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Leitura do livro

Profetas e Reis, página 36

O verdadeiro penitente não afasta da lembrança seus pecados passados. Não se mostra alheio aos erros que praticou, tão logo haja alcançado paz. Ele pensa nos que foram levados ao mal por sua conduta, e procura por todas as formas levá-los de volta ao verdadeiro caminho. Quanto mais clara a luz em que entrou, mais forte seu desejo de firmar os pés de outros no caminho reto. Ele não atenua sua perversa conduta, fazendo de seus erros coisa leve, mas levanta o sinal de perigo, para que outros sejam advertidos.

Salomão reconheceu que “o coração dos filhos dos homens está cheio de maldade; que há desvarios no seu coração”. Eclesiastes 9:3. E em outra oportunidade declarou: “Visto como se não executa logo o juízo sobre a má obra, por isso o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto para praticar o mal. Ainda que o pecador faça mal cem vezes, e os dias se lhe prolonguem, eu sei com certeza que bem sucede aos que temem a Deus, aos que temerem diante dEle. Mas ao ímpio não irá bem, e ele não prolongará os seus dias; será como a sombra, visto que ele não teme diante de Deus”. Eclesiastes 8:11-13.

Pelo espírito de inspiração, o rei relatou para as gerações futuras a história de seus anos de dissipação, com suas lições de advertência. E assim, embora a semente que semeou fosse colhida por seu povo em safras de males, não se perdeu inteiramente a obra de sua vida. Com mansidão e humildade, Salomão em seus últimos anos ensinou “sabedoria ao povo, [...] e atentou, e esquadrinhou, e compôs muitos provérbios”. Ele “procurou achar palavras agradáveis; e o escrito é a retidão, palavras de verdade”. “As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos bem fixados pelos mestres das congregações, que nos foram dadas pelo único Pastor. E, demais disto, filho meu, atenta”. Eclesiastes 12:9-12.

“De tudo o que se tem ouvido, o fim é”, escreveu ele, “teme a Deus, e guarda os Seus mandamentos; porque este é o dever de todo o homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até o que está encoberto, quer seja bom quer seja mau”. Eclesiastes 12:13, 14.

Os posteriores escritos de Salomão revelam que ao sentir mais e mais a impiedade de sua conduta, deu especial atenção a advertir a juventude contra o cair em erros que o tinham conduzido a dissipar por nada os mais escolhidos dons dos Céus. Com tristeza e vergonha confessou que no melhor de sua varonilidade, quando devia ter encontrado em Deus seu conforto, seu sustentáculo, sua vida, ele se desviou da luz do Céu e sabedoria de Deus, e pôs a idolatria no lugar da adoração a Jeová. E agora, havendo aprendido por triste experiência a loucura de semelhante vida, seu fervente desejo era salvar outros de sorverem a amarga experiência pela qual havia passado.

Com tocante ênfase ele escreveu a respeito dos privilégios e responsabilidades da juventude no serviço de Deus: “Verdadeiramente suave é

Profetas e Reis · Ellen G. White

Passagem bíblica

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