Cristo Nossa Redenção
Plano Encontro 3 Dia 133
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Leitura bíblica
Êxodo 35
Êxodo 35
1 Tendo Moisés convocado toda a congregação dos filhos de Israel, disse-lhes: São estas as palavras que o SENHOR ordenou que se cumprissem: 2 Trabalhareis seis dias, mas o sétimo dia vos será santo, o sábado do repouso solene ao SENHOR; quem nele trabalhar morrerá. 3 Não acendereis fogo em nenhuma das vossas moradas no dia do sábado. 4 Disse mais Moisés a toda a congregação dos filhos de Israel: Esta é a palavra que o SENHOR ordenou, dizendo: 5 Tomai, do que tendes, uma oferta para o SENHOR; cada um, de coração disposto, voluntariamente a trará por oferta ao SENHOR: ouro, prata, bronze, 6 estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de cabra, 7 peles de carneiro tintas de vermelho, peles finas, madeira de acácia, 8 azeite para a iluminação, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático, 9 pedras de ônix e pedras de engaste para a estola sacerdotal e para o peitoral. 10 Venham todos os homens hábeis entre vós e façam tudo o que o SENHOR ordenou: 11 o tabernáculo com sua tenda e a sua coberta, os seus ganchos, as suas tábuas, as suas vergas, as suas colunas e as suas bases; 12 a arca e os seus varais, o propiciatório e o véu do reposteiro; 13 a mesa e os seus varais, e todos os seus utensílios, e os pães da proposição; 14 o candelabro da iluminação, e os seus utensílios, e as suas lâmpadas, e o azeite para a iluminação; 15 o altar do incenso e os seus varais, e o óleo da unção, e o incenso aromático, e o reposteiro da porta à entrada do tabernáculo; 16 o altar do holocausto e a sua grelha de bronze, os seus varais e todos os seus utensílios, a bacia e o seu suporte; 17 as cortinas do átrio, e as suas colunas, e as suas bases, e o reposteiro da porta do átrio; 18 as estacas do tabernáculo, e as estacas do átrio, e as suas cordas; 19 as vestes do ministério para ministrar no santuário, as vestes santas do sacerdote Arão e as vestes de seus filhos, para oficiarem como sacerdotes. 20 Então, toda a congregação dos filhos de Israel saiu da presença de Moisés, 21 e veio todo homem cujo coração o moveu e cujo espírito o impeliu e trouxe a oferta ao SENHOR para a obra da tenda da congregação, e para todo o seu serviço, e para as vestes sagradas. 22 Vieram homens e mulheres, todos dispostos de coração; trouxeram fivelas, pendentes, anéis, braceletes, todos os objetos de ouro; todo homem fazia oferta de ouro ao SENHOR; 23 e todo homem possuidor de estofo azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de cabra, peles de carneiro tintas de vermelho e peles de animais marinhos os trazia. 24 Todo aquele que fazia oferta de prata ou de bronze por oferta ao SENHOR a trazia; e todo possuidor de madeira de acácia para toda obra do serviço a trazia. 25 Todas as mulheres hábeis traziam o que, por suas próprias mãos, tinham fiado: estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino. 26 E todas as mulheres cujo coração as moveu em habilidade fiavam os pelos de cabra. 27 Os príncipes traziam pedras de ônix, e pedras de engaste para a estola sacerdotal e para o peitoral, 28 e os arômatas, e o azeite para a iluminação, e para o óleo da unção, e para o incenso aromático. 29 Os filhos de Israel trouxeram oferta voluntária ao SENHOR, a saber, todo homem e mulher cujo coração os dispôs para trazerem uma oferta para toda a obra que o SENHOR tinha ordenado se fizesse por intermédio de Moisés. 30 Disse Moisés aos filhos de Israel: Eis que o SENHOR chamou pelo nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, 31 e o Espírito de Deus o encheu de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício, 32 e para elaborar desenhos e trabalhar em ouro, em prata, em bronze, 33 e para lapidação de pedras de engaste, e para entalho de madeira, e para toda sorte de lavores. 34 Também lhe dispôs o coração para ensinar a outrem, a ele e a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã. 35 Encheu-os de habilidade para fazer toda obra de mestre, até a mais engenhosa, e a do bordador em estofo azul, em púrpura, em carmesim e em linho fino, e a do tecelão, sim, toda sorte de obra e a elaborar desenhos.
Versão Almeida Revista e Atualizada
Leitura do livro
Patriarcas e Profetas, páginas 235-236
Capítulo 29 — Inimizade de Satanás contra a lei
O primeiro esforço de Satanás para destruir a lei de Deus — esforço este feito entre os santos habitantes do Céu — pareceu por algum tempo ser coroado de êxito. Grande número de anjos foram seduzidos; mas o triunfo aparente de Satanás redundou em derrota e perda, separação de Deus e banimento do Céu.
Quando se renovou o conflito na Terra, Satanás de novo alcançou uma aparente vantagem. Pela transgressão, o homem se tornou seu escravo, e o reino do homem também foi entregue nas mãos do maioral dos rebeldes. Parecia agora aberto o caminho para Satanás estabelecer um reino independente, e desafiar a autoridade de Deus e de Seu Filho. Mas o plano da salvação possibilitou ao homem ser de novo trazido à harmonia com Deus, e prestar obediência à Sua lei; e tanto ao homem como à Terra serem finalmente redimidos do poder do maligno.
Foi outra vez derrotado Satanás, e outra vez recorreu ao engano, na esperança de converter sua derrota em vitória. Para suscitar a rebelião na raça decaída, representou agora a Deus como injusto por ter permitido ao homem transgredir a Sua lei. “Por que”, disse o ardiloso tentador, “permitiu Deus que o homem fosse posto à prova, para pecar, e trazer a miséria e a morte, quando Ele sabia qual seria o resultado?” E os filhos de Adão, esquecidos da longânima misericórdia que concedera ao homem outra prova, não tomando em consideração o sacrifício admirável e terrível que sua rebelião custara ao Rei do Céu, deram ouvidos ao tentador, e murmuraram contra o único Ser que os podia salvar do poder destruidor de Satanás.
Milhares existem hoje repercutindo a mesma queixa revoltosa contra Deus. Não vêem que o despojar o homem da liberdade de escolha seria privá-lo de sua prerrogativa de um ser inteligente, e fazer dele um mero autômato. Não é propósito de Deus coagir a vontade. O homem foi criado como um ser moral livre. Como os habitantes de todos os outros mundos, devia ser sujeito à prova da obediência; mas nunca é levado a uma posição tal em que render-se ao mal se torne coisa forçosa. Nenhuma tentação ou prova se permite vir àquele que é incapaz de resistir. Deus nos proveu de tão amplos recursos, que o homem jamais ter-se-ia encontrado na contingência de ser derrotado no conflito com Satanás.
Aumentando-se os homens sobre a Terra, quase o mundo todo se uniu às fileiras da rebelião. Mais uma vez pareceu Satanás haver ganho a vitória. Mais uma vez, porém, a Onipotência suprimiu a operação da iniqüidade, e a Terra foi pelo dilúvio purificada de sua contaminação moral.
Diz o profeta: “Havendo os Teus juízos na Terra, os moradores do mundo aprendem justiça. Ainda que se mostre favor ao ímpio, nem por isso aprende a justiça; [...] e não atenta para a majestade do Senhor”. Isaías 26:9, 10. Assim foi depois do dilúvio. Livres de Seus juízos, os habitantes da Terra de novo se rebelaram contra o Senhor. Duas vezes o concerto de Deus e Seus estatutos foram rejeitados pelo mundo. Tanto o povo anterior ao dilúvio como os descendentes de Noé rejeitaram a autoridade divina. Então Deus entrou em um concerto com Abraão, e tomou para Si um povo que se tornasse os depositários de Sua lei. A fim de seduzir e destruir este povo, Satanás logo começou a lançar as suas ciladas. Os filhos de Jacó foram tentados a contrair matrimônio com os gentios, e a adorar os seus ídolos. Mas José foi fiel a Deus, e sua fidelidade foi um constante testemunho da verdadeira fé. Foi para apagar esta luz que Satanás trabalhou por meio da inveja dos irmãos de José a fim de fazer com que ele fosse vendido como escravo para um país gentílico. Deus, entretanto, encaminhou os acontecimentos de maneira que o Seu conhecimento fosse dado ao povo do Egito.
Tanto na casa de Potifar como na prisão, José recebeu uma educação e ensino que, com o temor de Deus, o prepararam para a sua elevada posição de primeiro-ministro da nação. Do palácio dos Faraós foi sentida a sua influência por todo o país, e o conhecimento de Deus propagou-se larga e extensamente. Os israelitas no Egito também se tornaram prósperos e ricos; e, enquanto foram fiéis a Deus, exerceram dilatada influência. Os sacerdotes idólatras ficaram alarmados ao verem a nova religião alcançar favor. Inspirados por Satanás com a inimizade deste para com o Deus do Céu, aplicaram-se a apagar a luz. Aos sacerdotes era confiada a educação do herdeiro do trono, e era este espírito de decidida oposição a Deus e de zelo pela idolatria o que modelava o caráter do futuro rei, e determinou crueldade e opressão para com os hebreus.
Durante os quarenta anos que se seguiram à fuga de Moisés do Egito, a idolatria pareceu ter vencido. Ano após ano, as esperanças dos israelitas tornavam-se mais débeis. Tanto o rei como o povo exultavam em seu poderio, e zombavam do Deus de Israel. Este espírito desenvolveu-se até que culminou no Faraó que foi enfrentado por Moisés. Quando o chefe hebreu chegou perante o rei com uma mensagem do “Senhor Deus de Israel”, não foi a ignorância acerca do verdadeiro Deus, senão o desafio ao Seu poder, o que inspirou a resposta: “Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei? [...] Não conheço o Senhor”. Êxodo 5:2. De princípio a fim, a oposição de Faraó ao mando divino não foi o resultado da ignorância, mas do ódio e desafio.
Patriarcas e Profetas · Ellen G. White