Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 144
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 160-161
Capítulo 26 — “Eis aqui está o vosso Deus”
Nos dias de Isaías as faculdades espirituais da humanidade haviam sido entenebrecidas por uma errônea compreensão de Deus. Durante muito tempo Satanás procurara levar os homens a olhar o seu Criador como o autor do pecado, do sofrimento e morte. Os que ele havia assim enganado, tinham a Deus na conta de duro e exigente. Imaginavam-nO como atento para denunciar e condenar, maldisposto em receber o pecador enquanto houvesse uma escusa legal para não auxiliá-lo. A lei de amor pela qual o Céu é regido, havia sido falsamente apresentada pelo arquienganador com uma restrição imposta à felicidade do homem, um pesado jugo do qual deviam sentir-se alegres por se verem livres. Ele declarou que os preceitos, dessa lei não podiam ser obedecidos, e que as penalidades da transgressão eram impostas arbitrariamente.
Havendo perdido de vista o verdadeiro caráter de Jeová, os israelitas ficaram sem escusa. Não raro havia Deus Se revelado a eles como “um Deus cheio de compaixão, e piedoso, sofredor, e grande em benignidade e em verdade”. Salmos 86:15.
“Quando Israel era menino”, Ele testificou, “Eu o amei, e do Egito chamei o Meu filho”. Oséias 11:1.
Ternamente havia o Senhor tratado com Israel em seu livramento do cativeiro egípcio e em sua jornada para a terra prometida. “Em toda angústia deles foi Ele angustiado, e o anjo de Sua face os salvou; pelo Seu amor, e pela Sua compaixão Ele os remiu; e os tomou, e os conduziu todos os dias da antiguidade”. Isaías 63:9.
“Irá a Minha presença contigo” (Êxodo 33:14), foi a promessa feita durante a viagem através do deserto. Essa garantia foi acompanhada por uma maravilhosa revelação do caráter de Jeová, a qual capacitou Moisés a proclamar a todo o Israel a bondade de Deus, e a instruí-lo cabalmente quanto aos atributos do seu invisível Rei. “Passando pois o Senhor perante a sua face, clamou: Jeová, o Senhor, Deus misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade; que guarda a beneficência em milhares; que perdoa a iniqüidade, e a transgressão, e o pecado; que ao culpado não tem por inocente”. Êxodo 34:6, 7.
Foi sobre seu conhecimento da longanimidade de Jeová e de Seu infinito amor e misericórdia, que Moisés baseou sua maravilhosa intercessão pela vida de Israel quando, nos limites da terra prometida eles se recusaram a avançar em obediência ao mando de Deus. No clímax de sua rebelião o Senhor havia declarado: “Com pestilência o ferirei, e o rejeitarei”; e Se propusera fazer dos descendentes de Moisés “povo maior e mais forte do que este”. Números 14:12. Mas o profeta pleiteou a maravilhosa providência e promessas de Deus em favor da nação escolhida. E então, como o mais forte de todos os argumentos, lembrou o amor de Deus pelo homem caído. Números 14:17-19.
Graciosamente o Senhor respondeu: “Conforme à tua palavra lhe tenho perdoado”. E então Ele fez Moisés participante, na forma de uma profecia, do conhecimento de Seu propósito concernente ao triunfo final de Israel: “Tão certamente como Eu vivo”, Ele declarou, “que a glória do Senhor encherá toda a Terra”. Números 14:20, 21. A glória de Deus, Seu caráter, Sua misericordiosa bondade e terno amor — aquilo que Moisés havia pleiteado em favor de Israel — devia ser revelado a toda a humanidade. E esta promessa de Jeová foi feita duplamente segura; foi confirmada por um juramento. Tão certamente como Deus vive e reina, seria anunciada “entre as nações a Sua glória; entre todos os povos as Suas maravilhas”. Salmos 96:3.
Foi com respeito ao futuro cumprimento desta profecia que Isaías tinha ouvido os gloriosos serafins cantando perante o trono: “Toda a Terra está cheia da Sua glória”. Isaías 6:3. O profeta, confiante na certeza destas palavras, declarara ousadamente mais tarde, ele próprio, a respeito daqueles que se curvavam ante imagens de madeira e pedra: “Eles verão a glória do Senhor, e a excelência do nosso Deus”. Isaías 35:2.
Hoje esta profecia está encontrando rápido cumprimento. As atividades missionárias da igreja de Deus na Terra estão produzindo rico fruto, e logo a mensagem evangélica terá sido proclamada a todas as nações. “Para louvor e glória da Sua graça”, homens e mulheres de toda raça, língua e povo estão sendo feitos “agradáveis a si no Amado”, para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da Sua graça, pela benignidade para conosco em Cristo Jesus”. Efésios 1:6; 2:7. “Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel, que só Ele faz maravilhas. E bendito seja para sempre o Seu nome glorioso, e encha-se toda a Terra da Sua glória”. Salmos 72:18, 19.
Na visão dada a Isaías no recinto do templo, foi-lhe propiciado ver claramente o caráter do Deus de Israel. “O alto e o sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é santo”, havia-lhe aparecido em grande majestade; contudo, ao profeta fora feito compreender a natureza compassiva de seu Senhor. Aquele que habita “num alto e santo lugar”, habita “também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos”. Isaías 57:15. O anjo
Profetas e Reis · Ellen G. White