Cristo Nossa Esperança

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Profetas e Reis, páginas 300-301

mesmo neste mundo, e eles estarão afinal entre os anjos que circundam o trono de Deus.

A visão que de Josué e o anjo teve Zacarias se aplica com peculiar força à experiência do povo de Deus nas cenas finais do grande dia da expiação. A igreja remanescente será levada então a grande prova e angústia. Os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus, experimentarão a ira do dragão e suas legiões. Satanás considera o mundo como seu súdito; e ele tem de fato alcançado o controle de muitos cristãos professos. Mas aqui está um pequeno grupo que tem resistido a sua supremacia. Se ele pudesse apagá-los da Terra, seu triunfo seria completo. Assim como ele influenciou as nações pagãs para que destruíssem a Israel, assim em próximo futuro ele instigará os ímpios poderes da Terra para que destruam o povo de Deus. Requerer-se-á dos homens que rendam obediência a editos humanos em violação da lei divina.

Os que forem fiéis a Deus serão ameaçados, denunciados, proscritos. Serão entregues “pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos” até mesmo à morte. Lucas 21:15. Sua única esperança está na misericórdia de Deus; sua única defesa será a oração. Como Josué suplicou perante o anjo, assim a igreja remanescente, com quebrantamento de coração e inabalável fé, suplicará perdão e livramento por meio de Jesus, seu Advogado. Estão inteiramente cônscios da pecaminosidade de suas vidas, vêem sua fraqueza e indignidade; e estão a ponto de desesperar.

O tentador se põe ao lado e os acusa, como o fez para resistir a Josué. Ele aponta para os seus vestidos sujos, seu caráter defeituoso. Apresenta sua fraqueza e leviandade, seus pecados de ingratidão, sua dessemelhança com Cristo, que tem desonrado ao seu Redentor. Ele procura aterrorizá-los com o pensamento de que seu caso é sem esperança, que a mancha de suas profanações nunca poderá ser lavada. Ele espera assim destruir-lhes a fé a fim de que se rendam a suas tentações, deixando sua obediência a Deus.

Satanás tem um acurado conhecimento dos pecados que tem levado o povo de Deus a cometer, e lança contra eles suas acusações, declarando que por seus pecados perderam o direito à proteção divina, afirmando que tem o direito de destruí-los. Pronuncia-os como tão dignos quanto ele mesmo de exclusão do favor de Deus. “São estes”, ele diz, “o povo que deve tomar o meu lugar no Céu, e o lugar dos anjos que se uniram a mim? Eles professam obedecer a lei de Deus; mas têm guardado os seus preceitos? Não têm sido eles amantes do eu mais que amantes de Deus? Não têm colocado seus próprios interesses acima do Seu serviço? Não têm amado as coisas do mundo? Contemplai os pecados que têm marcado suas vidas. Vede seu egoísmo, sua malícia, o ódio de uns aos outros. Banirá Deus a mim e aos meus anjos de Sua presença, e no entanto recompensará aos que têm sido culpados dos mesmos pecados? Tu não

podes, ó Senhor, com justiça, fazer isto. A justiça reclama que a sentença seja pronunciada contra eles.”

Mas conquanto os seguidores de Cristo tenham pecado, eles não se entregaram ao controle das forças satânicas. Arrependeram-se de seus pecados, e procuraram o Senhor em humildade e contrição; e o Advogado divino pleiteia por eles. Aquele que tem sido abusado ao máximo pela ingratidão deles, Aquele que conhece os seus pecados e também a sua penitência, declara: “O Senhor te repreenda, ó Satanás. Eu dei a Minha vida por estas almas. Eles estão gravados na palma das Minhas mãos. Eles podem ter imperfeições de caráter; podem ter falhado em seus esforços; mas se arrependeram, e Eu os perdoei e aceitei.”

Os assaltos de Satanás são fortes, seus enganos sutis; mas os olhos do Senhor estão sobre o Seu povo. Sua aflição é grande, o fogo da fornalha parece prestes a consumi-los; mas Jesus os apresentará como o ouro provado no fogo. Suas inclinações terrenas serão removidas, para que por meio deles a imagem de Cristo possa ser perfeitamente revelada.

Às vezes pode parecer que o Senhor esqueceu os perigos de Sua igreja, e o dano a ela feito por seus inimigos. Mas Deus não esqueceu. Nada neste mundo é tão caro ao coração de Deus como Sua igreja. Não é Sua vontade que métodos mundanos corrompam o seu registro. Ele não deixa que Seu povo seja vencido pelas tentações de Satanás. Ele punirá os que O representarem mal, mas será misericordioso para com todos os que sinceramente se arrependerem. Ele dará o necessário auxílio aos que O invocarem pedindo força para o desenvolvimento de um caráter cristão.

No tempo do fim, o povo de Deus suspirará e chorará por causa das abominações que se fazem na Terra. Com lágrimas advertirão os ímpios do seu perigo em tripudiar sobre a lei divina, e com indizível tristeza se humilharão perante o Senhor em penitência. Os ímpios zombarão de sua tristeza e ridicularizarão seus solenes apelos. Mas a angústia e humilhação do povo de Deus é uma segura evidência de que estão reconquistando a força e a nobreza de caráter perdidos em conseqüência do pecado. É porque se estão achegando mais a Cristo, porque seus olhos estão fixos em Sua perfeita pureza, que discernem assim claramente a excessiva malignidade do pecado. Mansidão e humildade são condições de sucesso e vitória. Uma coroa de glória espera os que se dobram ao pé da cruz.

Os fiéis de Deus em oração estão, por assim dizer encerrados com Ele. Eles mesmos não sabem quão seguramente estão abrigados. Instigados por Satanás, os governantes deste mundo estão procurando destruí-los; mas pudessem os olhos dos filhos de Deus serem abertos, como o foram os olhos do servo de Eliseu em Dotã, e veriam anjos de Deus acampados em torno deles, pondo em xeque as forças das trevas.

Afligindo o povo de Deus suas almas perante Ele, suplicando pureza de coração, é dada a ordem: “Tirai-lhe estes vestidos sujos”, e são ditas as

Profetas e Reis · Ellen G. White

Passagem bíblica

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