Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 121
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 138-139
Temeram, pois, estes homens ao Senhor com grande temor; e ofereceram sacrifícios ao Senhor, e fizeram votos.
“Deparou, pois, o Senhor um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe”. Jonas 1:7-17.
“E orou Jonas ao Senhor,
seu Deus, das entranhas do peixe. E disse:
Na minha angústia clamei ao Senhor,
E Ele me respondeu;
do ventre do inferno gritei,
E Tu ouviste a minha voz.
Porque Tu me lançaste no profundo,
no coração dos mares, e a corrente me cercou;
Todas as Tuas ondas e as Tuas vagas passaram por cima de mim.
E eu disse: Lançado estou de diante dos Teus olhos;
todavia tornarei a ver o templo da Tua santidade.
As águas me cercaram até à alma.
O abismo me rodeou,
e as águas se enrolaram na minha cabeça.
E eu desci aos fundamentos dos montes;
os ferrolhos da terra correram sobre mim para sempre;
mas Tu livraste a minha vida da perdição, ó Senhor meu Deus.
Quando desfalecia em mim a minha alma,
eu me lembrei do Senhor;
e entrou a Ti a minha oração, no templo da Tua santidade.
Os que observam as vaidades vãs,
deixam a sua própria misericórdia.
Mas eu Te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento;
o que votei pagarei. Do Senhor vem a salvação”.
Jonas aprendera afinal que “a salvação vem do Senhor”. Salmos 3:8. Com penitência e o reconhecimento da graça salvadora de Deus, veio o livramento. Jonas foi liberto dos perigos do profundo abismo, e foi lançado em terra seca.
Uma vez mais é o servo de Deus comissionado para advertir Nínive. “E veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas, dizendo: Levanta-te, e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a pregação que Eu te disse”. Desta vez ele não se deteve para questionar ou duvidar, mas obedeceu sem hesitação. “Levantou-se Jonas, e foi a Nínive, segundo a palavra do Senhor”. Jonas 3:1-3.
Entrando na cidade, Jonas começou a pregar “contra ela” a mensagem: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida”. Jonas 3:4. De rua em rua ia ele fazendo soar a nota de advertência.
A mensagem não foi em vão. O clamor que soava através das ruas da ímpia cidade ia passando de lábio em lábio, até que todos os habitantes tivessem ouvido o assustador anúncio. O Espírito de Deus imprimiu a mensagem em cada coração, e levou multidões a tremerem por causa de seus pecados, e a se arrependerem em profunda humilhação.
“E os homens de Nínive creram em Deus; e proclamaram um jejum, e vestiram-se de saco, desde o maior, até o menor. Porque esta palavra chegou ao rei de Nínive, e levantou-se do seu trono, e tirou de si os seus
vestidos, e cobriu-se de saco, e assentou-se sobre a cinza. E fez uma proclamação, que se divulgou em Nínive, por mandado do rei e dos grandes, dizendo: Nem homens, nem animais, nem bois, nem ovelhas provem coisa alguma, nem se lhes dê pasto, nem bebam água. Mas os homens e os animais estarão cobertos de sacos, e clamarão fortemente a Deus, e se converterão, cada um do seu mau caminho, e da violência que há nas suas mãos. Quem sabe se Se voltará Deus, e Se arrependerá, e Se apartará do furor da Sua ira, de sorte que não pereçamos?” Jonas 3:5-9.
Sendo que rei e nobres, com todo o povo, grandes e pequenos, “se arrependeram com a pregação de Jonas” (Mateus 12:41), e uniram-se em clamar ao Deus do Céu, Sua misericórdia foi-lhes assegurada. “Deus viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; e Deus Se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez”. Jonas 3:10. Sua condenação foi evitada; o Deus de Israel fora exaltado e honrado através do mundo pagão, e Sua lei foi reverenciada. Não seria senão muitos anos mais tarde que Nínive devia cair presa das nações vizinhas por causa do seu esquecimento de Deus e jactancioso orgulho.
Quando Jonas viu o propósito de Deus de poupar a cidade que, não obstante sua impiedade, tinha sido levada a se arrepender em saco e cinzas, devia ter sido o primeiro a se alegrar com a estupenda graça de Deus; mas ao contrário disto, ele permitiu que sua mente se demorasse sobre a possibilidade de ser considerado um falso profeta. Cioso de sua reputação, ele perdeu de vista o valor infinitamente maior das almas nessa cidade infortunada. A compaixão mostrada por Deus para com os arrependidos ninivitas desgostou “Jonas extremamente [...] e ficou todo ressentido”. “Não foi isso o que eu disse”, argumentou ele com o Senhor, “estando ainda na minha terra? Por isso me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus piedoso, e misericordioso, longânimo, e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal”. Jonas 4:1, 2.
Uma vez mais ele se rendeu a sua inclinação de questionar e duvidar, e uma vez mais foi oprimido com o desencorajamento. Perdendo de vista os interesses dos outros, e sentindo como se melhor lhe fora morrer do que viver para ver a cidade poupada, em seu descontentamento exclamou: “Ó Senhor, tira-me a minha vida, porque melhor me é morrer do que viver”.
“É razoável esse teu ressentimento?” o Senhor inquiriu. “Então Jonas saiu da cidade, e assentou-se ao oriente da cidade; e ali fez uma cabana, e se assentou debaixo dela, à sombra, até ver o que aconteceria. E fez o Senhor Deus nascer uma aboboreira, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim de o livrar do seu enfado; e Jonas se alegrou em extremo por causa da aboboreira”. Jonas 4:3-6.
Então o Senhor deu a Jonas uma lição objetiva. Ele “enviou um bicho, no dia seguinte ao subir da alva, o qual feriu a aboboreira, e esta se secou. E aconteceu que, aparecendo o Sol, Deus mandou um vento calmoso
Profetas e Reis · Ellen G. White