Cristo Nossa Esperança
Plano Encontro 4 Dia 116
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Leitura do livro
Profetas e Reis, páginas 130-131
Capítulo 21 — O fim do ministério de Eliseu
Chamado ao ofício de profeta enquanto Acabe ainda reinava, Eliseu vivera o suficiente para ver muitas mudanças tomarem lugar no reino de Israel. Juízo sobre juízo, haviam alcançado os israelitas durante o reinado de Hazael, o sírio, que fora ungido para ser o aguilhão da nação apostatada. As severas medidas de reforma instituídas por Jeú tinham resultado no extermínio de toda a casa de Acabe. Em contínuas guerras com os sírios, Jeoacaz, sucessor de Jeú, tinha perdido algumas das cidades a leste do Jordão. Por algum tempo isto pareceu como se os sírios fossem tomar inteiro controle do reino. Mas a reforma começada por Elias e prosseguida por Eliseu tinha levado muitos a buscarem a Deus. Os altares de Baal estavam sendo abandonados, e lenta mas seguramente os propósitos de Deus iam-se cumprindo na vida dos que haviam escolhido servi-Lo de todo o coração.
Foi por causa de Seu amor pelo extraviado Israel que Deus permitiu aos sírios afligi-los. Foi por Sua compaixão para com aqueles cujo poder moral estava debilitado, que ele despertou Jeú para exterminar a ímpia Jezabel e toda a casa de Acabe. Uma vez mais, através de misericordiosa providência, os sacerdotes de Baal e Astarote foram postos de lado, e seus altares pagãos subvertidos. Deus em Sua sabedoria previu que se a tentação fosse removida, alguns abandonariam o paganismo, e voltariam a face para o Céu; e foi por isto que Ele permitiu que calamidade após calamidade caísse sobre eles. Seus juízos foram temperados com misericórdia; e quando Seu propósito foi cumprido, Ele fez refluir a maré em favor dos que haviam aprendido a buscá-Lo.
Enquanto influências para o bem e para o mal estavam disputando a supremacia, e Satanás procurando fazer tudo em seu poder para completar a ruína produzida durante o reinado de Acabe e Jezabel, Eliseu continuava a dar seu testemunho. Teve que enfrentar a oposição, mas nada pôde impugnar-lhe as palavras. Foi honrado e venerado através do reino. Muitos vieram a ele em busca de conselho. Enquanto Jezabel vivia ainda, Jorão, o rei de Israel, buscou seu conselho; e uma vez, estando em Damasco, ele foi visitado por mensageiros de Ben-Hadade, rei da Síria, que desejava saber se a enfermidade que então o possuía resultaria em
morte. A todos o profeta deu fiel testemunho, num tempo quando, de todos os lados, a verdade estava sendo pervertida, e a grande maioria do povo estava em aberta rebelião contra o Céu.
E Deus jamais abandonou Seu mensageiro escolhido. Uma ocasião, durante a invasão síria, o rei da Síria procurou destruir Eliseu, em vista de sua atividade em alertar o rei de Israel quanto aos planos do inimigo. O rei da Síria havia-se aconselhado com seus servos, dizendo: “Em tal e em tal lugar estará o meu acampamento”. Este plano foi revelado pelo Senhor a Eliseu, que “enviou ao rei de Israel, dizendo: Guarda-te de passares por tal lugar, porque os sírios desceram ali. Pelo que o rei de Israel enviou àquele lugar, de que o homem de Deus lhe falara, e de que o tinham avisado, e se guardou ali, não uma nem duas vezes.
“Então se turbou com este incidente o coração do rei da Síria, e chamou os seus servos, e lhes disse: Não me fareis saber quem dos nossos é pelo rei de Israel? E disse um dos seus servos: Não, ó rei meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas na tua câmara de dormir”.
Disposto a se desembaraçar do profeta, o rei da Síria ordenou: “Vai, e vê onde ele está, para que envie, e mande trazê-lo”. O profeta estava em Dotã; e, ouvindo isto, o rei “enviou para lá cavalos, e carros, e um grande exército, os quais vieram de noite, e cercaram a cidade. E o moço do homem de Deus se levantou mui cedo, e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros”.
Aterrado, o servo de Eliseu procurou-o com a notícia: “Ai, meu senhor, que faremos?” disse ele. “Não temas”; foi a resposta do profeta, “porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles”. 2 Reis 6:16. E então, para que o servo pudesse conhecer isto por si mesmo, “orou Eliseu e disse: Senhor, peço-Te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu”. 2 Reis 6:17. Entre o servo de Deus e a multidão dos inimigos armados estava um grupo circundante de anjos celestiais. Eles tinham vindo com grande poder, não para destruir, não para reclamar homenagem, mas para acampar em torno e ministrar aos desajudados e fracos servos do Senhor.
Quando o povo de Deus é posto em condições de dificuldades, e aparentemente não há escape para eles, somente o Senhor deve ser sua dependência.
Avançando a companhia de soldados sírios ousadamente, ignorante da presença dos invisíveis anjos do Céu, “Eliseu orou ao Senhor, e disse: Fere, peço-Te, esta gente de cegueira. E feriu-a de cegueira, conforme a palavra de Eliseu. Então Eliseu lhes disse: Não é este o caminho, nem é esta a cidade; segui-me, e guiar-vos-ei ao homem que buscais. E os guiou a Samaria”. 2 Reis 6:8-19.
Profetas e Reis · Ellen G. White