Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 330
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 361-362
Capítulo 59 — “A casa de Israel”
Na proclamação das verdades do evangelho eterno a toda nação, tribo, língua e povo, a igreja de Deus na Terra está hoje cumprindo a antiga profecia: “Florescerá e brotará Israel, e encherão de fruto a face do mundo”. Isaías 27:6. Os seguidores de Jesus, em cooperação com inteligências celestiais, estão rapidamente ocupando os lugares solitários da Terra; e como resultado dos seus labores, uma abundante colheita de almas preciosas está em processo. Hoje, como nunca dantes, a disseminação da verdade bíblica por meio de uma igreja consagrada está levando aos filhos dos homens os benefícios prefigurados séculos antes na promessa a Abraão e a Israel — promessa para a igreja de Deus na Terra em cada século: “Abençoar-te-ei [...] e tu serás uma bênção”. Gênesis 12:2.
Essa promessa de bênção devia ter encontrado cumprimento em grande medida durante os séculos seguintes ao retorno dos israelitas das terras do seu cativeiro. Era desígnio de Deus que toda a Terra fosse preparada para o primeiro advento de Cristo, assim como hoje o caminho está sendo preparado para a Sua segunda vinda. Ao final dos anos, de humilhante exílio, Deus graciosamente deu a Seu povo Israel, por intermédio de Zacarias, esta certeza: “Voltarei para Sião, e habitarei no meio de Jerusalém; e Jerusalém chamar-se-á a cidade de verdade, e o monte do Senhor dos Exércitos monte de santidade.” E de Seu povo Ele disse: “Eis que [...] Eu serei o seu Deus em verdade e em justiça”. Zacarias 8:3, 7, 8.
Essas promessas estavam condicionadas à obediência. Os pecados que haviam caracterizado os israelitas anteriormente ao cativeiro, não deviam ser repetidos. “Executai juízo verdadeiro”, o Senhor exortou os que estavam empenhados na reconstrução; “mostrai piedade e misericórdia cada um a seu irmão; e não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente o mal cada um contra o seu irmão no seu coração”. Zacarias 7:9, 10. “Falai a verdade cada um com o seu companheiro; executai juízo de verdade e de paz nas vossas portas”. Zacarias 8:16.
Rica era a recompensa, tanto temporal como espiritual, prometida aos que pusessem em prática esses princípios de justiça. “A semente prosperará”, o Senhor declarou, “a vide dará o seu fruto, e os céus darão o seu orvalho, e farei que o resto deste povo herde tudo isto. E há de acontecer, ó casa de Judá, e ó casa de Israel, que, assim como fostes uma maldição entre as nações, assim vos salvarei, e sereis uma bênção”. Zacarias 8:12, 13.
Graças ao cativeiro babilônico foram os israelitas de fato curados da adoração de imagens de escultura. Após o seu retorno, deram muita atenção às instruções religiosas e ao estudo do que tinha sido escrito no livro da lei e nos profetas concernente ao culto do verdadeiro Deus. A restauração do templo capacitou-os a pôr em prática integralmente os ritos do santuário. Sob a guia de Zorobabel, de Esdras e de Neemias, repetidamente eles concertaram guardar todos os mandamentos e ordenanças de Jeová. A fase de prosperidade que se seguiu, deu ampla evidência da boa vontade de Deus em aceitar e perdoar; e no entanto, com fatal curteza de vistas, eles se desviaram vezes e vezes do seu glorioso destino, e egoistamente conservaram para si aquilo que teria levado cura e vida espiritual a incontáveis multidões.
Essa falta no cumprimento do propósito divino era muito notória nos dias de Malaquias. Severamente o mensageiro do Senhor tratou com os males que estavam roubando Israel de sua prosperidade temporal e poder espiritual. Em suas repreensões aos transgressores o profeta não poupou nem os sacerdotes nem o povo. O “peso da Palavra do Senhor contra Israel” por intermédio de Malaquias era que as lições do passado não fossem esquecidas, e que o concerto feito por Jeová com a casa de Israel fosse guardado com fidelidade. Unicamente por sincero arrependimento poderiam as bênçãos de Deus tornar-se realidade. “Suplicai o favor de Deus”, o profeta implorava, “e Ele terá piedade de nós”. Malaquias 1:1, 9.
Não seria por alguma falha temporária de Israel, no entanto, que o plano dos séculos para a redenção da humanidade haveria de ser frustrado. Aqueles a quem o profeta estava falando, podiam deixar de ouvir a mensagem dada; mas os propósitos de Jeová deveriam ainda assim prosseguir firmemente até completo cumprimento. “Desde o nascente do Sol até o poente”, o Senhor declarou através do Seu mensageiro, “será grande entre as nações o Meu nome; e em todo o lugar se oferecerá ao Meu nome incenso e uma oblação pura; porque o Meu nome será grande entre as nações”. Malaquias 1:11.
O concerto “de vida e de paz” que Deus fez com os filhos de Levi — concerto que, se guardado promoveria bênção inaudita — o Senhor Se propunha agora renovar com os que uma vez tinham sido líderes espirituais, mas que pela transgressão se haviam tornado “desprezíveis e indignos diante de todo o povo. Malaquias 2:5, 9.
Solenemente foram os praticantes do mal advertidos sobre o dia do julgamento por vir, e do propósito de Jeová de visitar com imediata destruição cada transgressor. Todavia ninguém foi deixado sem esperança; as profecias de Malaquias sobre o juízo foram acompanhadas de convites ao impenitente para que fizesse paz com Deus. “Tornai vós para Mim”, o Senhor apelava, “e Eu tornarei para vós”. Malaquias 3:7.
Profetas e Reis · Ellen G. White