Cristo Nossa Redenção

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Leitura bíblica

Josué 4; 5:1-12

Josué 4

1 Tendo, pois, todo o povo passado o Jordão, falou o SENHOR a Josué, dizendo: 2 Tomai do povo doze homens, um de cada tribo, 3 e ordenai-lhes, dizendo: Daqui do meio do Jordão, do lugar onde, parados, pousaram os sacerdotes os pés, tomai doze pedras; e levai-as convosco e depositai-as no alojamento em que haveis de passar esta noite. 4 Chamou, pois, Josué os doze homens que escolhera dos filhos de Israel, 5 um de cada tribo, e disse-lhes: Passai adiante da arca do SENHOR, vosso Deus, ao meio do Jordão; e cada um levante sobre o ombro uma pedra, segundo o número das tribos dos filhos de Israel, 6 para que isto seja por sinal entre vós; e, quando vossos filhos, no futuro, perguntarem, dizendo: Que vos significam estas pedras?, 7 então, lhes direis que as águas do Jordão foram cortadas diante da arca da Aliança do SENHOR; em passando ela, foram as águas do Jordão cortadas. Estas pedras serão, para sempre, por memorial aos filhos de Israel. 8 Fizeram, pois, os filhos de Israel como Josué ordenara, e levantaram doze pedras do meio do Jordão, como o SENHOR tinha dito a Josué, segundo o número das tribos dos filhos de Israel, e levaram-nas consigo ao alojamento, e as depositaram ali. 9 Levantou Josué também doze pedras no meio do Jordão, no lugar em que, parados, pousaram os pés os sacerdotes que levavam a arca da Aliança; e ali estão até ao dia de hoje. 10 Porque os sacerdotes que levavam a arca haviam parado no meio do Jordão, em pé, até que se cumpriu tudo quanto o SENHOR, por intermédio de Moisés, ordenara a Josué falasse ao povo; e o povo se apressou e passou. 11 Tendo passado todo o povo, então, passou a arca do SENHOR, e os sacerdotes, à vista de todo o povo. 12 Passaram os filhos de Rúben, e os filhos de Gade, e a meia tribo de Manassés, armados, na frente dos filhos de Israel, como Moisés lhes tinha dito; 13 uns quarenta mil homens de guerra armados passaram diante do SENHOR para a batalha, às campinas de Jericó. 14 Naquele dia, o SENHOR engrandeceu a Josué na presença de todo o Israel; e respeitaram-no todos os dias da sua vida, como haviam respeitado a Moisés. 15 Disse, pois, o SENHOR a Josué: 16 Dá ordem aos sacerdotes que levam a arca do Testemunho que subam do Jordão. 17 Então, ordenou Josué aos sacerdotes, dizendo: Subi do Jordão. 18 Ao subirem do meio do Jordão os sacerdotes que levavam a arca da Aliança do SENHOR, e assim que as plantas dos seus pés se puseram na terra seca, as águas do Jordão se tornaram ao seu lugar e corriam, como dantes, sobre todas as suas ribanceiras. 19 Subiu, pois, do Jordão o povo no dia dez do primeiro mês; e acamparam-se em Gilgal, do lado oriental de Jericó. 20 As doze pedras que tiraram do Jordão, levantou-as Josué em coluna em Gilgal. 21 E disse aos filhos de Israel: Quando, no futuro, vossos filhos perguntarem a seus pais, dizendo: Que significam estas pedras?, 22 fareis saber a vossos filhos, dizendo: Israel passou em seco este Jordão. 23 Porque o SENHOR, vosso Deus, fez secar as águas do Jordão diante de vós, até que passásseis, como o SENHOR, vosso Deus, fez ao mar Vermelho, ao qual secou perante nós, até que passamos. 24 Para que todos os povos da terra conheçam que a mão do SENHOR é forte, a fim de que temais ao SENHOR, vosso Deus, todos os dias.

Josué 5:1-12

1 Sucedeu que, ouvindo todos os reis dos amorreus que habitavam deste lado do Jordão, ao ocidente, e todos os reis dos cananeus que estavam ao pé do mar que o SENHOR tinha secado as águas do Jordão, de diante dos filhos de Israel, até que passamos, desmaiou-se-lhes o coração, e não houve mais alento neles, por causa dos filhos de Israel. 2 Naquele tempo, disse o SENHOR a Josué: Faze facas de pederneira e passa, de novo, a circuncidar os filhos de Israel. 3 Então, Josué fez para si facas de pederneira e circuncidou os filhos de Israel em Gibeate-Haralote. 4 Foi esta a razão por que Josué os circuncidou: todo o povo que tinha saído do Egito, os homens, todos os homens de guerra, eram já mortos no deserto, pelo caminho. 5 Porque todo o povo que saíra estava circuncidado, mas a nem um deles que nascera no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado. 6 Porque quarenta anos andaram os filhos de Israel pelo deserto, até se acabar toda a gente dos homens de guerra que saíram do Egito, que não obedeceram à voz do SENHOR, aos quais o SENHOR tinha jurado que lhes não havia de deixar ver a terra que o SENHOR, sob juramento, prometeu dar a seus pais, terra que mana leite e mel. 7 Porém em seu lugar pôs a seus filhos; a estes Josué circuncidou, porquanto estavam incircuncisos, porque os não circuncidaram no caminho. 8 Tendo sido circuncidada toda a nação, ficaram no seu lugar no arraial, até que sararam. 9 Disse mais o SENHOR a Josué: Hoje, removi de vós o opróbrio do Egito; pelo que o nome daquele lugar se chamou Gilgal até o dia de hoje. 10 Estando, pois, os filhos de Israel acampados em Gilgal, celebraram a Páscoa no dia catorze do mês, à tarde, nas campinas de Jericó. 11 Comeram do fruto da terra, no dia seguinte à Páscoa; pães asmos e cereais tostados comeram nesse mesmo dia. 12 No dia imediato, depois que comeram do produto da terra, cessou o maná, e não o tiveram mais os filhos de Israel; mas, naquele ano, comeram das novidades da terra de Canaã.

Versão Almeida Revista e Atualizada

Leitura do livro

Patriarcas e Profetas, páginas 351-352

Capítulo 44 — A travessia do Jordão

Este capítulo é baseado em Josué 1-5:12.

Os israelitas prantearam sentidamente seu finado líder, e trinta dias foram dedicados a cerimônias especiais em honra à sua memória. Nunca, até que fosse retirado dentre eles, se compenetraram tanto do valor de seus conselhos sábios, de sua paternal ternura, e de sua fé inabalável. Com uma apreciação nova e mais profunda, recordaram-se das preciosas lições que dera enquanto ainda com eles se encontrava.

Moisés morrera, mas sua influência não desapareceu com ele. Deveria continuar a viver, reproduzindo-se nos corações de seu povo. A memória daquela vida santa, abnegada, durante muito tempo seria acariciada, modelando com um poder silencioso, persuasivo, a vida daqueles mesmos que haviam negligenciado suas palavras vivas. Assim como a luz do Sol poente ilumina os picos das montanhas muito tempo depois que o próprio Sol se haja imergido por trás das colinas, assim as obras dos puros, santos e bons derramam luz sobre o mundo muito tempo depois que os próprios atores se foram. Suas obras, suas palavras, seu exemplo, para sempre viverão: “O justo ficará em memória eterna”. Salmos 112:6.

Conquanto estivessem cheios de pesar pela sua grande perda, o povo sabia que não fora deixado só. A coluna de nuvem repousava sobre o tabernáculo de dia, e à noite a coluna de fogo, como segurança de que Deus seria seu guia e auxiliador se andassem no caminho de Seus mandamentos.

Josué era agora o reconhecido líder de Israel. Havia sido conhecido principalmente como guerreiro, e seus dotes e virtudes eram especialmente valiosos nesta etapa da história de seu povo. Corajoso, resoluto e perseverante, rápido, incorruptível, despreocupado de interesses egoístas em seus cuidados pelos que se achavam confiados à sua guarda, e, acima de tudo, inspirado por uma fé viva em Deus — tal era o caráter do homem divinamente escolhido para conduzir os exércitos de Israel em sua entrada na Terra Prometida. Durante a permanência no deserto agira como primeiro-ministro de Moisés, e pela sua fidelidade serena, despretensiosa, sua perseverança quando outros vacilavam, sua firmeza para manter a verdade em meio do perigo, dera prova de sua aptidão para suceder a Moisés, mesmo antes que fosse pela voz de Deus chamado.

Foi com grande ansiedade e desconfiança em si mesmo que Josué encarou a obra que se achava diante de si; seus temores, porém, foram removidos pela segurança dada por Deus: “Como fui com Moisés, assim serei

contigo; não te deixarei nem te desampararei. [...] Tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.” “Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé vo-lo tenho dado, como Eu disse a Moisés.” Até às montanhas do Líbano à grande distância, até às praias do Mar Grande, e, ao longe, até às margens do Eufrates no Oriente — tudo deveria ser deles.

A essa promessa foi acrescentada a ordem: “Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que Meu servo Moisés te ordenou.” A determinação do Senhor foi: “Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite”; “não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda”; “porque então farás prosperar o teu caminho, e então prudentemente te conduzirás”. Josué 1:5, 6, 3, 7, 8.

Os israelitas estavam ainda acampados no lado oriental do Jordão, que apresentava a primeira barreira à ocupação de Canaã. “Levanta-te pois agora”, fora a primeira mensagem de Deus a Josué, “passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que Eu dou aos filhos de Israel”. Josué 1:2. Nenhuma instrução foi dada quanto ao modo por que deveriam fazer a passagem. Josué sabia, entretanto, que o que quer que Deus mandasse, Ele daria os meios para que Seu povo o fizesse, e nesta fé o intrépido chefe de pronto iniciou os preparativos para avançarem.

Poucos quilômetros além do rio, precisamente defronte do lugar em que os israelitas estavam acampados, achava-se a cidade de Jericó, grande e solidamente fortificada. Esta cidade era virtualmente a chave de todo o território, e apresentaria formidável obstáculo ao êxito de Israel. Josué enviou portanto dois moços como espias a fim de visitarem essa cidade, e verificarem algo quanto à sua população, seus recursos, e a resistência de suas fortificações. Os habitantes da cidade, aterrorizados e cheios de suspeita, estavam constantemente alerta, e os mensageiros estiveram em grande perigo. Foram contudo preservados por Raabe, mulher de Jericó, com perigo de sua própria vida. Como recompensa à sua bondade, deram-lhe a promessa de proteção quando a cidade fosse tomada.

Os espias voltaram sãos e salvos com a notícia: “Certamente o Senhor tem dado toda esta terra nas nossas mãos, pois até todos os moradores estão desmaiados diante de nós.” Fora-lhes declarado em Jericó: “Temos ouvido que o Senhor secou as águas do Mar Vermelho diante de vós, quando saíeis do Egito, e o que fizestes aos dois reis dos amorreus, a Seom e a Ogue, que estavam de além do Jordão, os quais destruístes. Ouvindo isto, desmaiou o nosso coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o Senhor vosso Deus é Deus em cima nos Céus e embaixo na Terra”. Josué 2:10, 11.

Foram expedidas ordens a fim de se aprontarem para o avanço. O povo devia preparar um suprimento de alimentos para três dias, e o exército devia estar de prontidão para a batalha. Todos concordaram cordialmente aos planos de seu líder, e asseguraram-lhe sua confiança e apoio: “Tudo

Patriarcas e Profetas · Ellen G. White

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