Cristo Nossa Redenção
Plano Encontro 3 Dia 191
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Leitura do livro
Patriarcas e Profetas, páginas 317-318
de Israel: “Levantai-vos, parti e passai o ribeiro de Arnom; eis aqui na tua mão tenho dado Seom, amorreu, rei de Hesbom, e a sua terra; começa a possuí-la, e contende com eles em peleja. Este dia começarei a pôr um terror e um temor de ti diante dos povos que estão debaixo de todo o céu; os que ouvirem a tua fama tremerão diante de ti e se angustiarão”. Deuteronômio 2:24, 25.
Essas nações nas fronteiras de Canaã teriam sido poupadas, caso não se houvessem levantado em desafio à palavra de Deus para se oporem à marcha de Israel. O Senhor Se mostrara longânimo, de grande bondade e terna piedade, mesmo para com esses povos gentílicos. Quando a Abraão foi mostrado em visão que sua semente, os filhos de Israel, seriam estrangeiros em terra estranha, durante quatrocentos anos, o Senhor lhe fez uma promessa: “A quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia”. Gênesis 15:16. Embora os amorreus fossem idólatras e houvessem com justiça perdido o direito à vida por causa de sua grande impiedade, Deus os poupou durante quatrocentos anos para dar-lhes prova inequívoca de que Ele era o único verdadeiro Deus, o Criador do céu e da Terra. Todos os Seus prodígios ao tirar Israel do Egito eram deles conhecidos. Prova suficiente fora dada; eles poderiam ter conhecido a verdade, caso tivessem estado dispostos a volver de sua idolatria e licenciosidade. Mas rejeitaram a luz e apegaram-se a seus ídolos.
Quando o Senhor pela segunda vez trouxe o Seu povo às fronteiras de Canaã, outra prova de Seu poder foi concedida àquelas nações gentílicas. Viram que Deus estava com Israel na vitória ganha sobre o rei Harade e os cananeus, e no milagre operado para salvar os que estavam a perecer da picada das serpentes. Posto que aos israelitas houvesse sido recusada passagem pela terra de Edom, sendo obrigados a fazer assim longo e difícil itinerário ao lado do Mar Vermelho, não haviam eles, contudo, em todas as suas jornadas e acampamentos junto a terra de Edom, Moabe e Amom, mostrado hostilidade, e nenhum mal fizeram ao povo ou às suas posses. Atingindo as fronteiras dos amorreus, Israel pedira permissão apenas para passar diretamente pelo país, prometendo observar as mesmas regras que tinham presidido a suas relações com outras nações. Quando o rei amorreu recusou satisfazer este atencioso pedido, e arrogantemente reuniu seus exércitos para a batalha, sua taça de iniqüidade estava cheia, e Deus agora exerceria Seu poder para os subverter.
Os israelitas atravessaram o rio Arnom e avançaram contra o adversário. Travou-se um combate, no qual os exércitos de Israel foram vitoriosos; e prosseguindo com a vantagem adquirida, logo ficaram de posse do país dos amorreus. Foi o Capitão do exército do Senhor que venceu os inimigos de Seu povo; e teria feito o mesmo trinta e oito anos antes, se Israel houvesse nEle confiado.
Cheio de esperança e ânimo, o exército de Israel avançava ardorosamente e, jornadeando ainda em direção ao norte, chegaram logo a um
país que bem poderia pôr à prova seu ânimo e fé em Deus. Diante deles se achava o poderoso e populoso reino de Basã, cheio de grandes cidades de pedra que até hoje provocam a admiração do mundo: “sessenta cidades, [...] com altos muros, portas e ferrolhos; além de outras muitas cidades sem muros”. Deuteronômio 3:1-11. As casas eram construídas de enormes pedras negras, de tamanho tão formidável que tornava os edifícios absolutamente inexpugnáveis a qualquer força que naqueles tempos pudesse ser levada contra eles. Era um território repleto de cavernas desertas, fundos precipícios, abismos hiantes e fortalezas rochosas. Os habitantes desta terra, descendentes de uma raça de gigantes, eram de estatura e força maravilhosas, e tão notados pela violência e crueldade que eram o terror de todas as nações circunvizinhas; e isto ao mesmo tempo em que Ogue, rei do país, era notável pela estatura e proezas, mesmo em uma nação de gigantes.
Mas a coluna de nuvem moveu-se para a frente, e guiando-se por elas as hostes hebréias avançavam para Edrei, onde o rei gigante, com suas forças, esperava a sua aproximação. Ogue havia habilmente escolhido o local para a batalha. A cidade de Edrei estava situada à margem de um tabuleiro que se erguia abruptamente da planície, e coberto de rochas vulcânicas pontiagudas. A ela só se podia chegar por veredas estreitas, íngremes e difíceis de subir. Em caso de derrota, suas forças poderiam encontrar refúgio naquele deserto de rochas, onde seria impossível aos estrangeiros seguirem-nas.
Confiante no êxito, o rei saiu com um imenso exército para a planície aberta; ao mesmo tempo aclamações de desafio eram ouvidas do tabuleiro acima, onde se podiam ver as lanças de milhares ávidos pela batalha. Quando os hebreus olharam para a figura excelsa daquele gigante de gigantes, sobressaindo por sobre os soldados de seu exército; ao verem as hostes que o rodeavam, e a fortaleza aparentemente inexpugnável, atrás da qual milhares invisíveis estavam entrincheirados, o coração de muitos em Israel estremeceu de temor. Moisés, porém, estava calmo e firme; o Senhor dissera com relação ao rei de Basã: “Não o temas, porque a ele e a todo o seu povo, e a sua terra, tenho dado na tua mão; e far-lhe-ás como fizeste a Seom, rei dos amorreus, que habitava em Hesbom”. Deuteronômio 3:2.
A fé calma de seu líder inspirava ao povo confiança em Deus. Em tudo contavam com Seu onipotente braço, e Ele os não desamparou. Nem poderosos gigantes, nem cidades muradas, exércitos armados, nem pétreas fortalezas, poderiam subsistir perante o Capitão das hostes do Senhor. O Senhor guiou o exército; o Senhor desbaratou o inimigo; o Senhor venceu em prol de Israel. O rei gigante e seu exército foram destruídos; e os israelitas logo tomaram posse de todo o país. Assim foi tirado da terra aquele povo estranho, que se dera à iniqüidade e à idolatria abominável.
Na conquista de Gileade e Basã havia muitos que se recordavam dos acontecimentos que, quase quarenta anos antes, haviam em Cades
Patriarcas e Profetas · Ellen G. White