Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 158
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 176-177
das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade, e ampararei esta cidade por amor de Mim, e por amor de Davi, Meu servo”. 2 Reis 20:4-6.
Jubiloso, o profeta voltou com as palavras de certeza e esperança. Ordenando que uma pasta de figos fosse posta sobre a parte enferma, Isaías entregou ao rei a mensagem de misericórdia, proteção e cuidado de Deus.
Como Moisés na terra de Midiã, como Gideão na presença do mensageiro celestial, como Eliseu momentos antes da ascensão de seu senhor, Ezequias pediu algum sinal de que a mensagem era do Céu. “Qual é o sinal”, indagou, “de que o Senhor me sarará, e de que ao terceiro dia subirei à casa do Senhor?”
“Isto te será sinal da parte do Senhor”, o profeta respondeu, “de que o Senhor cumprirá a palavra que disse: adiantar-se-á a sombra dez graus, ou voltará dez graus atrás?” “É fácil”, disse Ezequias, “que a sombra decline dez graus; não, mas volte a sombra dez graus atrás”.
Unicamente por interposição direta de Deus poderia a sombra no quadrante solar voltar atrás dez graus; e isto devia ser sinal a Ezequias de que o Senhor tinha ouvido sua oração. Concordando, “o profeta Isaías clamou ao Senhor; e fez voltar a sombra dez graus atrás, pelos graus que já tinha declinado no relógio de sol de Acaz”. 2 Reis 20:8-11.
Restaurada a sua antiga força, o rei de Judá reconheceu em palavras de cântico as misericórdias de Jeová, e fez um voto de despender os restantes dias de sua vida em voluntário serviço ao Rei dos reis. Seu grato reconhecimento do compassivo trato de Deus para com ele é uma inspiração a todo que desejar gastar seus anos para a glória do seu Criador:
“Eu disse: Na tranqüilidade de meus dias,
ir-me-ei às portas da sepultura;
já estou privado do resto dos meus anos.
Eu disse: Já não verei mais o Senhor na terra dos viventes;
jamais verei o homem com os moradores do mundo.
O tempo da minha vida se foi,
e foi removido de mim, como choça de pastor;
Cortei como tecelão a minha vida:
Como que do tear me cortará;
desde a manhã até à noite me acabarás.
Eu sosseguei até à madrugada;
como um leão quebrou todos os meus ossos;
desde a manhã até à noite me acabarás.
Como o grou, ou andorinha,
assim eu chilreava, e gemia como a pomba;
alçava os meus olhos ao alto:
Ó Senhor, ando oprimido fica por meu fiador. Que direi?
Como mo prometeu, Assim o fez;
assim passarei mansamente por todos os meus anos;
na amargura de minha alma.
Ó Senhor, com estas coisas se vive,
e em todas elas está a vida do meu espírito;
portanto, cura-me e faze-me viver.
Eis que para minha paz,
eu estive em grande amargura;
Tu porém tão amorosamente abraçaste a minha alma,
que não caiu na cova da corrupção;
porque lançaste para trás
das Tuas costas todos os meus pecados.
Porque não pode louvar-Te a sepultura,
nem a morte glorificar-Te;
Nem esperarão em Tua verdade os que descem à cova.
Os vivos, os vivos, esses Te louvarão como eu hoje faço;
o pai aos filhos fará notória a Tua verdade.
O Senhor veio salvar-me;
pelo que, tangendo eu meus instrumentos,
nós O louvaremos todos os dias de nossa vida na casa do Senhor”.
Nos férteis vales do Tigre e do Eufrates habitava um antigo povo que, embora nesse tempo estivesse sujeita à Assíria, estava destinada a governar o mundo. Havia entre o seu povo homens sábios que davam muita atenção ao estudo da astronomia; e quando notaram que a sombra do quadrante solar havia regredido dez graus, ficaram grandemente maravilhados. Seu rei, Merodaque-Baladã, tendo sido informado de que este milagre se realizara como um sinal ao rei de Judá de que o Deus do Céu lhe havia assegurado nova etapa de vida, enviou embaixadores a Ezequias a fim de com ele se congratular por seu restabelecimento, e se informar, se possível, mais a respeito do Deus que realizava tão grande maravilha.
A visita desses mensageiros do governante de tão distante terra dava a Ezequias a oportunidade de celebrar o Deus vivo. Quão fácil lhe teria sido falar-lhes de Deus, o sustentador de todas as coisas criadas, por cujo favor sua própria vida tinha sido poupada, quando todas as outras esperanças haviam desaparecido Que momentosas transformações poderiam ter ocorrido, caso esses pesquisadores da verdade, vindos das planícies da Caldéia, fossem levados ao conhecimento da suprema soberania do Deus vivo
Mas o orgulho e a vaidade tomaram posse do coração de Ezequias, e em exaltação própria expôs aos olhos cobiçosos os tesouros com que Deus havia enriquecido o Seu povo. O rei “lhes mostrou a casa do seu tesouro, a prata e o ouro, e as especiarias, e os melhores ungüentos, e toda a sua casa de armas, e tudo quanto se achava nos seus tesouros; coisa nenhuma houve, nem em sua casa, nem em todo o seu domínio, que Ezequias lhes não mostrasse”. Isaías 39:2. Não foi para glorificar a Deus que ele assim procedeu, mas para exaltar-se aos olhos dos príncipes estrangeiros. Ele não se deteve na consideração de que esses homens eram representantes de uma poderosa nação que não tinha o temor nem o amor de Deus no coração, e que era uma imprudência fazê-los seus confidentes quanto às riquezas da nação.
A visita dos embaixadores a Ezequias foi um teste de sua gratidão e devoção. O relato diz: “Contudo, no negócio dos embaixadores dos príncipes de Babilônia, que foram enviados a ele, a perguntarem acerca do prodígio que se fez naquela terra, Deus o desamparou, para tentá-lo, para saber tudo o que havia no seu coração”. 2 Crônicas 32:31. Tivesse aproveitado a oportunidade que lhe era dada de testemunhar do poder, bondade e compaixão do Deus de Israel, o relatório dos embaixadores teria sido como luz espancando as trevas. Mas ele se engrandeceu a si mesmo acima do Senhor dos Exércitos. “Mas não correspondeu Ezequias ao benefício que se lhe fez, porque o seu coração se exaltou”. 2 Crônicas 32:25.
Profetas e Reis · Ellen G. White