Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 56
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 63-64
liberalidade. Agora, indiferente aos sofrimentos que poderiam resultar a ela e seu filho, e confiando no Deus de Israel para suprir cada uma de suas necessidades, ela enfrentou esta suprema prova de hospitalidade, fazendo “conforme a palavra de Elias”. 1 Reis 17:15.
Maravilhosa foi a hospitalidade mostrada ao profeta de Deus por esta mulher fenícia, e maravilhosamente foram sua fé e generosidade recompensadas. “E assim comeu ela, e ele, e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha se não acabou, e da botija o azeite não faltou, conforme a palavra do Senhor, que falara pelo ministério de Elias”. 1 Reis 17:15, 16.
“E, depois destas coisas, sucedeu que adoeceu o filho desta mulher, da dona da casa; e a sua doença se agravou muito, até que nele nenhum fôlego ficou. Então, disse ela a Elias: Que fiz eu, ó homem de Deus? Vieste a mim para trazeres à memória a minha iniqüidade e matares o meu filho?
“Ele lhe disse: Dá-me o teu filho; tomou-o dos braços dela, e o levou para cima, ao quarto, onde ele mesmo se hospedava, e o deitou em sua cama. E, estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor [...] O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.
“Elias tomou o menino, e o trouxe do quarto à casa, e o deu a sua mãe, e lhe disse: Vê, teu filho vive. Então a mulher disse a Elias: Nisto conheço agora que tu és homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade”. 1 Reis 17:17-19, 21-24.
A viúva de Sarepta repartiu seu bocado com Elias; e em retribuição, sua vida e a de seu filho foram preservadas. E a todos os que, em tempo de prova e carência, dão simpatia e assistência a outros mais necessitados, Deus prometeu grande bênção. Ele não mudou. Seu poder não é menor agora do que nos dias de Elias. Nem é a promessa menos verdadeira agora do que quando foi dita pelo Salvador: “Quem recebe um profeta, no caráter de profeta, receberá o galardão de profeta”. Mateus 10:41.
“Não negligencieis a hospitalidade, pois alguns, praticando-a, sem o saber acolheram anjos”. Hebreus 13:2. Essas palavras não perderam nenhuma força através do tempo. Nosso Pai celestial ainda continua a pôr no caminho de Seus filhos oportunidades que são bênçãos disfarçadas; e os que aproveitam essas oportunidades encontram grande regozijo. “Se abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita, então, a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia. O Senhor te guiará continuamente, fartará a tua alma até em lugares áridos e fortificará os teus ossos; serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam”. Isaías 58:10, 11.
A Seus fiéis servos hoje Cristo diz: “Quem vos recebe, a Mim Me recebe; e quem Me recebe a Mim, recebe Aquele que Me enviou”. Nenhum ato de bondade manifestado em Seu nome deixará de ser reconhecido e recompensado. E no mesmo terno reconhecimento Cristo inclui o mais
fraco e mais humilde da família de Deus. “E qualquer que tiver dado só que seja um copo d’água fria”, diz Ele, “a um destes pequenos” — os que são como crianças em sua fé e seu conhecimento de Cristo — “em nome de discípulo, em verdade vos digo que de modo algum perderá o seu galardão”. Mateus 10:40, 42.
Através dos longos anos de estiagem e fome, Elias orou fervorosamente para que o coração dos israelitas volvesse da idolatria para a fidelidade a Deus. Com paciência o profeta esperou, enquanto a mão do Senhor caía pesadamente sobre a terra flagelada. Ao ver as provas de sofrimento e privação multiplicarem-se por toda a parte, seu coração se confrangeu de tristeza, e almejou possuir o necessário poder para efetuar uma rápida reforma. Deus mesmo, porém, estava a realizar Seu plano, e tudo que Seu servo podia fazer era continuar orando, com fé, e aguardar a ocasião oportuna para agir decididamente.
A apostasia predominante nos dias de Acabe era o resultado de muitos anos de prática do mal. Passo a passo, ano após ano, Israel estivera-se afastando do caminho reto. Geração após geração havia recusado fazer veredas direitas para seus pés, e afinal a grande maioria do povo tinha-se rendido à direção dos poderes das trevas.
Cerca de um século tinha-se passado desde que, sob o governo do rei Davi, Israel prazerosamente se unira em cânticos de louvor ao Altíssimo, como reconhecimento de sua inteira dependência dEle para bênçãos diárias. Atentai para suas palavras de adoração quando cantaram:
“Ó Deus da nossa salvação; [...]
Tu fazes alegres as saídas da manhã e da tarde.
Tu visitas a Terra e a refrescas;
Tu a enriqueces grandemente com o rio de Deus,
que está cheio de água; Tu lhe dás o trigo,
quando assim a tens preparada;
Tu enches de água os seus sulcos,
regulando a sua altura;
Tu a amoleces com a muita chuva;
Tu abençoas as suas novidades;
Tu coroas o ano da Tua bondade,
e as Tuas veredas destilam gordura;
destilam sobre os pastos do deserto,
e os outeiros cingem-se de alegria.
Os campos cobrem-se de rebanhos,
e os vales vestem-se de trigo;
por isso, eles se regozijam e cantam”.
Israel havia então reconhecido a Deus como Aquele que “lançou os fundamentos da Terra”. Como expressão de sua fé eles cantaram:
“Tu a cobres com o abismo, como com um vestido;
as águas estavam sobre os montes.
À Tua repreensão fugiram,
à voz do Teu trovão se apressaram.
Sobem aos montes, descem aos vales,
até ao lugar que para elas fundaste.
Limites lhes traçastes, que não ultrapassarão,
para que não tornem mais a cobrir a Terra”.
É pela potente força do Ente Infinito que os elementos da natureza na terra e no mar e no céu são mantidos em seus limites. E esses elementos Ele usa para felicidade de Suas criaturas. “Seu bom tesouro” é livremente
Profetas e Reis · Ellen G. White