Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 287
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Leitura do livro
Profetas e Reis, página 307
Eram esses aqueles “cujo espírito Deus despertou” (Esdras 1:5), que tinham retornado sob o decreto de Ciro. Mas Deus não cessou de apelar aos que voluntariamente permaneceram na terra do exílio; e através de múltiplas providências Ele tornou-lhes possível o retorno. O grande número, entretanto, dos que deixaram de responder ao decreto de Ciro, permaneceram insusceptíveis a posteriores influências; e mesmo quando Zacarias os advertiu a que fugissem de Babilônia sem mais delongas, eles não deram ouvidos ao convite.
Nesse tempo, as condições no reino da Medo-Pérsia estavam rapidamente mudando. Dario Histaspes, sob cujo reinado os judeus tinham recebido mostras de evidente favor, foi sucedido por Xerxes o Grande. Foi durante o seu reinado que aqueles judeus que haviam deixado de atender à mensagem para fugir, foram chamados a enfrentar terrível crise. Tendo recusado tomar vantagem do caminho de escape que Deus havia provido, foram agora postos face a face com a morte.
Por intermédio de Hamã o agagita, um homem inescrupuloso colocado em elevada autoridade na Medo-Pérsia, Satanás operou neste tempo para contrapor-se aos propósitos de Deus. Hamã acalentava amargo ódio a Mardoqueu, um judeu. Mardoqueu não havia feito a Hamã nenhum mal, mas simplesmente havia recusado mostrar-lhe reverência que traduzia culto. Desdenhando “pôr as mãos só em Mardoqueu”, Hamã conspirou no sentido de “destruir todos os judeus que havia em todo o reino de Assuero, ao povo de Mardoqueu”. Ester 3:6.
Mal orientado por falsas acusações de Hamã, Xerxes foi induzido a baixar um decreto determinando o massacre de todo povo judeu “espalhado e dividido entre os povos em todas as províncias” (Ester 3:8) do reino da Medo-Pérsia. Foi apontado um certo dia no qual os judeus deviam ser destruídos e suas propriedades confiscadas. Mal imaginava o rei os vastos resultados que teriam acompanhado a completa execução deste decreto. O próprio Satanás, o instigador oculto deste plano, estava procurando aliviar a Terra dos que preservavam o conhecimento do verdadeiro Deus.
“E em todas as províncias aonde a palavra do rei e a sua lei chegavam, havia entre os judeus grande luto, com jejum, e choro, e lamentação, e muitos estavam deitados em saco e cinza”. Ester 4:3. O decreto dos medos e persas não podia ser revogado; aparentemente não havia esperança; todos os israelitas estavam condenados à destruição.
Mas a trama do inimigo foi derrotada por um Poder que reina entre os filhos dos homens. Na providência de Deus, Ester, judia que temia ao Altíssimo, tinha sido escolhida como rainha do reino da Medo-Pérsia. Mardoqueu era um seu parente chegado. Na sua situação extrema, eles decidiram apelar a Xerxes em favor do seu povo. Ester devia aventurar-se a ir a sua presença como intercessora. “Quem sabe”, dizia Mardoqueu, “se para tal tempo como este chegaste a este reino?” Ester 4:14.
Profetas e Reis · Ellen G. White