Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 334
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 367-368
Não mais têm as forças do mal poder para conservar cativa a igreja; pois “caiu, caiu Babilônia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição” (Apocalipse 14:8); e ao Israel espiritual é dada a mensagem: “Sai dela, povo Meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”. Apocalipse 18:4. Assim como os exilados ouviram a mensagem: “Saí do meio de Babilônia” (Jeremias 51:6), e foram restaurados à terra da promessa, assim os que temem a Deus hoje estão aceitando a mensagem para retirar-se da Babilônia espiritual, e logo devem permanecer como troféus da graça divina na Terra renovada, a Canaã celestial.
Nos dias de Malaquias, a pergunta escarnecedora dos impenitentes: “Onde está o Deus do juízo?” recebeu a solene resposta: “De repente virá ao Seu templo o Senhor [...] o Anjo do concerto. [...] Mas quem suportará o dia da Sua vinda? e quem subsistirá quando Ele aparecer? porque Ele será como o fogo do ourives, e como o sabão dos lavandeiros. E assentar-Se-á, afinando e purificando a prata; e purificará os filhos de Levi, e os afinará como ouro e como prata. Então ao Senhor trarão ofertas em justiça. E a oferta de Judá e de Jerusalém será suave ao Senhor, como nos dias antigos, e como nos primeiros anos”. Malaquias 2:17; 3:1-4.
Quando o Messias prometido estava prestes a aparecer, a mensagem do precursor de Cristo foi: Arrependei-vos, publicanos e pecadores; arrependei-vos, fariseus e saduceus; “porque é chegado o reino dos Céus”. Mateus 3:2.
Hoje, no espírito e poder de Elias e de João Batista, mensageiros escolhidos por Deus estão chamando a atenção de um mundo em vias de julgamento para os solenes acontecimentos a terem lugar breve, em conexão com as horas finais de graça e o aparecimento de Cristo Jesus como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Logo cada homem deverá ser julgado segundo as obras feitas no corpo. A hora do juízo de Deus é chegada, e sobre os membros de Sua igreja na Terra repousa a solene responsabilidade de advertir aos que estão mesmo às bordas, por assim dizer, da eterna ruína. A cada ser humano em todo o mundo que estiver disposto a atender, devem-se tornar claros os princípios em jogo na grande controvérsia em curso, princípios dos quais pende o destino de toda a humanidade.
Nestas horas finais de graça para os filhos dos homens, quando a sorte de cada alma deve ser logo decidida para sempre, o Senhor do Céu e da Terra espera que Sua igreja desperte para a ação como nunca dantes. Os que foram feitos livres em Cristo pelo conhecimento da preciosa verdade, são considerados pelo Senhor Jesus como Seus escolhidos, favorecidos sobre todos os outros povos na face da Terra; e Ele está contando certo que eles manifestarão os louvores dAquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. As bênçãos tão liberalmente outorgadas devem ser comunicadas a outros. As boas-novas de salvação devem ir a cada nação, tribo, língua e povo.
Nas visões dos profetas do passado o Senhor da glória foi representado como concedendo luz especial a Sua igreja nos dias de trevas e incredulidade que precederiam Sua segunda vinda. Como Sol da Justiça, Ele devia brilhar sobre Sua igreja, “trazendo salvação debaixo de Suas asas. Malaquias 4:2. E de todo verdadeiro discípulo devia ser difundida influência para a vida, coragem, prestatividade e verdadeira cura.
A vinda de Cristo ocorrerá no mais escuro período da história da Terra. Os dias de Noé e de Ló retratam a condição do mundo imediatamente antes da vinda do Filho do homem. As Escrituras que apontam para este tempo declaram que Satanás operará com todo o poder e “com todo o engano da injustiça”. 2 Tessalonicenses 2:9, 10. Sua operação é claramente revelada pelas trevas em rápido progresso, os inumeráveis erros, heresias e enganos destes últimos dias. Não somente está Satanás levando cativo o mundo, mas seus enganos estão fermentando as professas igrejas de nosso Senhor Jesus Cristo. A grande apostasia redundará em trevas profundas como a meia-noite. Para o povo de Deus será essa uma noite de provação, de lágrimas e de perseguição por amor da verdade. Mas da noite de trevas brilhará a luz de Deus.
Ele faz que das trevas resplandeça a luz. 2 Coríntios 4:6. Quando “a Terra era sem forma e vazia, e havia trevas sobre a face do abismo”, “o Espírito de Deus Se movia sobre a face das águas. E disse Deus: Haja luz. E houve luz”. Gênesis 1:2, 3. Assim na noite de trevas espirituais a Palavra de Deus ordena: “Haja luz.” A Seu povo Ele diz: “Levanta-te, resplandece, porque já vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti”. Isaías 60:1.
“Eis que as trevas cobriram a Terra”, diz a Escritura, “e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor irá surgindo, e a Sua glória Se verá sobre ti”. Isaías 60:2. Cristo, o resplendor da glória do Pai, veio ao mundo como Sua luz. Ele veio para representar Deus ante os homens, e dEle está escrito que foi ungido “com o Espírito Santo e com virtude”, e que “andou fazendo bem”. Atos dos Apóstolos 10:38. Na sinagoga de Nazaré Ele disse: “O espírito do Senhor é sobre Mim, pois que Me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-Me a curar os quebrantados de coração, a apregoar liberdade aos cativos, e dar vista aos cegos; a pôr em liberdade os oprimidos; a anunciar o ano aceitável do Senhor”. Lucas 4:18, 19. Esta foi a obra que Ele comissionou Seus discípulos para que fizessem. “Vós sois a luz do mundo”, Ele disse. “Resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos Céus”. Mateus 5:14, 16.
Esta é a obra que o profeta Isaías descreve quando diz: “Não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desterrados? e, vendo o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne? Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante da tua face, e a glória do Senhor será a tua retaguarda”. Isaías 58:7, 8.
Profetas e Reis · Ellen G. White