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer luz, e os seus olhos são como as pestanas da alva. 19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. 20 Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente ou de juncos que ardem. 21 O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai chama. 22 No seu pescoço reside a força; e diante dele salta o desespero. 23 Suas partes carnudas são bem-pegadas entre si; todas fundidas nele e imóveis. 24 O seu coração é firme como uma pedra, firme como a mó de baixo. 25 Levantando-se ele, tremem os valentes; quando irrompe, ficam como que fora de si. 26 Se o golpe de espada o alcança, de nada vale, nem de lança, de dardo ou de flecha. 27 Para ele, o ferro é palha, e o cobre, pau podre. 28 A seta o não faz fugir; as pedras das fundas se lhe tornam em restolho. 29 Os porretes atirados são para ele como palha, e ri-se do brandir da lança. 30 Debaixo do ventre, há escamas pontiagudas; arrasta-se sobre a lama, como um instrumento de debulhar. 31 As profundezas faz ferver, como uma panela; torna o mar como caldeira de unguento. 32 Após si, deixa um sulco luminoso; o abismo parece ter-se encanecido. 33 Na terra, não tem ele igual, pois foi feito para nunca ter medo. 34 Ele olha com desprezo tudo o que é alto; é rei sobre todos os animais orgulhosos.
Jó 42
1 Então, respondeu Jó ao SENHOR: 2 Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado. 3 Quem é aquele, como disseste, que sem conhecimento encobre o conselho? Na verdade, falei do que não entendia; coisas maravilhosas demais para mim, coisas que eu não conhecia. 4 Escuta-me, pois, havias dito, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. 5 Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te veem. 6 Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza. 7 Tendo o SENHOR falado estas palavras a Jó, o SENHOR disse também a Elifaz, o temanita: A minha ira se acendeu contra ti e contra os teus dois amigos; porque não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó. 8 Tomai, pois, sete novilhos e sete carneiros, e ide ao meu servo Jó, e oferecei holocaustos por vós. O meu servo Jó orará por vós; porque dele aceitarei a intercessão, para que eu não vos trate segundo a vossa loucura; porque vós não dissestes de mim o que era reto, como o meu servo Jó. 9 Então, foram Elifaz, o temanita, e Bildade, o suíta, e Zofar, o naamatita, e fizeram como o SENHOR lhes ordenara; e o SENHOR aceitou a oração de Jó. 10 Mudou o SENHOR a sorte de Jó, quando este orava pelos seus amigos; e o SENHOR deu-lhe o dobro de tudo o que antes possuíra. 11 Então, vieram a ele todos os seus irmãos, e todas as suas irmãs, e todos quantos dantes o conheceram, e comeram com ele em sua casa, e se condoeram dele, e o consolaram de todo o mal que o SENHOR lhe havia enviado; cada um lhe deu dinheiro e um anel de ouro. 12 Assim, abençoou o SENHOR o último estado de Jó mais do que o primeiro; porque veio a ter catorze mil ovelhas, seis mil camelos, mil juntas de bois e mil jumentas. 13 Também teve outros sete filhos e três filhas. 14 Chamou o nome da primeira Jemima, o da outra, Quezia, e o da terceira, Quéren-Hapuque. 15 Em toda aquela terra não se acharam mulheres tão formosas como as filhas de Jó; e seu pai lhes deu herança entre seus irmãos. 16 Depois disto, viveu Jó cento e quarenta anos; e viu a seus filhos e aos filhos de seus filhos, até à quarta geração. 17 Então, morreu Jó, velho e farto de dias.
Versão Almeida Revista e Atualizada