Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 227
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 235-236
à espada. Dentre os que ainda restavam, alguns, notadamente o chefe dos sacerdotes e oficiais e dos príncipes do reino, foram levados para Babilônia e ali executados como traidores. Outros foram levados cativos, para viverem na servidão de Nabucodonosor e de seus filhos, “até ao tempo do reino da Pérsia, para que se cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias”. 2 Crônicas 36:20, 21.
A respeito de Jeremias mesmo está registrado: “Nabucodonosor, rei de Babilônia, havia ordenado acerca de Jeremias, a Nabuzaradã, capitão dos da guarda, dizendo: Toma-o, e põe sobre ele os teus olhos, e não faças nenhum mal; antes, como ele te disser, assim procederás para com ele”. Jeremias 39:11, 12.
Liberto da prisão pelos oficiais babilônios, o profeta escolheu lançar sua sorte com o debilitado remanescente, “os mais pobres da terra”, deixados pelos caldeus para serem “vinheiros e para lavradores”. Sobre esses os babilônios puseram a Gedalias como governador. Apenas poucos meses haviam passado quando o novo governador foi traiçoeiramente morto. O povo pobre, depois de haver passado por tantas provas, foi finalmente persuadido por seus líderes a buscar refúgio na terra do Egito. Contra esta medida Jeremias levantou sua voz em protesto. “Não entreis no Egito”, apelou ele. Mas o conselho inspirado não foi ouvido, e “todo o resto de Judá [...] homens [...] mulheres [...] e meninos” fugiu para o Egito. “Não obedeceram à voz do Senhor, e vieram até Tafnes”. Jeremias 43:5-7.
As profecias de condenação pronunciadas por Jeremias sobre o remanescente que se havia rebelado contra Nabucodonosor fugindo para o Egito, foram misturados com promessas de perdão aos que se arrependessem de sua loucura e estivessem prontos para voltar. Conquanto o Senhor não poupasse aos que deixavam o Seu conselho pelas sedutoras influências da idolatria egípcia, Ele mostraria misericórdia para com os que se mostrassem leais e fiéis. “Os que escaparem da espada tornarão da terra do Egito à terra de Judá”, Ele declarou: “e saberá todo o resto de Judá, que entrou na terra do Egito, para peregrinar ali, se subsistirá a Minha palavra ou a sua”. Jeremias 44:28.
A tristeza do profeta em vista da completa perversidade dos que deviam ter sido a luz espiritual do mundo, sua tristeza pela sorte de Sião e do povo levado cativo para Babilônia, é revelada nas lamentações que ele deixou registradas como memorial da estultícia de deixar os conselhos de Jeová pela sabedoria humana. Em meio à ruína operada, Jeremias pôde ainda declarar: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos.” E sua constante oração era: “Esquadrinhemos os nossos caminhos, experimentemo-los, e voltemos para o Senhor”. Lamentações 3:22, 40. Embora Judá ainda fosse um reino entre as nações, ele inquirira de seu Deus: “De todo rejeitaste Tu a Judá? ou aborrece a Tua alma a Sião?” e ele tinha ousado suplicar: “Não nos rejeites por amor do Teu nome”. Jeremias 14:19, 21. A fé absoluta do profeta no eterno propósito de Deus de fazer
que da confusão surgisse ordem, e de demonstrar às nações da Terra e a todo o Universo Seus atributos de justiça e amor, levou-o agora a suplicar confiantemente em favor daqueles que tornassem do mal para a justiça.
Mas agora Sião estava inteiramente destruída; o povo de Deus fora levado em cativeiro. Subjugado pela dor, o profeta exclamou: “Como se acha solitária aquela cidade, dantes tão populosa tornou-se como viúva; a que foi grande entre as nações, e princesa entre as províncias, tornou-se tributária Continuamente chora de noite, e as suas lágrimas correm pelas suas faces; não tem quem a console entre todos os seus amadores; todos os seus amigos se houveram aleivosamente com ela, tornaram-se seus inimigos.
“Judá passou em cativeiro por causa da aflição, e por causa da grandeza da sua servidão; havia entre as nações, não acha descanso; todos os seus perseguidores a surpreenderam nas suas angústias. Os caminhos de Sião pranteiam, porque não há quem venha à reunião solene; todas as suas portas estão desoladas; os seus sacerdotes suspiram; as suas virgens estão tristes, e ela mesma tem amargura. Os seus adversários a dominaram, os seus inimigos prosperam; porque o Senhor a entristeceu, por causa da multidão das suas prevaricações; os seus filhos vão em cativeiro na frente do adversário”. Lamentações 1:1-5.
“Como cobriu o Senhor de nuvens na Sua ira a filha de Sião derribou do céu à Terra a glória de Israel, e não Se lembrou do escabelo de Seus pés, no dia da Sua ira. Devorou o Senhor todas as moradas de Jacó, e não Se apiedou; derribou no furor as fortalezas da filha de Judá, e as abateu até à terra; profanou o reino e os seus príncipes. Cortou no furor da Sua ira toda a força de Israel; retirou para trás a Sua destra de diante do inimigo; e ardeu contra Jacó, como labareda de fogo que tudo consome em redor. Armou o Seu arco como inimigo, firmou a Sua destra como adversário, e matou todo o que era formoso à vista; derramou a Sua indignação como na tenda da filha de Sião.” “Que testemunho te trarei? a quem te compararei, ó filha de Jerusalém? a quem te assemelharei, para te consolar a ti, ó virgem filha de Sião? porque grande como o mar é a tua ferida; quem te sarará?” Lamentações 2:1-4, 13.
“Lembra-Te, Senhor, do que nos tem sucedido; considera, e olha para o nosso opróbrio. A nossa herdade passou a estranhos, e as nossas casas a forasteiros. Órfãos somos sem pai, nossas mães são como viúvas. [...] Nossos pais pecaram, e já não existem; nós levamos as suas maldades. Servos dominam sobre nós; ninguém há que nos arranque da sua mão. [...] Por isso desmaiou o nosso coração; por isso se escureceram os nossos olhos.”
“Tu, Senhor, permaneces eternamente, e o Teu trono de geração em geração. Por que Te esquecerias de nós para sempre? por que nos desampararias por tanto tempo? Converte-nos, Senhor, a Ti, e nós nos converteremos; renova os nossos dias como dantes”. Lamentações 5:1-3, 7, 8, 17, 19-21.
Profetas e Reis · Ellen G. White