Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 283
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 304-305
Através da história do povo de Deus, grandes montanhas de dificuldades, aparentemente invencíveis, têm-se avultado diante dos que estiveram procurando executar os propósitos do Céu. Tais obstáculos ao progresso são permitidos pelo Senhor como uma prova de fé. Quando somos apertados de todos os lados, é sobretudo tempo de confiarmos em Deus e no poder do Seu Espírito. O exercício de uma fé viva significa aumento de força espiritual e desenvolvimento de firme confiança. É assim que a alma se torna um poder conquistador. Ante os reclamos da fé, os obstáculos postos por Satanás no caminho do cristão desaparecerão; pois os poderes do Céu virão em seu auxílio. “Nada vos será impossível”. Mateus 17:20.
O caminho do mundo tem seu início com pompa e ostentação. O caminho de Deus deve tornar o dia das coisas pequenas o começo do glorioso triunfo da verdade e da justiça. Algumas vezes Deus disciplina Seus obreiros levando-os a desapontamentos e aparente fracasso. É Seu propósito que eles aprendam a dominar as dificuldades.
Muitas vezes os homens são tentados a fracassar ante os obstáculos e perplexidades que os defrontam. Mas se eles mantiverem o princípio de sua confiança firme até o fim, Deus fará que o caminho se torne claro. O sucesso lhes sobrevirá ao lutarem contra as dificuldades. Ante o intrépido espírito e firme fé de um Zorobabel, montanhas de dificuldades tornar-se-ão em planície; e aquele cujas mãos puseram os fundamentos, “também as suas mãos a acabarão”. “Porque ele trará a primeira pedra com aclamações: Graça, graça a ela”. Zacarias 4:9, 7.
O poder humano e a humana força não estabeleceram a igreja de Deus, nem a podem destruir. Não sobre a rocha da força humana, mas sobre Cristo Jesus, a Rocha dos Séculos, foi a igreja fundada, “e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”. Mateus 16:18. A presença de Deus dá estabilidade a Sua causa. “Não confieis em príncipes, nem em filhos dos homens”, é a palavra a nós dirigida. “No sossego e na confiança estaria a vossa força”. Isaías 30:15. A gloriosa obra de Deus, fundada nos eternos princípios do direito, jamais fracassará. Ela prosseguirá de poder em poder, “não por força nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”. Zacarias 4:6.
A promessa: “As mãos de Zorobabel têm fundado esta casa; também as suas mãos a acabarão” (Zacarias 4:9), foi literalmente cumprida. “E os anciãos dos judeus iam edificando e prosperando pela profecia do profeta Ageu, e de Zacarias, filho de Ido; e edificaram a casa e a aperfeiçoaram conforme ao mandado do Deus de Israel, e conforme ao mandado de Ciro e de Dario, e de Artaxerxes rei da Pérsia. E acabou-se esta casa no dia terceiro do mês de Adar, que era o sexto ano do reinado do rei Dario”. Esdras 6:14, 15.
Pouco tempo depois, o templo restaurado foi dedicado. “E os filhos de Israel, os sacerdotes, e os levitas, e o resto dos filhos do cativeiro, fizeram
a consagração desta casa de Deus com alegria”; e “celebraram a Páscoa no dia 14 do primeiro mês”. Esdras 6:16, 17, 19.
O segundo templo não igualava o primeiro em magnificência, nem recebeu o toque visível da presença divina, como no caso do primeiro templo. Não houve manifestação de poder sobrenatural para assinalar sua dedicação. Nenhuma nuvem de glória foi vista inundar o santuário recém-erigido. Nenhum fogo desceu do Céu para consumir o sacrifício sobre o seu altar. O shekinah não mais habitava entre os querubins no santo dos santos; a arca, o propiciatório e as tábuas do testemunho não se encontravam ali. Nenhum sinal do Céu tornou conhecida ao sacerdote inquiridor a vontade de Jeová.
E contudo este era o edifício a cujo respeito o Senhor tinha declarado pelo profeta Ageu: “A glória desta última casa será maior que a da primeira.” “Farei tremer todas as nações, e virá o Desejado de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o Senhor dos Exércitos”. Ageu 2:9, 7. Durante séculos, homens eminentes têm procurado mostrar em que particular a promessa de Deus, dada a Ageu, tem sido cumprida; no entanto no advento de Jesus de Nazaré, o Desejado de todas as nações, que por Sua presença pessoal santificou o recinto e arredores do templo, muitos têm firmemente recusado ver qualquer significado especial. O orgulho e incredulidade têm cegado suas mentes para o verdadeiro significado das palavras do profeta.
O segundo templo foi honrado, não com a nuvem da glória de Jeová, mas com a presença dAquele em quem “habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Colossences 2:9) — o próprio Deus “que Se manifestou em carne”. 1 Timóteo 3:16. Na honra da presença pessoal de Cristo durante o Seu ministério terrestre, e nisto unicamente, o segundo templo excedeu o primeiro em glória. O “Desejado de todas as nações” (Ageu 2:7) viera de fato a seu tempo quando o Homem de Nazaré ensinou e curou no recinto sagrado.
Profetas e Reis · Ellen G. White