Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 164
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 180-181
Capítulo 30 — Libertos da Assíria
Num tempo de grave perigo nacional, quando as tropas da Assíria invadiram as terras de Judá, e parecia como se nada pudesse livrar Jerusalém de total destruição, Ezequias reuniu as forças do seu reino para resistir com inquebrantável coragem a seus opressores pagãos e confiar no poder de Jeová para livrar. “Esforçai-vos, e tende bom ânimo; não temais, nem vos espanteis, por causa do rei da Assíria, nem por causa de toda a multidão que está com ele”, Ezequias exortou os homens de Judá, “porque há Um maior conosco do que com ele. Com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear nossas guerras”. 2 Crônicas 32:7, 8.
Não era sem razão que Ezequias podia falar com confiança sobre o resultado por vir. A orgulhosa Assíria, conquanto usada por Deus durante algum tempo como a vara da Sua ira (Isaías 10:5) para punição das nações, não devia prevalecer sempre. “Não temas [...] a Assíria”, tinha sido a mensagem do Senhor por intermédio de Isaías alguns anos antes aos que habitavam em Sião; “porque daqui a bem pouco [...] o Senhor dos Exércitos suscitará contra ele um flagelo, como a matança de Midiã junto à rocha de Orebe, e como a sua vara sobre o mar, que contra ele se levantará, como sucedeu aos egípcios. E acontecerá naquele dia, que a sua carga será tirada do teu ombro, e o seu jugo do teu pescoço; e o jugo será despedaçado por causa da unção”. Isaías 10:24-27.
Em outra mensagem profética, dada “no ano em que morreu o rei Acaz”, o profeta havia declarado: “O Senhor dos Exércitos jurou, dizendo: como pensei, assim sucederá, e como determinei, assim se efetuará. Quebrarei a Assíria em Minha terra, e nas Minhas montanhas a pisarei, para que o seu jugo se aparte deles e a sua carga se desvie dos seus ombros. Este é o conselho que foi determinado sobre toda a terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque o Senhor dos Exércitos o determinou; quem pois o invalidará? e a Sua mão estendida está; quem pois a fará voltar atrás?” Isaías 14:28, 24-27.
O poder do opressor devia ser quebrado. Contudo Ezequias, nos primeiros anos do seu reinado, continuou a pagar tributo à Assíria, em harmonia com o que Acaz havia concordado. Entrementes o rei havia tomado “conselho com os seus príncipes e os seus varões”, e haviam feito tudo que era possível para a defesa de seu reino. Havia providenciado para que
houvesse abundância de água dentro dos muros de Jerusalém, enquanto fora devia haver escassez. “E ele se fortificou, e edificou todo o muro quebrado até às torres, e levantou o outro muro para fora, e fortificou a Milo na cidade de Davi, e fez armas e escudos em abundância. E pôs oficiais de guerra sobre o povo”. 2 Crônicas 32:3, 5, 6. Nada que pudesse ser feito em preparação para um cerco, ficou por fazer.
Por ocasião da ascensão de Ezequias ao trono de Judá, já os assírios haviam levado cativos um grande número dos filhos de Israel do reino do norte; e poucos anos mais tarde ele havia começado a reinar, e enquanto estava ainda fortalecendo as defesas de Jerusalém, os assírios cercaram Samaria e a capturaram, e espalharam as dez tribos entre as muitas províncias do domínio assírio. As fronteiras de Judá ficavam apenas a poucos quilômetros, estando Jerusalém afastada de Samaria menos de noventa quilômetros; e os ricos despojos que seriam encontrados no interior do templo tentariam o inimigo a retornar.
Mas o rei de Judá se determinou fazer sua parte na preparação para resistir ao inimigo; e havendo feito tudo que o engenho humano e a energia podiam fazer, reuniu suas forças, e exortou-as a terem bom ânimo. “Grande é o Santo de Israel no meio de ti” (Isaías 12:6), tinha sido a mensagem do profeta Isaías a Judá; e o rei agora declarou com fé inabalável: “Está [...] conosco o Senhor nosso Deus, para nos ajudar, e para guerrear nossas guerras”. 2 Crônicas 32:8.
Nada inspira fé mais depressa que o próprio exercício da fé. O rei de Judá havia-se preparado para a tempestade por vir; e agora, confiante em que a profecia contra a Assíria haveria de cumprir-se, descansou sua alma em Deus. “E o povo descansou nas palavras de Ezequias”. 2 Crônicas 32:8. Que importava os exércitos da Assíria, acabados de sair da conquista das maiores nações da Terra, e triunfantes sobre Samaria e Israel, voltassem agora suas forças contra Judá? Que importava vangloriassem eles: “A minha mão alcançou os reinos dos ídolos, ainda que as suas imagens de escultura eram melhores do que as de Jerusalém e do que as de Samaria? Porventura como fiz a Samaria e aos seus ídolos, não o faria igualmente a Jerusalém e aos seus ídolos?” Isaías 10:10, 11. Judá nada tinha a temer; pois sua confiança estava em Jeová.
A crise tão longamente esperada veio afinal. As forças da Assíria, avançando de triunfo em triunfo, apareceram na Judéia. Confiantes na vitória, os líderes dividiram suas forças em dois exércitos, um dos quais devia enfrentar o exército egípcio ao sul, enquanto o outro devia sitiar Jerusalém.
A única esperança de Judá estava agora posta em Deus. Todo possível auxílio do Egito havia sido cortado, e nação alguma havia próximo para estender uma mão amiga.
Os oficiais assírios, certos do poder de suas forças disciplinadas, dispuseram-se para uma conferência com os chefes de Judá, durante a qual
Profetas e Reis · Ellen G. White