Cristo Nossa Redenção
Plano Encontro 3 Dia 13
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Leitura do livro
Patriarcas e Profetas, páginas 36-37
Adão e sua companheira que, apesar de seu grande pecado, não seriam eles abandonados ao domínio de Satanás. O Filho de Deus Se oferecera, para expiar, com Sua própria vida, a transgressão deles. Um período de graça lhes seria concedido e, mediante o arrependimento e a fé em Cristo, poderiam de novo tornar-se filhos de Deus.
O sacrifício exigido por sua transgressão, revelava a Adão e Eva o caráter sagrado da lei de Deus; e viram, como nunca antes o fizeram, a culpabilidade do pecado, e seus funestos resultados. Em seu remorso e angústia rogaram que a pena não recaísse nAquele cujo amor havia sido a fonte de toda a sua alegria; antes, que repousasse sobre eles e sua posteridade.
Foi-lhes dito que, visto ser a lei de Jeová o fundamento de Seu governo no Céu assim como na Terra, mesmo a vida de um anjo não poderia ser aceita como sacrifício por sua transgressão. Nenhum de seus preceitos poderia ser anulado ou mudado para valer ao homem em sua condição decaída; mas o Filho de Deus, que criara o homem, poderia fazer expiação por ele. Assim como a transgressão de Adão tinha trazido miséria e morte, o sacrifício de Cristo traria vida e imortalidade.
Não somente o homem mas também a Terra tinha pelo pecado vindo sob o poder do maligno, e deveria ser restaurada pelo plano da redenção. Ao ser criado, foi Adão posto no domínio da Terra. Mas, cedendo à tentação, foi levado sob o poder de Satanás. “Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo”. 2 Pedro 2:19. Quando o homem se tornou cativo de Satanás, o domínio que exercera passou para o seu vencedor. Assim Satanás se tornou o “deus deste século”. 2 Coríntios 4:4. Ele usurpou aquele domínio sobre a Terra, que originalmente fora dado a Adão. Cristo, porém, pagando pelo Seu sacrifício a pena do pecado, não somente remiria o homem mas restabeleceria o domínio que ele perdera. Tudo que foi perdido pelo primeiro Adão será restaurado pelo segundo. Diz o profeta: “E a Ti, ó Torre do rebanho, monte da filha de Sião, a Ti virá; sim, a Ti virá o primeiro domínio”. Miquéias 4:8. E o apóstolo Paulo aponta para a “redenção da possessão de Deus”. Efésios 1:14. Deus criou a Terra para ser a morada de seres santos, felizes. O Senhor “formou a Terra, e a fez; Ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada”. Isaías 45:18. Aquele propósito se cumprirá, quando, renovada pelo poder de Deus, e libertada do pecado e tristeza, se tornar a eterna habitação dos remidos. “Os justos herdarão a Terra, e habitarão nela para sempre”. Salmos 37:29. “E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os Seus servos O servirão”. Apocalipse 22:3.
Adão, em sua inocência, havia desfrutado ampla comunhão com seu Criador; mas o pecado opera separação entre Deus e o homem, e unicamente a obra expiatória de Cristo poderia transpor o abismo, e tornar possível a comunicação de bênçãos ou salvação, do Céu à Terra.
O homem ainda estava desligado de uma aproximação direta com o seu Criador, mas Deus Se comunicaria com ele por meio de Cristo e os anjos.
Assim, foram revelados a Adão fatos importantes na história da humanidade, desde o tempo em que a sentença divina fora pronunciada no Éden, até o dilúvio, e, a seguir, até o primeiro advento do Filho de Deus. Mostrou-se-lhe que, conquanto o sacrifício de Cristo fosse de valor suficiente para salvar o mundo inteiro, muitos prefeririam uma vida de pecado em vez de arrependimento e obediência. O crime aumentaria durante gerações sucessivas, e a maldição do pecado repousaria mais e mais pesadamente sobre o gênero humano, sobre os animais e sobre a Terra. Os dias do homem seriam abreviados pela sua própria conduta de pecado; degenerar-se-ia ele em sua estatura e resistência física, e em sua faculdade moral e intelectual, até que o mundo se enchesse de misérias de todo o tipo. Mediante a satisfação do apetite e paixão, tornar-se-iam os homens incapazes de apreciar as grandes verdades do plano da redenção. Cristo, no entanto, fiel ao propósito pelo qual deixou o Céu, continuaria Seu interesse pelos homens, e ainda os convidaria a esconder nEle suas fraquezas e deficiências. Supriria as necessidades de todos os que a Ele viessem pela fé. E sempre haveria alguns que preservariam o conhecimento de Deus, e permaneceriam incontaminados por entre a iniqüidade que prevaleceria.
As ofertas sacrificais foram ordenadas por Deus a fim de serem para o homem uma perpétua lembrança de seu pecado, e um reconhecimento de arrependimento do mesmo, bem como seriam uma confissão de sua fé no Redentor prometido. Destinavam-se a impressionar a raça decaída com a solene verdade de que foi o pecado que causou a morte. Para Adão, a oferta do primeiro sacrifício foi uma cerimônia dolorosíssima. Sua mão deveria erguer-se para tirar a vida, a qual unicamente Deus podia dar. Foi a primeira vez que testemunhava a morte, e sabia que se ele tivesse sido obediente a Deus não teria havido morte de homem ou animal. Ao matar a inocente vítima, tremeu com o pensamento de que seu pecado deveria derramar o sangue do imaculado Cordeiro de Deus. Esta cena deu-lhe uma intuição mais profunda e vívida da grandeza de sua transgressão, que coisa alguma a não ser a morte do amado Filho de Deus poderia expiar. E maravilhou-se com a bondade infinita que daria tal resgate para salvar o culpado. Uma estrela de esperança iluminou o futuro tenebroso e terrível, e o aliviou de sua desolação total.
Mas o plano da redenção tinha um propósito ainda mais vasto e profundo do que a salvação do homem. Não foi para isto apenas que Cristo veio à Terra; não foi simplesmente para que os habitantes deste pequeno mundo pudessem considerar a lei de Deus como devia ela ser considerada; mas foi para reivindicar o caráter de Deus perante o Universo. Para este resultado de Seu grande sacrifício, ou seja, a influência do mesmo sobre os entes de outros mundos, bem como sobre o
Patriarcas e Profetas · Ellen G. White